É da Trofa e nos últimos dias viu uma das suas fotografias ganhar expressão online. A imagem, registada a 19 de julho, testemunha a passagem do cometa neowise, agarrando uma “oportunidade única” que surge em 6800 anos.

No fim de semana em que, depois do pôr do sol, o cometa estaria mais visível a olho nu, Vítor Ferreira decidiu deslocar-se para um dos locais mais escuros do Gerês-Xurês, numa aventura que não foi bem sucedida logo à primeira tentativa. “Estive, no sábado, para os lados de Pitões das Júnias, que não correu tão bem devido ao fumo dos incêndios (mas consegui tirar fotos) e no domingo, para o lado de Espanha, a norte de Pitões das Júnias. O cometa e a sua cauda eram bem visíveis a olho nu e foi uma experiência inesquecível”, relatou, numa publicação nas redes sociais onde divulgou uma das fotografias registadas.

A escolha do local não foi por acaso. “É um dos locais com menos poluição luminosa na Serra do Gerês-Xurés e da península ibérica e por ser um local com belíssimas paisagens onde teria bastantes opções de como fotografar o cometa, pelo que me permitiu tirar esta foto ao cometa depois de ir para o local de dia e estudá-lo para conseguir um enquadramento que gostasse”, explicou o fotógrafo em declarações ao NT.

Vítor Ferreira começou a interessar-se por fotografia há cerca de uma década, quando começou a acompanhar com interesse o trabalho de outros fotógrafos e artistas. Comprou uma pequena máquina compacta e, ao longo do tempo, foi especializando-se na fotografia de paisagem, citadina e de natureza. A identidade artística do trofense está presente na edição, com recurso a “atmosferas dramáticas e de sonho”. A intenção é “sempre mostrar da melhor forma a beleza dos locais” que fotografa. “Os motivos paisagísticos que gosto mais de fotografar é sem dúvida de natureza e montanha, mas gosto de fotografar de tudo um pouco e de aperfeiçoar todas as vertentes fotográficas. Não tenho uma fotografia específica favorita, pois todos os momentos que fotografei se tornaram únicos e é impossível compará-los”, frisou.

Há cerca de dois anos dedicou-se à astrofotografia, justificando-se assim o “disparo” espetacular do neowise. “Nunca tinha fotografado um cometa e foi uma experiência inesquecível. Gosto muito de fotografar o céu noturno e de o combinar com elementos paisagísticos”, referiu.