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Edição 685

“Só seremos bem-sucedidos se tivermos a Trofa do nosso lado”

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Este domingo há entrada livre no Trofense-Felgueiras. Uma ação da direção que tenta aproximar a população do clube. Em entrevista ao NT, o presidente do clube, Franco Couto, desabafou que ainda sente a comunidade afastada, apesar de a equipa estar em boa posição para subir à 2.ª Liga.

“Estou em 1.º lugar, mas sinto-me friamente só”. O desabafo foi feito por Franco Couto, presidente do Clube Desportivo Trofense, dias depois de a equipa sénior ter chegado ao topo da tabela classificativa da série A do Campeonato de Portugal.
O presidente do emblema da Trofa sente que o concelho ainda está de costas voltadas para a coletividade e não entende a postura da população, uma vez que este vive uma nova realidade. “Na época passada, com os problemas que ainda tínhamos para resolver, ainda compreendia, mas esta época é difícil perceber, porque estamos em primeiro. É certo que ainda não ganhamos nada e temos de respeitar os adversários que ainda temos pela frente, mas acredito que o trabalho que estamos a desenvolver merece ser reconhecido”, asseverou o dirigente.
Franco Couto exemplifica com os contactos que recebeu logo após a vitória em Mirandela, que levou a equipa ao 1.º lugar. “Recebi mais telefonemas de Lisboa do que da Trofa”, lamentou, acrescentando que foi felicitado por “presidentes de clubes de 1.ª Liga” e até do vizinho Futebol Clube Famalicão.
O presidente do Trofense sente as entidades oficiais do concelho afastadas do clube, sublinhando a ausência da Câmara Municipal, que para o dirigente é o espelho do adormecimento da comunidade perante o que se está a passar no panorama futebolístico local. “A Trofa precisa despertar e inspirar-se em grandes homens e empresas que fizeram esta terra crescer, como o comendador J. Serra, o engenheiro Fernandes da Frezite, o senhor Agostinho da Saner, o senhor Pinheiro das Máquinas Pinheiro, a MIDA, o Rui Azevedo da OFA ou o senhor Jaime da Trifitrofa, que foi dos que mais ajudou o clube e o senhor Eurico Ferreira e a sua empresa, a quem tenho de agradecer pelo facto de me terem deixado trabalhar, desistindo de contestar a dívida que o clube lhes tem. Estas pessoas não podem ser esquecidas”, sublinhou.
E no lote dos exemplos, Franco Couto não esquece de mencionar o presidente da mesa da assembleia do clube, Paulo Renato Reis, a quem agradece todo o apoio dado no projeto desportivo. “É um grande homem, um grande empresário e um grande trofense. Digo já que se ele aceitasse tomar conta do clube, eu saía já”, atirou.
Na tentativa de aproximar a população do clube, a direção do Trofense decidiu não cobrar bilheteira no próximo jogo em casa, no domingo, 27 de janeiro, diante do Felgueiras. “Queremos que os trofenses sintam, de novo, o clube. Eu preciso de sentir o apoio da comunidade. Conseguimos tirar o clube da falência, mas se eu não conseguir ver as pessoas unidas a este clube, não terei forças para continuar a trabalhar neste projeto. Só seremos bem-sucedidos se tivermos a Trofa do nosso lado”, frisou.

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Tratamento VIP na prisão, porque carga de água?

