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Edição 417

Socratinices requentadas do artista da cassete pirata

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Uma declaração prévia da intenção de escrever sobre José Sócrates: nunca votei nele; nunca acreditei nas suas palavras agridoces de encantar os mais distraídos; não gosto dele como pessoa; não gosto do seu estilo de fazer política; vejo nos seus olhos um olhar de ódio pela vida; vi no discurso da noite da derrota eleitoral, um discurso presidenciável; é minha opinião que foi o pior primeiro-ministro que nos governou em democracia; é o grande culpado, mas não o único, do descalabro das contas públicas; é um político com uma agenda escondida. Mesmo assim, acho que tem todo o direito a defender-se publicamente daquilo que é acusado. É assim a liberdade e a democracia.

Como se não bastasse a péssima governação com que José Sócrates “brindou” o país ao longo de seis anos, deixando os portugueses a pão e água, vem agora fazer de nós uns “camelos” a atravessar o deserto da ignorância. Nas suas falinhas mansas de “carneiro mal morto”, lá teve o seu tempo de antena para justificar a sua péssima governação. Depois de dois anos sabáticos parisienses, apareceu no seu estilo, em grande forma. Foram mais de noventa longos minutos de retórica persuasiva e manipuladora.

Com constantes golpes de rins, Sócrates lá foi adulterando factos, manipulando números, mentindo e apresentando verdadeiros embustes. E foram tantos. Num facto, José Sócrates tem razão; Cavaco Silva é também culpado pela situação a que Portugal chegou. É verdade! O Presidente da República deveria ter demitido o governo socialista quando o descalabro começou a acentuar-se, não fora as eleições presidenciáveis que estavam à porta. Com essa estratégia pessoal, Cavaco Silva relegou para segundo plano o interesse nacional. Deu no que deu, com o país a afundar-se cada vez mais.

José Sócrates manipulou os números das PPP – parcerias público-privadas, afirmando que no seu governo os encargos até baixaram, quando o que aconteceu nos seis anos de governação socialista foi uma quase duplicação desses encargos, passando de 16 mil milhões de euros em 2005, para quase 33 mil milhões em 2012; aumentou sempre os funcionários públicos e em 2009, ano de eleições, os aumentos foram de 2,9%, no valor nominal mais alto desde 2001; foi o primeiro a aplicar cortes salariais à Função Pública, pois em 2011, as reduções salariais variaram entre os 3,5% e os 10% para salários acima de 1.500 euros; afirmou que a dívida subiu mais com o atual Governo, mas ignorou que foram assumidas dívidas do passado nos períodos mais recentes e alteradas as regras contabilísticas, como em 2011, quando houve alterações contabilísticas que aumentaram a dívida pública, designadamente as associadas às ex-Scut’s e ao reforço de capital do BPN.

As socratinices requentadas do verdadeiro artista da rádio, tv disco e da cassete pirata estiveram à altura do estilo com que sempre nos habituou, da sua postura manipuladora, da sua arrogância e falta de humildade para reconhecer os graves erros cometidos. Ao contrário do seu camarada António Guterres, que recentemente pediu desculpas públicas pelos erros que cometeu na governação do país. Que diferença!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Alunos da Forave solidários

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forave

 

No último dia de aulas, antes das férias da Páscoa, a turma de Apoio Familiar e à Comunidade (AFC) 11/13 da Escola Profissional Forave dinamizou duas atividades inseridas no projeto de turma “AFC Saudável e Solidária”.

A iniciativa consistia numa caminhada solidária pelas ruas de Lousado. Os participantes foram “convidados a oferecer um género alimentar a uma instituição de solidariedade social de Vila Nova de Famalicão”, revelou fonte da organização.
Para além do exercício físico, o “espírito de partilha” esteve patente e todas as ofertas recolhidas já foram entregues à associação “Dar as Mãos”, que as fará chegar a quem mais precisa.

Após o exercício físico solidário, todas as turmas da Forave participaram no concurso “Mesas de Páscoa”, decorando uma mesa com “doces típicos desta festividade e partilhando-os com toda a escola”, assegurou fonte da organização.

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Inacessibilidades – Um concelho agrilhoado.

