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Slava’s Snowshow no Coliseu do Porto fotorreportagem

Slava’s Snowshow no Coliseu do Porto fotorreportagem

Slavas snowshow 24

Épico e poético, meigo e apaixonado, sábio e ingénuo. Foi assim que o novo espetáculo de Slava’s Snowshow foi anunciado, na antecipação da sua passagem pelo Coliseu do Porto. Criado em 1993, e em digressão desde então, regressando ciclicamente a cada país e esgotando salas pelas muitas cidades por onde passa, Slava’s Snowshow tem a capacidade infindável de surpreender e encantar. A crítica mundial é unânime em não poupar elogios quando se fala no espetáculo de Slava, que é frequentemente apelidado de “obra-prima do entretenimento”. De Nova Iorque a Hong Kong, passando pelo Rio de Janeiro e por Roma, a produção continua a encantar públicos de todas as idades e recebeu diversos prémios,  como o Golden Nose (Espanha) ou o Olivier (Reino Unido).

Criado por Slava Polunin, referência maior do teatro cómico e considerado o “maior palhaço do Mundo”, Slava’s Snowshow transformou-se numa autêntica “fábrica de palhaços”: enquanto alguns antigos alunos optaram por abrir as suas próprias companhias, outros ingressaram no Cirque du Soleil. Aliás, nos anos 90, Polunin colaborou ativamente com a companhia canadiana na criação dos números de palhaços para as produções AlegríaO e La Nouba.

À entrada de cada espetáculo, um aviso: “Cuidado que os sonhos podem tornar-se realidade!”. E os sonhos que se tornam realidade são simples momentos de magia que ocorrem quando milhares de papelinhos brancos cobrem o chão da sala ou esvoaçam pelo ar criando tempestades de neve capazes de soterrar espetadores desatentos; quando teias de aranha gigantes cobrem o público ou quando bolas de sabão invadem o palco. Os palhaços dedicam-se às suas palhaçadas e entre risos, as histórias são contadas. E porque neste espetáculo cada pessoa tem a oportunidade de entrar num mundo fantástico habitado por palhaços especiais, capazes de desencadear tempestades de neve a partir de um simples pedaço de papel, objetos cénicos tão simples como teias de aranha feitas de algodão e bolas combinadas com água, luz e gelo seco são suficientes para criar em palco, e nas plateias, um mundo maravilhoso que vive muito da interação com o público. Depois de muitos uaus, sorrisos e risos, o espetáculo terminou com uma poderosa tempestade de neve e com as já conhecidas bolas gigantes coloridas que foram empurradas para a plateia, que em delírio pulou, atirou bolas e balões, e claro tirou fotos e selfies. O momento final do espetáculo é um êxtase de brincadeira, em que o espaço se transforma num maravilhoso parque de diversões, onde as crianças pulam e riem e onde os adultos viram crianças da forma mais natural. Porque ninguém resiste à magia das coisas simples.

Depois das atuações no Coliseu do Porto, a 2 e 3 de Outubro, o espetáculo passa por Lisboa entre os dias 6 a 11 de Outubro no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém.

Texto: Joana Vaz Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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