A Escola de Paradela, assim como a do Paranho, em S. Martinho de Bougado, e da Estação, no Muro, abriram as portas aos alunos no início deste ano letivo. Autarquia espera que a de Finzes abra no final do ano e realça o “enorme esforço financeiro para pagar mais de sete milhões de euros de investimento.

As paredes brancas, os móveis a estrear e o cheiro a novo invadem os sentidos de quem entra na renovada Escola Básica de Paradela, em S. Martinho de Bougado. A autarquia esteve numa verdadeira luta contra o tempo para poder abrir o estabelecimento aos alunos no início do ano letivo. Esta terça-feira, depois de se terem ambientado aos espaços, tanto para estudar como para brincar, os alunos do 4º ano diziam, no alto da experiência de vida no edifício antes das obras que agora “está bem melhor”. 

Noutra das arestas da escola, nasceu o parque infantil para os meninos do jardim de infância, que foi construído, também no âmbito da requalificação dos estabelecimentos de ensino do concelho. O contentamento e a descontração das crianças no recreio contrastam com o sentido de trabalho de professores, associação de pais e autarquia, que têm dividido esforços para acertar os últimos pormenores antes da inauguração do espaço renovado. 

Teresa Fernandes afirmou ao NT que “a intenção foi ter a escola com todas as condições de trabalho e segurança para que eles a pudessem frequentar”, tendo sido “vistoriada pela DREN”.  Quanto às outras escolas intervencionadas, a do Paranho, em S. Martinho, também já recebeu os alunos, assim como a da Estação, no Muro. “Na de Finzes, as obras terminarão no final do ano, se tudo correr bem”, acrescentou. A autarca relembrou “o enorme esforço financeiro que a Câmara Municipal está a fazer para poder pagar os mais de sete milhões de euros de investimento na requalificação das suas escolas.

Lei dos compromissos atrasou concursos

No cômputo geral, o início do ano escolar não deixou de ser “atribulado” no concelho, tudo por causa da lei dos compromissos que, segundo Teresa Fernandes, “obrigou a retardar a abertura de concursos que estavam previstos para o ano letivo, nomeadamente as refeições escolares, o transporte, as atividades socioeducativas e o acompanhamento de crianças com necessidades especiais”.

“Tivemos muitas dificuldades em levar por diante a abertura desses concursos. Pressionamos todas as entidades para nos ajudarem a resolver essa questão, porque a Câmara Municipal não conseguiria ultrapassá-la sozinha”, explicou. Os concursos foram abertos “no meio de agosto”, atrasando os preparativos para o ano escolar, criando mesmo “confusão” no horário entre as 15.30 e as 17.30 horas, devido ao atraso na contratação dos professores das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e ao número reduzido de funcionários. “Devido ao seu endividamento, a Câmara teve de pedir aos ministros que tutelam a área da Educação e Finanças para abrir concursos das AEC. Fizemo-lo atempadamente, em junho enviamos toda a documentação necessária para a tutela e a autorização chegou-nos na quarta-feira passada”. O concurso terminou esta quarta-feira e a  autarquia espera colocar os docentes “logo que seja possível”.

Por outro lado, os funcionários: “Temos sempre um défice de funcionários, embora a Câmara Municipal esteja a cumprir a portaria que os ministérios nos exigem, mas temos consciência que este número é reduzido. Temos que recorrer a contratos de emprego-inserção e vamos colocando à medida das necessidades de cada uma das escolas”. Já as atividades socioeducativas “já estavam no terreno” no primeiro dia de aulas, assim como “as tarefeiras das crianças com necessidades especiais”, garante Teresa Fernandes, que também afirmou que os transportes, apesar de alguma complicação devido aos ajustamentos de percursos, ficarão regularizados ainda esta semana.

Refeições com novo processo

No início do ano letivo passado, a Federação das Associações de Pais da Trofa (FAP Trofa) apresentou um projeto inovador denominado “Gestão Positiva”, através do qual se responsabilizava pela gestão das refeições nas escolas básicas do concelho. No entanto, neste novo ano escolar o projeto já não arrancou.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

{fcomment}