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Edição 705

Memórias e Histórias da Trofa: “Santa Eulália – vai passando despercebida”

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Escrevo estas linhas com a necessidade de alertar para que todos percebam que existe património na Trofa que vai passando além da atenção da maioria, porque para muitos a história desta localidade e concelho é praticamente nula, ignorando solenemente as freguesias que compõem este pequeno município, além do que se passa no centro do seu concelho.

Um exemplo claro e flagrante deste esquecimento, ou talvez mesmo desconhecimento, fica localizado em S. Romão do Coronado. Falo concretamente da capela de Santa Eulália, que é bastante próxima da igreja daquela freguesia e, que no seu pequeno alto, ano a ano vai completando mais um aniversário para os seus séculos de existência.

Reduzidas dimensões, construção simples, bem sei que não é apelativo para a atenção de muitos, mas aquela construção, possivelmente sem direito a grandes dúvidas, contudo, mantendo alguma reserva científica, poderá ser uma das construções mais antigas deste jovem concelho.

Na documentação medieval relativamente a S. Romão, existem já referências ao lugar de Santa Eulália, entre outros lugares como o de Lousado, ganhando força a questão da existência desde tempos remotos, daquele templo para ser o responsável pela atribuição daquele topónimo.

A construção atual, obviamente, que é do século XVII, fazendo as atuais instalações aproximadamente 400 anos, alertando alguma da bibliografia para a existência possivelmente de um templo pré-existente, comprovando a argumentação que tem vindo a ser explanada.

Nas Memórias Paroquiais de 1758 era descrita a romaria de habitantes das freguesias vizinhas até aquela capela, comprovando a antiguidade do seu culto, caso fosse um culto recente não teria aquele impacto na sua comunidade, podendo estar a falar de décadas, não escrevendo séculos para refrear o meu entusiasmo.

A construção de novos templos, assente na reconstrução de templos antigos, é prática comum. Várias escavações arqueológicas em templos semelhantes rapidamente demonstraram a existência de antigas construções e contribuíram para a constituição de uma identidade, existindo a forte possibilidade de um dia, se ocorressem trabalhos arqueológicos, serem identificadas marcas de um passado.

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Possivelmente, e até querendo não ser demasiado apaixonado e tentando manter o distanciamento necessário para o trabalho de um historiador, lanço um repto ao público se já repararam na própria constituição do terreno, uma pequena elevação, de terra, no meio de algo plano com grande extensão, não ignorando a proximidade com uma linha de água, não deverá ser ignorado essa situação, porque possivelmente, naquele local, poderá ter existido uma construção em época bastante remota, muito anterior à fundação da nação Lusa. E talvez uma das primeiras ocupações do território do Vale do Coronado após as primeiras populações terem descido da montanha.

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Edição 705

A “febre” do Pokemon ainda não passou

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“Apanhá-los todos”, assim como diz o slogan do jogo, é o objetivo de todos os “treinadores” que, assim que ativam a aplicação no telemóvel, vestem a pele do protagonista da série Ash Ketchum. O jogo Pokemon Go, inspirado nos desenhos animados que alimentaram o imaginário das crianças e jovens por todo o mundo, surgiu em 2016 e revelou-se um autêntico fenómeno que, apesar de bem distante dos holofotes que se viraram para ele nos primeiros tempos, ainda continua bem vivo.

A contribuir para o sucesso do Pokemon Go – jogo de telemóvel de realidade aumentada, em que, através do GPS e da câmara fotográfica, é possível “apanhar” Pokemon em cenários reais – está um grupo de jogadores do concelho da Trofa, que, diariamente, organiza encontros em grupo para capturar os exemplares mais fortes e lendários.

No princípio, reuniam-se, essencialmente, no Monte de S. Gens, que tinha a particularidade de reunir, numa área restrita, inúmeras Pokestops – postos onde se recolhiam pokebolas e outros items – e ginásios – locais onde se realizam as “raids” (batalhas de grupo) e é possível angariar “moedas” para comprar ferramentas e equipamentos.

