Resistência no Coliseu do Porto para dois espetáculos nos dias 26 e 27 de Abril, uma das mais emblemáticas formações da música portuguesa da primeira metade dos anos 90, supergrupo responsável por alguns inesquecíveis sucessos, regressa para um espetáculo com o qual celebra 20 anos do lançamento do projeto.

Fernando Cunha, Miguel Ângelo, Pedro Ayres de Magalhães, Tim, Fernando Júdice, Alexandre Frazão, José Salgueiro, Rui Luís Pereira, Fred Mergner e Olavo Bilac – a formação original – irá pisar o palco ao lado de dois convidados especiais, os guitarristas Mário Delgado (que já tinha participado em Mano a Mano) e Pedro Jóia.

Preço dos Bilhetes:

 Plateia em pé: 27€00

Camarotes e Tribuna: 32€.00

O ex-guitarrista dos Delfins, Fernando Cunha, é um dos instigadores deste regresso e refere o entusiasmo com que todos os membros originais receberam a ideia. A reedição do material originalmente editado pela Resistência na caixa As Vozes de Uma Geração foi um dos fatores que inspirou este regresso. O supergrupo propõe-se recriar o alinhamento do mítico concerto do Armazém 22 além de prometer ainda tocar as versões que assinaram para discos de tributo a Zeca Afonso e António Variações, «Chamaram-me Cigano» e «Amália, Voz de Nós», respetivamente. 

Este coletivo de músicos, nascido de uma ideia original de Pedro Ayres de Magalhães ainda em finais dos anos 80 para uma apresentação na Feira do Livro de Lisboa, representou um momento especial na história da pop portuguesa, com a elevação da língua de Camões a património comum. As vozes e as guitarras de Tim, Pedro Ayres, Fernando Cunha, do então em arranque de carreira Olavo Bilac e de Miguel Ângelo, juntamente com o baixo de Fernando Júdice, a bateria de Alexandre Frazão, as percussões de José Salgueiro e ainda mais guitarras de «Dudas» (Rui Luís Pereira) e Fred Mergner reduziram ao essencial uma série de clássicos da música portuguesa, apostando numa pureza acústica e na força de um coletivo para elevarem a hinos temas como «A Noite» dos Sitiados, «Não Sou o Único» dos Xutos & Pontapés, «Fado» dos Heróis do Mar, «Nasce Selvagem» dos Delfins ou «Perigo» dos Trovante.

Juntos, todos estes músicos representavam uma fatia importante da mais relevante música portuguesa das últimas décadas. E, claro, continuam todos no ativo, em projetos como Madredeus, Quinteto de Lisboa, Santos e Pecadores, Xutos & Pontapés, Ar de Rock ou em carreiras a solo repletas de aplausos, como acontece com o ex-vocalista dos Delfins Miguel Ângelo. Para esta reunião, este grupo de músicos resolveu tirar um mês e meio para ensaios rigorosos que lhes permitam recuperar a chama singular que animou os álbunsPalavras ao Vento de 1991 e Mano a Mano de 1992, além das suas contribuições para as compilações de homenagem Filhos da Madrugada Variações – As Canções de António.

A Resistência reúne-se em palco para um concerto pleno, coisa que já não acontecia desde 1994. Quase duas décadas depois, a Resistência continua na alma de todos os portugueses.