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Ano 2011

Santiago não aceita juntar-se a S. Martinho

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“Não à agregação”. Esta foi a posição unânime dos habitantes de Santiago de Bougado que esta segunda-feira à noite, se juntaram em assembleia popular para demonstrar a sua posição quanto à possível junção entre a sua freguesia e a de S. Martinho de Bougado, que desde 1993 formam a cidade da Trofa.

Através de discursos mais ou menos inflamados e alguns deles até aplaudidos pela assembleia, os habitantes de Santiago de Bougado recordaram a génese da sua freguesia que, segundo dados históricos remonta já ao século IX, data em que foi criada a Paróquia de Santiago de Bougado.

A intervenção mais aplaudida da noite foi a de José Gregório, ex-presidente da Junta de Freguesia de Santiago, que recordou as origens da freguesia defendendo estar “disponível para vender barato o concelho da Trofa em troca da independência de Santiago de Bougado”. Gregório recordou a luta de “sete elementos de Santiago de Bougado, três de S. Martinho e de um do Muro que durante dez anos lutaram afincadamente para que a criação do concelho fosse possível ”adiantando estar disponível para lutar “o resto da minha vida inteira” pela independência de Santiago. Gregório foi mais longe asseverando: “Seríamos muito fracos filhos da mãe se não defendêssemos a nossa terra, a nossa mãe”.

Mais 11 bougadenses usaram da palavra para mostrar o seu descontentamento e revolta contra a medida anunciada pelo Governo de Pedro Passos Coelho que através do Livro Verde, pretende implementar a reforma da Administração Local.

Jerónimo Torres considera que esta deve ser uma causa em que todos os populares devem estar envolvidos. “Não é uma freguesia sozinha que vai conseguir dar a volta junto do Governo. Tenho conhecimento que algumas freguesias já criaram alguns movimentos e por isso mesmo acho que tem de haver uma maior movimentação por parte da população. Eu considero que todas as juntas de freguesias deveriam fazer uma assembleia para mostrar a vontade do povo à ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias), organismo que representa as juntas e para que esta depois se pronunciasse junto do Governo”.

Na opinião de Filipe Portela esta divisão entre as freguesias só vai fazer com que “S. Martinho fique cada vez mais urbano e Santiago cada vez mais rural”, defendendo por isso a independência da freguesia. Também Manuel Campos é a favor dessa proposta, uma vez que considera que Santiago tem todas as condições e mais algumas para manter “a sua identidade, as suas raízes e manter-se independente”.

Já Carlos Portela foi mais longe na sua argumentação e salientou o facto desta reforma administrativa poder vir a trazer “um maior afastamento entre eleitos e eleitores”. Este Bougadense também partilhou da mesma opinião de Jerónimo Torres em ser criado um movimento em defesa das freguesias para depois ser entregue junto da ANAFRE. “Esta medida foi criada por alguns iluminados que através deu ma régua e de um esquadro decidiram dividir o país, de modo a reorganizá-lo para poupar e gastar menos dinheiro”. Este foi um pensamento partilhado por muitos intervenientes.

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António Barbosa admite só aceitar “este princípio da agregação como continuidade territorial” e nunca por “razões económicas”.

António Pontes fez questão de começar o seu discurso comum enquadramento histórico da freguesia de Santiago de Bougado e depois deu o seu parecer relativo à possível fusão das freguesias.

“Considero que alguns dos critérios que estão anunciados neste documento verde vão agravar algumas situações como por exemplo vão levar a um aumento da desproporção do distanciamento entre as freguesias”, afirmou. Pontes partilha da opinião dos outros participantes para que se tomem decisões perante tal situação, uma vez que segundo ele “esta foi uma medida tomada pelo Governo a partir do Terreiro do Paço, local de onde não se consegue ver a realidade do país” e por isso há que mostrar o descontentamento perante tal erro governamental.

Já Manuel Silva acredita que esta reforma administrativa “não passa de uma manobra de distração” uma vez que, na sua opinião, todas as freguesias têm condições para se manterem vivas. Este Bougadense foi mais além nas suas palavras e chegou mesmo a referir que para ele “estes são tempos de ditadura”  e que nem mesmo “Salazar em algum dos seus pensamentos mais remotos teria pensado em acabar com as freguesias”.

No final de todas as intervenções o presidente António Azevedo agradeceu a participação do público presente e esclareceu algumas dúvidas que, considerou, serem pertinentes. Ouviu ainda duas sugestões de dois bougadenses, uma prendia-se com a criação de uma petição ou de um abaixo-assinado para que ficasse formalmente expressa a vontade do povo de Santiago de Bougado relativamente a esta questão e a outra sugestão pretendia a formação de um movimento cívico parecido com que o foi criado em 1998 aquando da criação do concelho da Trofa.

Nesta assembleia, o presidente da Junta, António Azevedo, deu ainda uma breve explicação sobre o que prevê a reforma administrativa para a sua freguesia. “A freguesia de Santiagode Bougado tem aproximadamente 6400 habitantes e o concelho da Trofa é considerado nível dois porque apesar de termais de 500 habitantes por quilómetro quadrado não tem 40 mil habitantes. E o facto de nós não termos escala mas termos dimensão, uma vez que a nossa freguesia faz fronteira com todas as outras, é um bom argumento para fazermos chegar a nossa vontade de independência à Associação Nacional de Freguesias- ANAFRE”, asseverou.

O presidente acredita que podem resultar desvantagens para a sua freguesia caso esta não se venha a fundir. “Caso Santiago não se funda com nenhuma freguesia e as outras todas aderiram a essa medida nós passamos a ser a quarta freguesia do concelho porque S. Martinho tem cerca de 15 mil habitantes, se os Coronados se juntarem ficam com aproximadamente com sete mil, a junção de Guidões, Alvarelhos e Muro vai resultar em cerca de sete mil e Santiago vai ficar com 6400”, adiantou.

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Fusão da freguesia discutida em Assembleia em Guidões A Assembleia de Freguesia reune-se em sessão extraordinária pelas 21 horas de sexta-feira, dia 11, na Escola do Viso. Em discussão vai estar a fusão da freguesia, numa assembleia que se espera bastante participada.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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