Smed Fest animou antiga fábrica de José Thedim, em S. Mamede do Coronado, nos dias 2 e 3 de novembro.

Como combinado, a burra Lola lá chegou à antiga fábrica de José Thedim, em S. Mamede do Coronado, para fazer ver ao doutor que sabe mais do que se possa imaginar. Já o outro, como estava mau tempo, recusou-se a sair do poiso, pois não há quem o obrigue a sair em dias de perrice… e de chuva. Apesar de estar sem companhia, o burro fez sucesso e mereceu a simpatia de miúdos e graúdos que participaram no workshop de agricultura biológica, atividade integrada na 2ª edição do Smed Fest, numa parceria entre a organização (Quebra Sentidos) e a Associação para a Protecção do Vale do Coronado (APVC).

O workshop decorreu na tarde de sábado e contou com “84 participantes bastante interessados e curiosos na matéria” vindos de vários pontos do País, como Braga, Viana de Castelo, Coimbra e Porto. Vítor Sá, da APVC, explicou que o tema foi escolhido por estar “na ordem do dia” e para tentar “piscar o olho” aos habitantes da zona. “Como na zona ainda há megahortas e pequenas hortas nas traseiras das casas, tentamos atrair os habitantes de cá, apesar de termos bastantes inscritos mas, essencialmente, são de fora”, explicou. 

Jaime Vieira, fitopatologista e sócio da APVC, ministrou o workshop, que tratou essencialmente de abordar sobre os produtos da época, e que devido às “inconstâncias do tempo” sofreu uma mudança na logística, pois em vez de ser feito numa horta, acabou dentro da fábrica. A APVC tenciona desenvolver um novo workshop sobre a agricultura biológica, no início de 2013, em que seja possível “bulir na terra”. Esta atividade estava integrada na “programação eco” do Smed Fest, que decorreu nos dias 2 e 3 de novembro, na antiga fábrica do Tedhim. 

Numa das salas, os visitantes podiam divertir-se no canto das curta-metragens, onde foi montado um sofá gigante, tentar a sorte a rebentar balões ou então mostrar habilidade nos matraquilhos. Para matar a sede não faltava, como qualquer festival, a cerveja, mas também havia chá e waffles com chocolate. Colada ao espaço onde decorreram os concertos musicais (Living Tales, Shivers, Kilimanjaro, Death Will Come, Fado Violado, El Coyote, Mess e Kul Nachos), estava a sala que constituiu uma das novidades da 2ª edição deste evento. Aí misturaram-se a fotografia (Pedro Duarte e Fábio Arantes), a pintura (Martinho Dias) e a arte sacra (Augusto Ferreira). “Tem uma harmonia e uma beleza estética muito própria. Mesmo não estando renovado nem restaurado, o espaço fala por si. Por isso, aproveitamos para colocar algumas das artes performativas”, explicou Sérgio Sousa, presidente da associação Quebra Sentidos, que organizou o Smed Fest.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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