Na noite de segunda-feira a Casa da Música encheu-se de pompa e circunstância para a apresentação ao vivo do mais recente trabalho de Rodrigo LeãoA Vida Secreta das Máquinas.

Ao longo de hora e meia de concerto, o ex-Madredeus e os músicos que o acompanhavam conseguiram a proeza de transformar a Sala Suggia numa imensa caixa de música de onde foi saindo uma banda sonora apresentada com uma cadência natural. Um espetáculo inquietante com uma forte presença cinematográfica, traduzida não só nos excertos de filmes associados à temática da produção fabril, e de repetição constante, mas também na espessa melodia das canções deste novo trabalho do compositor.

A origem de A Vida Secreta das Máquinas remonta a uns meros sons captados pelo músico no seu telemóvel em Goa há alguns meses. A obsessão pelo ruído das máquinas tornou-se de tal forma intensa que levou Rodrigo Leão a envolver-se num projeto que o aproxima da música eletrónica, e com sucesso.

O concerto na Casa da Música foi, assim, fundamentalmente dedicado à apresentação dos temas novos deste novo trabalho, como Muv, Nocturnos, Diagrama, A Máquina Triste, Movimento Harmónico Simples e Electro FioMar Estranho eOs Cidadãos, temas de outros trabalhos a solo de Rodrigo Leão, bem como saudoso regresso a As Ilhas dos Açores (Madredeus) receberam os intensos e sinceros aplausos de quem traz estas músicas no aconchego da alma.

Para fechar da melhor maneira o concerto no Porto, Rodrigo Leão e os músicos acompanhantes ofereceram um encore com os temas Suspensos, Alma Mater e Fábrica G# e receberam em troca a merecida despedida com um aplauso imenso e com todo o público em pé.

Texto: Joana Vaz Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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