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Gualter-Costa

As cheias que se verificaram recentemente por toda a Trofa colocaram mais uma vez em evidência a urgência na construção de novas vias rodoviárias de proximidade alternativas às duas estradas nacionais 14 e 104 que atravessam a nossa cidade.

Uma intempérie temporária, um simples acidente numa dessas vias ou um qualquer evento na via pública, são suficientes para paralisar por completo a circulação rodoviária na nossa cidade e por consequência entravar toda a nossa economia local.

Este é um problema que envergonha há décadas a Trofa, inferniza a vida de todos os que necessitam de circular diariamente na Trofa, asfixia lentamente a economia trofense, convida à deslocalização de empresas para fora do nosso concelho. Catorze anos volvidos, o concelho da Trofa continua agrilhoado às suas inacessibilidades. Todos os trofenses sabem bem que este é um problema que os sucessivos executivos camarários, apesar de o referenciarem repetidamente nos seus programas e discursos eleitoralistas, sempre o têm ignorado na sua ação prática.

Desconhecemos também o real estado da atual travessia do Rio Ave construída na década de 30 do século passado (quando existiam apenas algumas centenas de automóveis em Portugal) e que nos dias de hoje suporta diariamente o trânsito de milhares de veículos pesados (alguns com largas dezenas de toneladas). Uma sobrecarga certamente nunca equacionada nos cálculos dos engenheiros que a projetaram nos princípios da década de 30. É pois fácil imaginar-se os inúmeros e prolongados constrangimentos que a descoberta ocasional de uma fissura num dos seus pegões traria para os trofenses e populações vizinhas, como é também fácil prever-se a extensão dos impactos negativos desse constrangimento na nossa já muito fragilizada e debilitada economia local.

É pois este o tempo de agir também em matéria de acessibilidades. É urgente acabar com o suplício de quem necessita de transitar diariamente na Trofa. O concelho da Trofa não pode adiar mais a construção de vias de proximidade alternativas às estradas nacionais. Este é o tempo oportuno para se reequacionar os projetos megalómanos e inexequíveis na atual conjuntura. É necessário fazer evoluir os projetos estratosféricos desenhados em retórica e maquetizados em ilusão eleitoralista para projetos devidamente ajustados à nossa realidade atual e com execução no terreno. Os nossos munícipes e as nossas empresas desesperam há décadas por soluções que ponham fim aos inúmeros entraves à circulação no concelho da Trofa.

A construção de uma ou duas travessias de proximidade do Rio Ave (uma entre o Hospital da Trofa e a zona da antiga Mabor e outra entre a estrada de Sam e a Semogueira) seriam na ótica do BLOCO DE ESQUERDA TROFA, soluções possíveis, enquadradas com a atual conjuntura e que permitiriam melhorar no imediato a circulação e a fluidez do trânsito na Trofa.

Contudo, seria redutor pensar-se que a abordagem ao problema das acessibilidades no concelho se limita à construção de algumas rotundas nos pontos mais críticos ou à construção de novas travessias e vias de proximidade alternativas às estradas nacionais. Este é um problema muito mais amplo e complexo que necessita ser tratado de uma forma multidisciplinar.

Para o BLOCO DE ESQUERDA TROFA uma correta abordagem à problemática das acessibilidades no concelho implica também: a definição com as entidades competentes de planos de manutenção permanente das vias existentes (em especial das nacionais N14, N104 e N318); a criação de um nº de telefone e de um piquete municipal de intervenção rápida para conservação das vias que evite o degradar acentuado das mesmas; uma correta identificação das carências e dos problemas de acessibilidade em todas as freguesias do concelho; o alargamento, a pavimentação e redefinição dos sentidos de trânsito em vias que estão sob alçada do município; estudar qual das ordenações de trânsito possíveis maximiza a fluidez do trânsito e otimiza a economia local; novas políticas de urbanismo que garantam a possibilidade de alargamento das vias já existentes e a salvaguarda de corredores para construção de futuras vias; a reformulação e expansão da rede e da oferta de transportes públicos em todo o concelho; a garantia que as vias de maior trânsito no concelho têm iluminação adequada à sua natureza e ao seu estado de conservação.

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Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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