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Edição 453

Ruas da Trofa estiveram em festa

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Ruas Abade Inácio Pimentel, Costa Ferreira, João Paulo II, Poeta Cesário Verde e Armindo Costa Azevedo Júnior receberam a última edição do ano do Trofa em Festa, no domingo, 22 de dezembro.

A Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos deu o pontapé de saída para um conjunto de atuações de rua, que começou na Rua Armindo Costa Azevedo Júnior, junto ao café Sagitário, seguindo pela Rua Cesário Verde, perto do Grão d’Aroma, passando pelas ruas João Paulo II e Costa Ferreira, e terminando na Rua Abade Inácio Pimentel. O périplo pelas ruas continuou com os ranchos folclóricos da Trofa e de Alvarelhos, que desejaram as boas festas. Também houve momentos musicais ao som do violino e interpretações musicais, pela voz de Márcia Azevedo.

Estas foram algumas das iniciativas da última edição do ano da iniciativa “Trofa em Festa”, promovida pela AEBA – Associação Empresarial do Baixo Ave. Durante a tarde de domingo, além dos concertos de rua, houve teatro e animação com dois modeladores de balões. E como estamos na época natalícia, o Pai Natal também não faltou à chamada.

Segundo a AEBA, com estas iniciativas pretende-se “promover a notoriedade da cidade”, de forma a “captar visitantes, consistindo assim num potencial de atratividade e de mobilização de residentes e não residentes”. “Só com o envolvimento dos diferentes agentes económicos e da população em geral será possível criar dinâmicas de promoção e de atratividade da cidade da Trofa, com consequentes ganhos em termos de notoriedade”, acrescentou.

“Trofa em Festa”, assim como outras iniciativas já dinamizadas, está integrada no Projeto de Requalificação Urbana dos Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, Operação 3, designada por “Reestruturação e Dinamização Económica”, projeto cofinanciado pelo ON.2 – O Novo Norte e QREN, através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Um projeto que prevê “a realização de ações de dinamização económica e social e de promoção da cidade”, que tem como objetivos “valorizar os aspetos diferenciadores, o potencial cultural, recreativo e desportivo da Trofa, fomentar a atratividade e a notoriedade da cidade, atrair visitantes e fixar residentes”. “Pretende-se sensibilizar os diferentes operadores económicos para a necessidade de contribuírem de forma eficaz para o desenvolvimento da imagem da cidade”, finalizou.

 

Montras Vivas no Natal do Novo Centro

Com o seu vestido vermelho às bolinhas brancas, a Minnie estava à entrada da papelaria Mundo de Letras, situada na Rua Poeta Cesário Verde. Esta foi uma das poucas lojas que participou nas montras vivas, organizadas nas ruas Poeta Cesário Verde e Armindo Costa Azevedo Júnior, e que estavam inseridas no programa do “Natal do Novo Centro”.

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Esta iniciativa foi desenvolvida em parceria com a AEBA, no âmbito da “Trofa em Festa”, que, “após análise do projeto”, decidiu “apoiar” os lojistas junto à nova estação de comboios, “encarregando-se tanto da organização deste domingo, como do financiamento”.

“Natal do Novo Centro” foi o nome dado à “festa de Natal da zona da nova estação”, que tinha como objetivos “a promoção e divulgação do comércio tradicional”.

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Edição 453

“O papel das bibliotecas escolares” em destaque na Trofa

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“As bibliotecas escolares são uma importante fonte de recursos que devem assumir, na escola, uma função preponderante e decisiva no apoio ao ensino e no processo educativo.” Dada a importância das bibliotecas escolares, o executivo da Câmara Municipal da Trofa vai promover, no início de janeiro, o seminário “O papel das bibliotecas escolares na aplicação das metas curriculares”.

A sessão tem como objetivo “criar um fórum de reflexão e discussão sobre esta matéria, procurando reforçar a importância da Biblioteca Escolar nas estratégias de ensino e aprendizagem, nomeadamente no que respeita ao cumprimento das metas curriculares”.