Atualmente, estes encontros são mais dispersos e, apesar de frequentes, acabam por passar, na maior parte das vezes, despercebidos, uma vez que os jogadores optam por realizar as “raids” dentro dos automóveis. Mas a olhares mais atentos são percecionados em locais como junto dos restaurantes Braguinhas e Melhores Kebabs do Mundo, nos soutos da Lagoa e de Bairros, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro e junto ao Poço de Valdeirigo ou do polo de S. Martinho da Junta de Freguesia, em Bougado.

E desengane-se quem apoia a premissa de que “só quem não tem nada para fazer” é que joga Pokemon Go. Nelson Moreira é um dos jogadores mais antigos e fortes do concelho da Trofa. À paixão por apanhar Pokemon – que partilha com a esposa Andreia Torres -, concilia dois empregos. E no lote de jogadores, entre crianças e adultos, maridos e esposas, pais e filhos, tios e sobrinhos ou simplesmente amigos, há profissões para todos os graus de habilitação: empresários, advogados, jornalistas, enfermeiros, padeiros, estudantes, operadores de armazém, etc.

Certo dia, no “ginásio” junto ao campo de futebol do Atlético Clube Bougadense, parou um homem na “casa” dos 40 anos, de fato e gravata, que confessou estar ali “de passagem”, por questões profissionais, e que residia em Gondomar, onde também existe um grupo assinalável de jogadores. “O meu filho influenciou-me e eu apanhei-lhe o gosto”, referiu.

É difícil contabilizar quantos jogadores ativos (que jogam todos os dias) existem no concelho da Trofa, mas segundo Carlos Faria, elemento bastante envolvido na “comunidade” Pokemon, arrisca dizer que são cerca de meia centena.

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Jogadores promovem evento solidário a 14 de dezembro

À semelhança do que já aconteceu em 2016, a comunidade de Pokemon Go na Trofa decidiu associar o gosto pelo jogo a uma ação solidária. A 14 de dezembro, das 9 às 17 horas, decorre, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, o evento “Pokemon Trofa Solidária”.

Em troca de um donativo alimentar para os animais apoiados pela AUAUA (Associação Um Animal Um Amigo), a organização oferece “lures” – “items” que atraem Pokémon, “meltan box” (caixa especial para “apanhar” o pokemon raro Meltan) e outros prémios, associados a “lutas” entre treinadores, caçadas especiais e sorteio de rifas.

O evento é aberto a todos os jogadores, mas para quem quiser aceder à “Meltan Box” deve inscrever-se através do site www.eventospoketrofa.pt.
São esperados jogadores de toda a região.

Jogo promove atividade física e dá a conhecer marcos de referência

Além de fazer com que os “treinadores” tenham de caminhar para encontrar Pokemon e “chocar” ovos (de onde nascem os “monstrinhos”), o jogo faz com que se conheça um pouco mais do património e história dos territórios, uma vez que as Pokestops – locais onde se pode ir buscar as Pokebolas para apanhar os monstrinhos virtuais – estão localizadas em marcos de referência. As igrejas, os lavadouros, os marcos, as estátuas, a estação de comboios e até o Estádio do Trofense são exemplos.

Como jogar?

Para jogar Pokemon Go, é necessário ter um sistema Android 4.4 ou superior ou IOS 8.0 ou superior. Após o download da aplicação, o GPS e a internet têm de estar ligados. Ligada a aplicação, o jogador escolhe o avatar (figura que personifica o treinador) e é-lhe dado a escolher um de três Pokemon. Depois, é só começar a caminhar e, através da bússola procurar mais Pokemon. As Pokestops – pontos azuis identificados no mapa – permitem colecionar Pokebolas (necessárias para caçar) e outros items. Ao atingir o nível 4, o jogador já poderá combater em ginásios.

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Sobrinho Simões no Ciclo de Palestras do Rotary

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Vai arrancar o 1.º Ciclo de Palestras de Saúde e Educação do Rotary Club da Trofa. A primeira sessão acontece a 9 de dezembro, às 21 horas, no Fórum Trofa XXI, e terá como orador Manuel Sobrinho Simões.

O tema é “Prevenção e tratamento de doenças e doentes: desafios no século XXI”.

A entrada é livre.

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