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Edição 738

Summit LA Mask: Do corpo ao espírito, da economia à ação social

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A empresa trofense LA Mask vai organizar um summit inteiramente digital e de participação gratuita destinado à população em geral, de 29 de março a 4 de abril. “COVID-19, O desafio do mundo moderno” é o epíteto do evento que, através da participação de mais de 20 oradores, olha para os dias de hoje com uma perspetiva biopsicossocial e segundo uma abordagem multidisciplinar.

Apologistas de que “estar informado sobre a atualidade e estar capacitado para a implementação de boas práticas é essencial para se tomar decisões corretas”, os responsáveis da empresa trofense LA Mask decidiram, além de proteger a população com a produção de máscaras, promover um evento aberto à população em geral alusivo aos desafios que a Covid-19 colocou aos diversos setores.

O “Summit LA Mask” é uma iniciativa totalmente digital que, ao longo de sete dias, de 29 de março a 4 de abril, vai contar com o testemunho de mais de 20 especialistas de áreas como saúde física, mental e espiritual, ação social e económica. Entre o vasto leque de oradores estão Luís Malheiro, médico infeciologista, João Cerejeira, economista e membro da direção da APPACDM da Trofa, Inês Vasconcelos, religiosa e assistente espiritual no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, e Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas.

“A promoção deste evento surge do grande desafio e da necessidade de, mais do que nunca, se sensibilizar, informar e capacitar a população em geral, dando-lhe acesso a informação fidedigna proveniente de especialistas de cada uma das áreas que serão abordadas ao longo do evento”, explicou em entrevista ao NT Filipa Couto.

Para a responsável pela organização deste summit, é importante reforçar junto da população de que “cada cidadão pode e deve ter um papel ativo na prevenção da doença da Covid-19, mas também na sua recuperação”.

“De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social, não apenas a ausência de doença ou enfermidade, o que comprova que, de facto, a Covid-19 terá que ser sempre abordada e retratada através de uma visão holística e integrando diversas áreas”, referiu Filipa Couto, numa explicação à abrangência de temas que serão abordados no evento.

“A iniciativa surge num momento decisivo do nosso contexto pandémico e concretiza a responsabilidade social acrescida que, desde a sua origem, acompanha a LA Mask. Para os membros fundadores da LA Mask, este é o momento de enaltecer o dever ético e moral de sensibilizar, informar e capacitar de forma responsável o cidadão comum para a problemática que hoje vivemos e com a qual durante algum tempo iremos ainda conviver”.Filipa Couto, Organização Summit LA Mask

Sob o tema “COVID-19, o desafio do mundo moderno”, o summit assume “uma perspetiva biopsicossocial e uma abordagem multidisciplinar”, com o objetivo de “explorar os desafios da realidade pandémica atual”. Em cada dia de evento (ver caixa), três oradores abordarão temas que vão dos cuidados de saúde primários e da importância do enfermeiro de família no contexto domiciliário, ao papel das academias na inovação em contexto pandémico, ao impacto da Covid-19 na economia familiar, ao cuidar em humanitude em tempos de pandemia. O papel da vacinação e a imunidade de grupo, a obesidade e a atividade física, a vivência da espiritualidade nestes tempos e a resposta das organizações da sociedade civil à pandemia são outros temas que estarão em destaque nesta iniciativa.

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Os interessados em assistir às conferências, podem fazer inscrição no site www.summitlamask.pt.

PROGRAMA SUMMIT LA MASK

29 DE MARÇO
11h00
“Coronavírus e a Covid-19 – o que se sabe sobre o vírus e a doença”
Luís Malheiro | Médico Infeciologista
Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho
17h00
“Sintomatologia clínica da COVID-19”
Daniela Cruz Pinto | Medicina Geral e Familiar
USF Esporões
21h00
“O papel das academias na inovação em contexto pandémico”
Pedro Parreira| Investigador
Unidade de Investigação em Ciências da Saúde Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

30 DE MARÇO
11h00
“COVID-19 e os cuidados de saúde primários”
Sara Gomes | Medicina Geral e Familiar
UCSP Rio Maior
17h00
“A importância do enfermeiro de família no contexto domiciliário em tempos pandémicos”
Marta Costa | Enfermeira
ACES Santo Tirso/ Trofa
21h00
“Cuidar com inovação e proximidade”
Flávia Rodrigues
Cáritas Diocesana de Coimbra
Cristina Melo | Diretora Técnica
Centro Comunitário de Inserção da Caritas Diocesana de Coimbra

