Pela terceira vez consecutiva, Rui Pedro Silva venceu a competição. Grande adesão à prova levou a reabertura de inscrições.

Em plena quadra festiva e à semelhança de anos anteriores, a cidade do Porto foi novamente escolhida como palco para a 18ª edição da corrida de São Silvestre.

Apesar do frio que se fazia sentir, foram milhares os amantes do atletismo que quiseram marcar presença nesta corrida. O trofense Rui Pedro Silva foi o primeiro atleta a percorrer os dez quilómetros de percurso que, este ano, era de apenas uma volta, passando por pontos emblemáticos como a Igreja da Lapa e o Teatro Rivoli. Com um tempo de 28.34 minutos, foi a melhor marca de sempre nesta prova, comprovando assim a boa forma do atleta. Destacou-se ao quarto dos dez quilómetros do percurso e, pela terceira vez consecutiva, foi o vencedor desta prova. “Quando corro é para ganhar. Ainda para mais numa prova com uma moldura humana como esta, não podia deixar mal a organização que confiou em mim mais uma vez”, disse Rui Pedro Silva.

Sobre mais este triunfo, o atleta acrescentou que nunca passou por dificuldades ao longo do percurso. “Achei mais fácil do que no ano passado porque o anterior era muito duro. Foi um bom teste para a passagem de ano”, concluiu.

O vencedor desta edição vai participar na São Silvestre de São Paulo, no Brasil, no próximo dia 31 de dezembro.

O segundo classificado desta prova foi Bruno Jesus (Maia AC) com um tempo de 29.07 minutos. Nos femininos, Carla Rocha (Sporting) foi a grande vencedora com uma marca de 32.24 minutos. A prova foi cem por cento nacional “dadas as dificuldades em pagar cachê a atletas estrangeiros” e também de forma a “permitir que o dinheiro dos prémios fique cá”, afirmou Jorge Teixeira, membro da organização.

O balanço desta corrida foi bastante positivo, registando-se um aumento de cerca de 1500 atletas. A organização decidiu que, a partir do próximo ano, a prova de São Silvestre será disputada no segundo domingo de dezembro.

Janine Mouta

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