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Trofa avança com recolha seletiva de biorresíduos (c/ vídeo)

A primeira fase do projeto contempla ainda a distribuição de cerca de 350 compostores domésticos, a instalação de três ilhas de compostagem comunitária e a colocação de novos equipamentos de deposição seletiva.

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Cerca de 40% dos resíduos produzidos no concelho da Trofa correspondem a biorresíduos. Para dar resposta a esta realidade e cumprir as metas legais de separação e valorização de resíduos orgânicos, a Câmara Municipal da Trofa, através da empresa municipal TrofAmbiente, apresentou o projeto “Recolha Seletiva de Resíduos Urbanos – Município da Trofa”, financiado pelo programa NORTE 2030 e com implementação prevista até 2027.

A operação, que representa um investimento superior a 1,19 milhões de euros — comparticipado em 85% por fundos comunitários — prevê a criação de um sistema integrado de recolha seletiva de resíduos alimentares e resíduos verdes, complementado com soluções de compostagem doméstica e comunitária e com a introdução de ecocentros móveis no concelho.

De acordo com o presidente do conselho de administração da TrofAmbiente, Roque Ferreira, a iniciativa pretende reforçar a qualidade da recolha seletiva e envolver a população no processo. “O objetivo é consciencializar as pessoas e dar-lhes ferramentas para proporcionarmos uma recolha com mais qualidade e que os trofenses estejam comprometidos também com este projeto”, afirmou.

O modelo a implementar será misto. Nas zonas urbanas, a recolha de resíduos alimentares será realizada porta a porta, enquanto nas restantes áreas serão instalados contentores de proximidade com controlo de acesso. Os utilizadores receberão recipientes domésticos de sete litros para facilitar a separação dos resíduos, estando também prevista recolha dedicada junto de hotéis, restaurantes, cafés e outros estabelecimentos do setor alimentar.

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A primeira fase do projeto contempla ainda a distribuição de cerca de 350 compostores domésticos, a instalação de três ilhas de compostagem comunitária e a colocação de novos equipamentos de deposição seletiva. Paralelamente, serão disponibilizados ecocentros móveis que circularão pelas freguesias, permitindo a entrega de resíduos como equipamentos elétricos e eletrónicos, pilhas, lâmpadas, têxteis e outros materiais específicos.

Roque Ferreira destacou também o trabalho de sensibilização previsto para acompanhar a implementação do sistema. “Contamos com todos, porque só com a participação de todos é que nós vamos conseguir levar este projeto a bom porto e fazê-lo com sucesso”, sublinhou, acrescentando que o sistema já começou a ser testado junto do setor da restauração e que será progressivamente alargado a mais estabelecimentos.

O presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Araújo, considerou que o reforço da recolha seletiva terá impactos ambientais e económicos positivos. “Quanto mais resíduos separarmos, mais depressa chegaremos a ter uma redução na fatura do lixo, porque menos indiferenciados serão depositados em aterro, que é o maior custo”.

A implementação do projeto decorre até 2027, acompanhada por ações de sensibilização e fiscalização ambiental, com o objetivo de aumentar a separação de resíduos na origem e reduzir a deposição ilegal de lixo em espaços públicos. Sobre este assunto, Sérgio Araújo destacou que haverá, no futuro, novidades a dar à população, no sentido de dissuadir esses comportamentos.

“Não vai continuar a ser possível continuar a cometer os crimes ambientais por parte de empresas ou de particulares que depositam os lixos em todo o lado, sem o mínimo critério, quando temos ecocentros que estão a funcionar diariamente e quando temos recolha de monstros ao domicílio”, frisou.

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