31 DE MARÇO
11h00
“A vacinação e o relaxamento das medidas preventivas – O que é fundamental e que medidas vieram para ficar”
Ana Rita Gomes | Médica de Saúde Pública
Unidade de Saúde Pública do ACES do Vale Sousa Norte
17h00
“Cuidar em Humanitude em tempos de pandemia na Misericórdia da Trofa”
Zélia Reis | Diretora Delegada na Misericórdia de Trofa
21h00
“COVID-19 em pediatria: o que sabemos e o que ainda falta saber”
Rita Gomes e Diana Aguilar| Médicas PediatrasBê-à-ba da Pediatria

1 DE ABRIL
11h00
“O papel da vacinação no controlo da pandemia”
Rita Moça | Especialista de Medicina Interna
Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde
17h00
“As dimensões do cuidado e a vivência da espiritualidade em tempos COVID-19 – o que mudou e o que veio para ficar?”
Inês Vasconcelos | Religiosa, Assistente Espiritual
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
21h00
“O Impacto da pandemia da COVID-19 na economia familiar – desafios futuros e estratégias para a recuperação económica familiar”
João Cerejeira| Professor de Economia
Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho

2 DE ABRIL
11h00
“Obesidade vs Covid-19”
Marco Silva | Gastroenterologista
Hospital de S. João
17h00
“Atividade física no contexto de pandemia”
Rita Santos Rocha | Professora Instituto Politécnico de Santarém – Escola Superior de Desporto de Rio Maio
21h00
“O posicionamento da União das Misericórdias perante o contexto pandémico da COVID-19: os desafios, as oportunidades e as mudanças que reservam o futuro”
Manuel Lemos | Presidente da União das Misericórdias Portuguesas

3 DE ABRIL
11h00
“Imunidade de grupo – o que é? Quando deveremos atingir?”
Tomás Silva | Médico de Saúde Pública
17h00
“A importância da evidência científica cada vez mais próxima do cidadão”
João Apóstolo | Investigador
Unidade de Investigação em Ciências da Saúde Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
“Ganhos em saúde da disponibilização digital da evidência adaptada ao cidadão”
Rosa Silva | Investigadora
Unidade de Investigação em Ciências da Saúde Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
21h00
“Recomeçar”
Vera de Melo | Psicóloga Clínica
Set Goals

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4 DE ABRIL
11h00
“A importância da saúde pública na comunidade (o antes, o agora e o depois)”
Gustavo Tato Borges
Presidente da Comissão Especial de Acompanhamento da Luta contra a Pandemia por COVID-19 nos Açores
17h00
“A resposta das organizações da sociedade civil à pandemia covid-19 e as consequentes medidas restritivas adotadas na Europa”
Carina Dantas
SHINE 2Europe
21h00
“Rede de emergência alimentar”
Isabel Jonet
Presidente do Banco Alimentar

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Edição 738

Memórias e Histórias da Trofa: Mudanças na Feira Semanal da Trofa

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A realização de feiras é uma tradição secular no nosso país, a concretização daquele tipo de eventos numa localidade era sinal de progresso e dinamismo económico e também social num patamar mais secundário.

Não existindo os meios atuais para as trocas comerciais esta era a solução mais fácil de as realizar, como também na referida fase inicial era comum a vinda de mercadores de zonas longínquas para aquelas atividades.

As feiras no território da Trofa são intemporais, sobretudo aquelas que eram realizadas em S. Mamede do Coronado que são em idade superior às de S. Martinho de Bougado, demonstrando a vitalidade daquela localidade em tempos idos, enquanto a da Trofa deve-se sobretudo enaltecer a postura de D. João VI que percebeu que este burgo já necessitava da realização deste tipo de equipamentos.

Os anos foram passando e a feira atingiu um importante ponto de crescimento, demonstrando a importância destes eventos para com a localidade e em 1900 eis que a feira que se costumava realizar quinzenalmente e apenas aos sábados no local do terreiro da Capela da Senhora das Dores e no espaço envolvente iria passar se a realizar todas as semanas e também ao domingo, uma medida incentivada pelo poder local da Câmara Municipal de Santo Tirso.

Uma feira que segundo as crónicas tinha a visita de vários clientes e vendedores de outros pontos geográficos além da cidade da Trofa, continuando a demonstrar a importância económica que tem vindo a ser descrita nestes parágrafos.

Por último, uma pequena curiosidade para si estimado leitor que esta é a crónica 100 desta rúbrica que já o acompanha desde 2015…

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Escrita com Norte: “Acontece”

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O meio era pequeno, com o tempo cresceu, e as famílias eram grandes, com o tempo “encolheram”, e todos se conheciam (agora também, sem saberem quem são). E conheciam-se tão bem, nesse tempo, que na rua todos pareciam irmãos e mesmo daqueles de quem não se gostava, gostava-se de uma forma peculiar, dando bênção à sua existência por tornar a vida mais emotiva!