Nesta linha, a 16 de janeiro, entre as 16 e as 18 horas, o auditório da Escola Secundária da Trofa recebe este seminário, que contará com a presença de Fernando Pinto do Amaral, Comissário do Plano Nacional de Leitura, Elsa Conde, da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, Rosa Mesquita, professora e formadora na área das metas curriculares como oradores, e António Pires, coordenador inter-concelhio da Rede de Bibliotecas Escolares, como moderador.

A Rede de Bibliotecas da Trofa/SABETrofa é composto por um coordenador inter-concelhio do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, várias professoras das bibliotecas escolares do concelho, o Bibliotecário da Biblioteca Municipal da Trofa e ainda representantes das Divisões de Cultura e Educação da Câmara Municipal da Trofa.  

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Edição 453

A pobreza é um atentado à dignidade humana

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Antes de ser objeto das políticas sociais falhadas, a pobreza é sobretudo um problema das erradas políticas económicas que as diferentes governações têm tido ao longo dos anos. É verdade que a redução da pobreza (não a sua eliminação), tem sido um dos principais objetivos nos programas de governação, em vários países, mas sem qualquer efeito, pois os índices de pobreza têm aumentado vertiginosamente. Para sofrimento de muitos!

O conceito de pobreza, que é um fenómeno multidimensional, começou por estar relacionada com a falta de rendimentos necessários para a satisfação das necessidades alimentares e não alimentares básicas, mas tem tido alterações significativas. Nas décadas mais recentes, foi-se alargando o conceito de pobreza, para abranger outros aspetos, como a falta de acesso à saúde e à educação, a falta de água e saneamento, o isolamento, a exclusão social, a vulnerabilidade e também o acesso equitativo ao sistema judicial, a não existência de habitação e transportes públicos acessíveis.

A pobreza em Portugal é um problema estrutural gravíssimo, um atentado à dignidade humana, que nos deveria envergonhar a todos e deveria mobilizar toda a sociedade para a sua resolução, o mais rapidamente possível, pois é indigno que um ser humano possa estar privado do direito básico de participar plenamente na vida social, económica, cultural e política da comunidade em que está inserido.

As taxas de pobreza no nosso país são assustadoras. Mais de um quinto da população portuguesa é pobre. São mais de 2 milhões de pobres (gente como nós) e desses, quase metade são trabalhadores (no ativo ou reformados), pois mais de 1/3 são reformados e mais de 1/4 são trabalhadores por conta de outrem, com salários muito baixos e vínculos precários, mas também com contrato sem termo. Tem sido um abuso este tipo de contratação. Um abuso oportunista!

É verdade, e não pode ser escamoteada a ideia de que em Portugal existe uma cultura de dependência do Estado, mas também não pode ser esquecido o facto de que a pobreza reproduz-se, gera ciclos de vulnerabilidade social, processos de exclusão e de desfiliação social. A própria Cidadania está desligada, pois a pobreza condiciona os acessos aos direitos, à participação social e política. Infelizmente!

São muitas vezes os mais vulneráveis que são mais atingidos e atirados para a pobreza extrema, pois além da perda de postos de trabalho, muitos enfrentam dificuldades para cumprir os seus compromissos financeiros, ter uma habitação decente ou ter acesso ao crédito, para além de existirem muitos pensionistas e reformados, com as suas parcas pensões, a sustentar os filhos e os netos.

Para além do quadro triste da pobreza, ainda existe uma realidade chocante nas ruas das cidades, que são os sem-abrigo. Neste tempo de noites gélidas, o nosso quotidiano está povoado desses seres que se colocaram à margem da sociedade, dita civilizada. E já são alguns milhares! Estas constatações são uma violência que fazem partir o coração. São uma triste realidade, que não podem ser combatidas com indiferença, mas com a intolerância de quem considera a pobreza um atentado criminoso contra a dignidade humana. Que venha o Ano Novo com mais esperança. Para todos!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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