No âmbito do Ano Europeu do Voluntariado, o NT está a divulgar – ao longo do ano – algumas histórias de pessoas que fizeram ou fazem voluntariado, tentando descortinar o que motiva alguém a dar de si sem esperar nada em troca.

O NT dedicou o mês de abril aos voluntários que dão de si para ajudar os animais. Paula Pinheiro é um dos testemunhos da Associação Um Animal Um Amigo (AUAUA), que dá apoio ao Centro de Recolha Oficial da Trofa (canil e gatil da Trofa):
“Comecei como voluntária na AUAUA desde que esta surgiu em 2007. Tinha-me mudado para a Trofa há pouco tempo e ao ver as fotos dos animais para adoção no canil da Trofa, no Quiosque do Pedro, fui adotar uma cadelinha.

Pouco tempo depois, vi um panfleto para nos tornarmos voluntários e foi nessa altura que me inscrevi. As primeiras idas ao canil foram muito complicadas, pois sentia sempre uma grande tristeza de cada vez que via aqueles animais que foram abandonados pelos donos, sempre a lutar pela nossa atenção. 

Fomos tirando fotos, comecei a atualizar regularmente o blogue (www.salvemoscaesabandonados.blogspot.com), criei uma página na rede social hi5 e assim começámos a ver muita gente a visitar o canil e a adotar.

Pouco depois de a AUAUA ter surgido, deu entrada no canil um cão adulto de porte pequeno muito triste, que me tocou bastante. Não se chegava às pessoas e estava constantemente a ser atacado pelos outros animais que estavam na jaula. Era um doce e não havia ninguém interessado em ficar com ele. Já estava no canil há três anos, quando voltamos a divulgá-lo em força. Para nosso espanto, no facebook apareceu uma família de Lisboa que se apaixonou por ele e veio buscá-lo. Hoje, ele é um animal muito feliz.

São histórias como esta que nos fazem continuar, mas ainda é preciso percorrer um longo caminho para que grande parte da população perceba que um animal não é um peluche que pode ser deitado fora quando nos fartamos dele. Ter um animal é um compromisso para toda a vida.

Penso que qualquer pessoa que faça voluntariado percebe que não há causas menores. Eu escolhi esta, simplesmente, por sentir uma enorme afinidade pelos animais e saber que tem de haver alguém que fale por eles”.

Paula Pinheiro

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