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Edição 446

Seminário promoveu igualdade entre géneros

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A delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa realizou na segunda-feira, 4 de novembro, o seminário intitulado “É para ser igual ou diferente? – Ecos do Futuro”, no auditório da Associação Empresarial do Baixo Ave.

A “promoção da igualdade de género” foi o principal tema de enfoque do seminário “É para ser igual ou diferente? – Ecos do Futuro”, que a delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) dinamizou ao longo do dia de segunda-feira e no qual participaram “aproximadamente 60 pessoas”.

O seminário, que surge na sequência do projeto “A Outra Face” no âmbito do Eixo 7.3. do POPH, contou com “várias pessoas e várias estruturas”, que expuseram “algumas das suas atividades” e “o trabalho que fazem na igualdade de género na sua região”. O programa do seminário deu “ênfase às melhores práticas”, permitindo “a troca de conhecimentos entre diferentes experiências existentes, dar a conhecer práticas bem sucedidas e de interesse geral, promover um compromisso no combate das desigualdades de género e gerar enfoque inovador para abordar as desigualdades de género, raça e outras diferenças”.

Segundo Carla Lima, coordenadora do projeto “A Outra Face”, apesar de o tempo “não ajudar”, a adesão foi “razoável”, uma vez que foram “muito participativos, principalmente durante o período da manhã”, tendo dado para “discutir e criar alguns ecos de futuro”.

A coordenadora fez “um balanço positivo” do primeiro seminário, “principalmente porque se troca contactos, vê-se realidades diferentes, uma vez que cada concelho tem que ter uma intervenção adequada à sua realidade”. “A nossa realidade não é igual à do Seixal ou de Santa Maria da Feira, mas vemos ideias que podem ser postas em prática e há uma troca salutar de intervenções”, explicou.

Dos projetos apresentados, Carla Lima destacou “uma atividade muito interessante” que é desenvolvida em Abrantes, onde “os meninos, desde pequeninos”, são colocados “a lavar loiça e a passar a ferro”, de forma a “incutir” a questão da igualdade “desde o pré-escolar”.

Inserido no projeto “A Outra Face”, a delegação da Trofa tem intervido com “turmas do terceiro ciclo para falar sobre a igualdade, o que tem sido muito gratificante”, segundo contou Carla Lima. “Vemos que ainda existem muitos estereótipos, muitas diferenças que têm que ser trabalhadas e se calhar cada vez mais cedo. Mas falar já desperta para as pessoas refletirem e se calhar ter uma atitude diferente”, referiu.

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Ao longo do projeto, vão ser organizadas “ações de formação” no Agrupamento de Escolas Coronado e Covelas com “15 turmas”, fazendo ainda parte dos planos da instituição alargar estas ações a “professores e auxiliares da ação educativa”. Será ainda “replicado” um concurso para a “criação do melhor vídeo”, durante o mês de dezembro, uma vez que na primeira edição “não houve muita adesão”.

Brevemente será lançada a “agenda para a igualdade de 2014, que tem ilustrações de pessoas que quiseram fazer parte da CVP” e que promete “fazer pensar durante esse ano”.

 

Trofa com peditório alimentar

“Apoie a luta contra a fome, ajudando famílias carenciadas”. Este é o apelo que a Missão Sorriso, em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), está a fazer para a recolha de alimentos que vai decorrer a nível nacional, neste fim de semana, em todas as lojas Continente.

A delegação da Trofa da CVP vai participar neste peditório alimentar, estando neste fim de semana na loja Continente. “O peditório permitirá continuarmos a ajudar as pessoas que diariamente nos procuram”, avançou fonte da instituição, que salientou que durante o mês de outubro respondeu “46 pedidos de emergência alimentar”.

Os bens angariados vão servir para “continuar a prestar apoio a todas as solicitações feitas pelas técnicas de ação social do concelho”.

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Edição 446

Feira de Tradições com concentração de veículos antigos

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Feira-de-Tradições1

Feira-de-Tradições1 

“ Participar numa tarde cheia de surpresas, com artigos artesanais, animação e convívio” é o desafio lançado pela Associação Cultural e Paroquial de S. Martinho de Bougado, que está a preparar mais uma edição da Feira de Tradições.