Lá, como em todos os outros sítios, as brincadeiras na rua e a fome eram normais, como agora a “fome” pela exposição, e os jovens desta altura, na maioridade, recebiam uma carta de embarque em vez da de condução.

Claro que quando chegava a altura do, “Adeus até um dia, porque eu vou para África”, os Maneis, os Antónios, os Chicos, os Josés, os Gustos, os…, já tinham descoberto há muitos anos que eram diferentes das “Marias”, apesar de estas lhes parecerem iguais no tempo das brincadeiras de rua, e todas estas diferenças que excitavam os rapazes eram discutidas com entusiasmo, mas sem o mesmo ardor que o futebol, nos únicos cafés que havia, o “São Martinho”, o “Dom Pedro V” e o café “Himalaia”.

A despedida era longa, por norma dois anos, e a viagem de barco demorava semanas. Um jovem criado em “Democracia” compreende o conceito de que, “Já que a viagem é longa, convém prolongar a estadia.”, e no regresso, isto para quem regressava, vir inteiro era a maior das sortes (cicatrizes de estilhaços e de balas não contavam). Ter os dois braços, as duas pernas, apesar de manco, e os dois olhos, mesmo com a vista diminuída, era um ser perfeitinho que a mãe recebia, trazido por uma cegonha de África em vez de Paris, era o renascimento do filho, com direito a noites mal dormidas pelos pesadelos do adulto petiz!

Estes dois anos de ausência atiçavam e confundiam os sentimentos das pessoas da terra. A Inês que não suportava o Manel, com a ausência deste na Guiné, pensava que o amava; a Manuela que gostava do Mendes, apaixonou-se pelo Carlinhos, fugido para França, porque o primo deste esteve em Angola; o Vasco, que não gostava da sua madrinha de guerra, sentiu um peso desumano no coração pelo Toni, regressado sem glória de Goa; e a Tininha, que ainda não sabia que gostava do Gusto!

Gusto retomava os hábitos deixados dois anos antes, quando partiu para o Ultramar.

Depois do trabalho, numa Companhia de Seguros, frequentava o café “São Martinho”, onde encontrava os amigos e conhecidos, que lhe gabavam o jeito para o bilhar livre (cheguei a vê-lo jogar, quando começava ele a partida, o adversário era tão assistente como eu, chegando a não dar uso ao taco). No final, o percurso costumeiro, de postura altiva “desfilava” até casa, falando com quem aparecia às janelas.

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  • Olá Tininha! És tão bonita! Se não fosses tão novinha casava contigo!
  • Oh! – respondia a Tininha com uma interjeição e fugia para dentro de casa, refugiando-se na mãe. – Ó mãezinha, o Gusto da Dona Quinhas é que é um chato! (imagino o sorriso terno da mãe).
    Gusto seguia caminho e mais frases como esta iria dizer em cada janela onde estivesse poisada uma rapariga.
    Devido ao aprumo exigido pela sua actividade profissional, mandava fazer, por ano, quatro fatos à medida. Sempre impecável subia a rua do café até casa, onde Tininha o esperava para ouvir um piropo, para gostar cada vez menos dele – Oh mãezinha, o Gusto da Dona Quinhas é que é um chato! – até que um dia, Gusto sobe a rua com um fato novo, azul marinho:
  • Olá Tininha, estás muito…
    Sem deixar acabar, da janela, Tininha vira costas e vai ter com a mãe.
  • Ó mãezinha, o Gusto da Dona Quinhas é que é bonito! (imagino o sorriso terno da mãe).
    Desde então, Tininha, com a sua sobrinha ao colo, esperava que Gusto passase, pedindo à criança para deixar cair um fio, não fosse Gusto passar distraído, garantindo assim momentos de conversa.
    Certo dia, sem a sobrinha, Tininha desce ao pátio e na passagem de Gusto pergunta-lhe se viu o Pluto, o cão da família.
  • Ele está atrás de ti! – responde, deixando-a corada.
    Achando a cena engraçada, em concordância, envergando o seu fato azul marinho, diz uma piada – Um dia havemos de casar!
    Dias depois, no café, todos lhe deram os parabéns e ao passar debaixo da janela da Tininha, esta diz-lhe – Gusto, vamos casar em Março!

Com um simples fato azul marinho, Gusto comprometeu a sua vida, a 24 de Março de 1973!

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