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A Constituição portuguesa consagra o princípio da igualdade, onde está bem claro que “todos os cidadãos são iguais perante a lei. Mas também está bem explicito que “ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito em razão das convicções politicas ou ideológicas, situação económica ou condição social”.
Por tudo isto é que é conveniente saber se a lei trata de modo desigual o que é essencialmente igual e saber se o tratamento desigual está justificado do ponto de vista jurídico-constitucional. Só que, o sistema da justiça, que se quer mostrar justo e igualitário, funciona a dois tempos, um para os ricos e outro para os pobres.
A justiça em Portugal também é discriminatória, em termos de encargos e de custas dos tribunais, que impedem o acesso à justiça de um número cada vez maior de pessoas em situação de pobreza, que também são impedidas de recorrer a recursos a instâncias superiores, pois só os ricos têm possibilidades financeiras a esses recursos. Esta realidade tem sido criticada com veemência, por organismos como a Amnistia Internacional.
A descriminação na justiça também se alarga até às prisões, com reclusos (uma minoria) a terem tratamento especial, a tratamento VIP (da expressão inglesa “Very Important Person” – pessoas muito importantes) e os restantes a terem um tratamento muitas vezes desumano. A grande maioria dos reclusos estão alojados em condições pouco saudáveis, devido à sobrelotação das prisões, que estão a funcionar a 110% da sua capacidade.
A cadeia dos reclusos, a quem o sistema concede “especiais medidas de proteção” vai deixar de ser em Évora e vai mudar-se para Leiria. Os reclusos sujeitos a “especiais medidas de proteção” são membros das forças de segurança e de organismos da função pública, mas também políticos, como foi o caso de José Sócrates e mais recentemente Armando Vara.
A medida proposta pelo Ministério da Justiça prevê a melhoria das instalações e um aumento da sua capacidade, que vai implicar um investimento de 4,3 milhões de euros, para que os designados presos VIP sejam “separados da restante população reclusa”. Mas será que se justifica tal investimento quando se aponta dificuldades financeiras para justificar a contratação de apenas 200 novos guardas prisionais, apesar de se prever a saída de mais de 900 guardas por reformas, nos próximos anos?
A referida medida de melhoria das instalações é justificada oficialmente pela necessidade de separar os reclusos da restante população, por questões de segurança. Alguns destes reclusos designados VIP são «figurões», que proliferaram no mundo da política, como vermes famintos de sede, que chafurdaram nas poças efémeras do compadrio, da fraude e da corrupção, com o beneplácito dos seus partidos. É tudo “gente boa”, que merece tal investimento e proteção!
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Doar uma peça para apoiar vítimas dos incêndios

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A campanha chama-se “uma casa um Lar”, foi lançada no Natal de 2018 pelo Movimento Lírio Azul e tem como objetivo angariar bens para apoiar as famílias da região centro, que em 2017, durante os incêndios de outubro ficaram, sem casa e sem os seus bens. Para isso foi estabelecido um protocolo com a Comissão de Coordenação de desenvolvimento Regional do Centro.

O Movimento Lírio Azul resolveu avançar com este apoio “por sentir que era preciso apoiar estas famílias na recuperação do seu “Lar”, e não apenas no apoio à recuperação/construção das casas”, adiantou Odete Costa, presidente deste movimento do qual fazem parte mulheres de muitos concelhos do Norte de Portugal.
Nesta campanha que tem como coordenadora a Lírio-mor do movimento Vera Araújo, são aceites todo o tipo de produtos/bens de primeira necessidade como os produtos têxteis-lar para dar algum “aconchego aos lares”.
“Tivemos conhecimento do apoio que estava a ser dado a estas famílias através da CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro relativamente às casas, mas rapidamente nos apercebemos que o apoio não era extensivo aos produtos que contribuem para o “aconchego”. Por isso, o MLA resolveu apoiar com artigos Têxteis Lar (novos) estes agregados familiares, fazendo um apelo aos empresários e comerciantes do setor, assim como à sociedade civil, para ajudar nesta campanha solidária.”
Lançado o desafio, está a ser feita a recolha nos concelhos de Santo Tirso, Trofa, Famalicão, Guimarães, Fafe e Vizela estando a primeira fase de recolha prevista para 31 de janeiro.
Odete Costa reconhece que, no início “sentimos que algumas pessoas estavam desconfiadas sobre o destino que era dado aos apoios e campanhas solidárias, fruto de algumas situações menos felizes que aconteceram no passado recente. Este sentimento de desconfiança, que consideramos muito injusto para com estas famílias, também pesou muito na nossa decisão e vontade de apoiar. Esta campanha solidária promovida pelo MLA, em parceria com a CCDRC, não aceita qualquer donativo monetário, mas apenas artigos de Têxteis lar”.
Os bens doados serão entregues ao movimento e o apelo de Odete Costa é de que, se pretenderem apoiar com uma peça que seja basta contactar através dos contactos de Odete Costa 968428433, odete.scosta@gmail.com ou através da coordenadora da campanha Vera Araújo através do número 925496835.
A Campanha está a decorrer e só termina quando for possível apoiar todas as famílias e pretende angariar junto de empresas e particulares todo o tipo de artigos para a casa como edredons, cobertores, lençóis, toalhas de mesa, panos de cozinha, entre muitos outros artigos junto das empresas ou de pessoas singulares que possam contribuir com um produto/bem.

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