A iniciativa, que decorre no dia 17 de novembro na zona envolvente à Capela de Nossa Senhora das Dores, conta, este ano, com uma concentração de bicicletas, motas e carros antigos, pelas 9.30 horas, no parque da Igreja Nova. Meia hora depois será dado o tiro de partida, com os veículos a percorrerem a Estrada Nacional 104, passando pelos lugares da Maganha, Monte de S. Gens, Carriça, S. Romão do Coronado e Covelas até ao local da partida.

Já pelas 12 horas há a abertura da Feira de Tradições, que decorre até às 18 horas. O almoço para os participantes é pelas 13 horas no salão paroquial de S. Martinho.

Para participar com um stand na feira, pode inscrever-se no Cartório Paroquial e pagar um “valor simbólico de 12 euros”.

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Edição 446

E o teu concelho, vai ser “agregado” ?

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Gualter-Costa

Movido pela curiosidade e pelos rumores que há meses circulam na praça pública sobre a intenção deste governo para uma “agregação” forçada de municípios (na novilíngua do governo o termo extinção é estratégica e eufemisticamente substituído pelo termo agregação), e dada a debilitante situação financeira do nosso município, o seu reduzido número de eleitores, efetuei uma análise ao ponto 3.4 “Agregar municípios, mais descentralização de competências” do guião da reforma do Estado recentemente apresentado. Este foi um dos pontos que obrigou aos sucessivos adiamentos da divulgação pública deste guião, para que tal só ocorresse após as eleições autárquicas e estivesse pela via do adiamento, privado do julgamento e do sufrágio universal do povo Português.

Confesso que contava encontrar neste manifesto alguma informação concreta que fundamentasse de uma forma irrefutável a badalada inevitabilidade da agregação de municípios. Deparo-me neste capítulo de capital importância para Autonomia Local, em que se pretende delinear o futuro do municipalismo, apenas com duas redutoras páginas (sim duas únicas páginas). Duas páginas cheias de nada. Duas páginas desprovidas de conteúdo ou ideias úteis, sem qualquer vislumbre de fundamentação que sustente a inevitabilidade da agregação de municípios. Um conjunto de ideias vagas notoriamente escritas de uma forma apressada, marteladas pelo preconceito ideológico, e que cuja utilidade para uma reforma autárquica séria é nula.

Encontramos aí orientações abstratas e indefinidas (e por isso perigosas) como: “o Governo não deve deixar isolada a reforma das freguesias, e deve abrir um diálogo com a Associação Nacional de Municípios … para um processo de reforma dos municípios aberto e contínuo, que facilite e promova a sua agregação”; “Preparar novo processo de transferência de competências da Administração Central para os municípios e para as entidades intermunicipais” (estas últimas não eleitas diretamente pelo povo); “Concluir, publicitar e colocar em discussão o estudo sobre a racionalização de serviços e equipamentos do Estado pelo território“ (leia-se redução de serviços públicos essenciais), entre algumas outras de igual abstração.

Onde estão descritos com o pormenor que se exige em tal documento, os diversos tipos de critérios e de métricas (territoriais e demográficos, financeiros, económicos, socioculturais e até políticos) que devem nortear um correto e sério processo de agregação de municípios? Onde estão os estudos (quando conveniente, PSD e CDS têm sempre uma obsessão patológica por estudos) que fundamentem a necessidade de extinção de municípios? Qual a nova arquitetura territorial que emergirá das ditas “agregações”? Quais as novas competências e a distribuição espacial dos serviços municipais nos municípios agregados? Haverá reduções nos quadros de pessoal das autarquias? Em que número ou percentagem?

Infelizmente, o vazio e a mediocridade desta sebenta neoliberal, que ambiciona ser o guião para o desmantelamento do Estado Social e da Autonomia Local, não se limitam ao ponto específico da agregação de municípios. O populismo, a cegueira ideológica e desconhecimento do país real estão vertidos do primeiro ao último ponto deste alfarrábio pobre e amador.

Ao vazio absoluto de soluções e de ideias para o país do senhor primeiro-ministro, soma-se agora o elemento neutro que é este guião para a reforma do Estado, da autoria do seu vice primeiro-ministro.

Mais uma vez a soma de um mais um continua a dar zero.

Mais uma vez se comprova a necessidade e a urgência de eleições antecipadas e de uma forte aposta em políticas alternativas à esquerda. De novas políticas que dignifiquem o Estado Social, que respeitem e apostem na Autonomia Local, que coloquem as pessoas e os seus direitos acima da especulação dos mercados e da ditadura do capital.

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Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

 

 

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