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Ano 2011

Redes Sociais: uma partilha de saberes

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As redes sociais na internet são estruturas compostas por indivíduos ou organizações, que estão ligados entre si por diferentes tipos de relacionamento horizontal e não hierárquico e que partilham alguns interesses, valores e objectivos comuns. Estas redes não são apenas uma nova forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte da sua força está na faculdade de se fazer e desfazer a qualquer momento.

As redes sociais deixaram de ser apenas um espaço para encontrar amigos que estavam separados e perdidos no tempo e deixaram de ser “território” exclusivo de adolescentes e jovens. É muito mais que isso.

Nos tempos actuais, as redes sociais na internet são utilizadas numa panóplia de finalidades, como a interacção entre familiares e amigos, mobilização de pessoas para um convívio, contacto com o eleitorado para apresentação de programas e propostas políticas, comercialização de produtos e serviços, troca de contactos e experiências profissionais, lançar petições para um determinado fim ou até encontrar dadores de um rim ou donativos para uma associação de solidariedade social.

A ideia das redes sociais começou a ser usada há cerca de um século atrás, para designar um conjunto complexo de relações entre membros de um sistema social a diferentes dimensões, desde o relacionamento interpessoal ao internacional. No final do século XX, as redes sociais surgiram como uma técnica chave na Sociologia, na Antropologia Social. O termo passou a ser visto como um novo paradigma das Ciências Sociais e começou a ser aplicado e desenvolvido no âmbito de disciplinas tão díspares como a Antropologia, a Biologia, a Economia, a Gestão, as Ciências da Informação e da Comunicação, a Geografia e a Psicologia Social.

O funcionamento da maior parte das redes sociais na internet implica uma actualização frequente de cada participante, que no seu espaço é impelido a colocar, entre muitas coisas: dados pessoais, fotografias, interesses, ideias, comentários e opiniões, partilhando-o com “amigos” que podem ver e comentar essas informações e imagens.

As redes sociais entraram em força na sociedade portuguesa. Já são muitos os portugueses, um em cada três, que estão ligados a uma das redes sociais na internet. Cada vez existem mais jovens a navegar na Internet e o contacto com a internet inicia-se cada vez mais cedo na vida dos jovens. O papel dos pais é fundamental e estes devem tentar saber e acompanhar o que os filhos menores fazem nas redes sociais. Devem procurar pelos perfis dos seus filhos nas redes sociais e verificar que tipo de informações e fotos tornam públicas. Devem tentar perceber também com que tipo de pessoas falam e se relacionam e preveni-los para os riscos a que estão sujeitos. Os pais devem manter-se atentos – a prevenção é o melhor remédio. As redes sociais não oferecem mais segurança do que qualquer outro sítio na Internet e devem ser aplicados elevados níveis de cautela.

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Que efeitos têm nas relações humanas dos portugueses, e não só, é um estudo necessário e a exigir celeridade. Um dado é adquirido: toda a potencialidade criada no mundo virtual pode ser transporta para a realidade, já que as pessoas, que se organizam nas redes sociais na internet com determinados fins poderão encontrar-se e estimularem esses contactos no mundo real. Esta realidade dos nossos tempos é uma mudança radical, na medida em que as redes sociais assumem uma dimensão global, quando antes estavam restritas a um espaço geográfico.

As diversas redes sociais na internet têm um ponto em comum: a fonte de partilha de conhecimentos, informações, interesse e esforços, que em muitos casos reflectem um fortalecimento da sociedade civil, num contexto de maior participação cívica, democrática e até mobilização social.

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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