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Edição 650

Procuram-se padrinhos para dar presentes a crianças no Natal

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“Apadrinhar um Sorriso” é o epíteto da campanha lançada pelo Leo Clube da Trofa para alegrar as crianças apoiadas pela ASAS. Quem quiser ajudar pode aceder à loja solidá- ria no Facebook e fazer um donativo

Na carta que escreveu para o Pai Natal, Tatiana, de 11 anos, pediu um jogo de Monopólio.
Já a Lara, de sete anos, deseja receber uma casa da Pinypon, enquanto o Rafael, de nove anos, e Leonardo, de dez, gostariam de ver um carro telecomandado no “sapatinho”.
São desejos normais vindos dos mais novos, mas, neste caso, só concretizáveis com solidariedade.

Estas e outras crianças apoiadas pela ASAS precisam da ajuda da comunidade para terem um Natal feliz. Para isso, a instituição conta com o apoio do Leo Clube da Trofa, que lançou a campanha “Apadrinhar um Sorriso”.
“Fizemos o levantamento dos desejos de 26 crianças e criamos a nossa loja dos sonhos. O objetivo é conseguir o presente para todas. Por isso estamos oficialmente à procura de padrinhos e madrinhas para proporcionar sorrisos às nossas crianças”, referiu ao NT Filipa Ferreira, membro do Leo Clube da Trofa.

Quem quiser ajudar, tem de aceder à loja e selecionar o preIniciativa do Leo Clube da Trofa em parceria com a ASAS sente que quer apadrinhar. Mas em vez de comprar o presente, faz o donativo do valor e a logística do Leo Clube da Trofa comprará todos os presentes.

A loja online está no Facebook – através do link www.facebook.com/leoclubedatrofa/shop – e lá estão todos os desejos, cada um com nome e idade da criança e valor pecuniário. Há ainda a possibilidade de doar um valor indiscriminado, que contribuirá para a aquisição de uma das prendas.
O facto de ser o Leo Clube a comprar os presentes explica-se pela existência de desejos comuns das crianças. “Por exemplo, temos várias crianças que pedem um carro telecomandado.
Queremos comprá-los de forma que sejam semelhantes – que não haja diferença de tamanhos e características – para colmatar a discriminação que eles sentem e não perpetuar isso”, explicou Filipa Ferreira. Já há vários presentes apadrinhados, mas ainda faltam muitos outros. Todos serão entregues na ASAS, que os distribuirá pelas crianças na festa de Natal da instituição.
Esta campanha surgiu da vontade de o Leo Clube alargar o apoio que presta aos carenciados durante a quadra festiva. “Todos os anos”, sublinhou Filipa Ferreira, “oferecemos uma refeição quente no dia 24 de dezembro e sentimos a importância dessa iniciativa, mas desta forma só conseguimos ajudar uma família”. “A necessidade de ajudarmos mais foi muito expressiva e daí surgiu a ideia de lançarmos a campanha, até porque, como se costuma dizer, o Natal é das crianças”, concluiu.

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Edição 650

Crónica: LEI DA SEPARAÇÃO DA IGREJA DO ESTADO, 20 de Abril de 1911

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Art. 62.º – Todas as catedrais, igrejas e capelas, bens imobiliários e mobiliários, que têm sido ou se destinavam a ser aplicados ao culto público da religião católica, são declarados pertença e propriedade do Estado e dos corpos administrativos, e devem ser, como tais, arrolados e inventariados.
Art. 63.º – O arrolamento e inventário a que se refere o artigo anterior serão feitos administrativamente, de paróquia em paróquia, por uma Comissão concelhia de inventário, composta do administrador do concelho e do escrivão da fazenda, servindo o primeiro de presidente e o segundo de secretário, e por um homem bom de cada paróquia, membro da respectiva junta, e indicado pela câmara municipal.

Com muitos dos seus membros perseguidos e condenados, além de esbulhada do seu património, a Igreja tentou resistir, com o objectivo de ver reconhecida a sua dignidade e restituídos os seus bens. Durante a primeira década da República, porém, a sanha de Afonso Costa e seus sequazes respondeu com a prisão e o exílio à ousadia dos mais destemidos. Alguns, os que nos foram próximos, aqui recordo, um século já passado: o Abade de Santiago de Bougado, Padre Adélio de Araújo; o Abade de Vermoim (Maia), Padre Luiz Campos, natural de Alvarelhos; o Bispo do Porto, D. António Barroso.
A nomeação de Manuel Rodrigues para Ministro de Justiça e dos Cultos do primeiro governo da Ditadura Militar, em 1926, favoreceu a acalmia das relações do Estado com a Igreja. Para tanto, contribuiu a publicação do Decreto n.º 11 887, de 15 de Julho, que permitiu a entrega à Igreja dos bens destinados ao culto, que estavam na posse do Estado desde 1911, e que não tinham sido, ainda, distribuídos pelo Estado, para instalação de vários serviços públicos.
Auto de entrega à Corporação encarregada do Culto Católico da freguesia de Alvarelhos, dos bens a que se refere a Portaria 6:111
Aos cinco dias do mês de Junho do ano de mil novecentos e vinte e nove, nesta freguesia de Alvarelhos, concelho de Santo Tirso, onde se encontrava Francisco José Machado Guimarães, Administrador do Concelho, Doutor Luís Simões Trepa e Carlos Eugénio Torres, respectivamente vogal e secretário da Comissão Administrativa dos bens Cultuais neste concelho; Padre Manuel António dos Santos, pároco da freguesia, Bernardo Pereira Leitão, António Joaquim de Oliveira, José Rodrigues Vieira, Manuel de Sousa Moreira, Bernardino Alves Maia, Adriano de Oliveira Gorgulho e António Cândido de Oliveira Maia, membros da Comissão encarregada do Culto Católico na mesma freguesia, e Bernardo de Sousa Pereira, como presidente da junta da freguesia, foi feita entrega pela Comissão Administrativa dos Bens Cultuais deste Concelho à Comissão encarregada do Culto, dos bens que estavam em poder daquela e são a Igreja paroquial, sacristia e casa da fábrica e adro, as Capelas de São Roque, Senhora do Carmo, com seus adros e dependências, a Santa Eufémia, com a Casa dos Milagres, a Sacristia, a Casa da Guarda ou do Facho, a denominada Casa Nova, e o escadório com o seu cruzeiro, todos os objectos cultuais da Igreja e das Capelas, e os terrenos contíguos à de Santa Eufémia, bens estes oportunamente arrolados, como consta da citada portaria. Neste acto, o presidente da Comissão Cultual referida, padre Manuel António dos Santos, declarou ter conferido e achado conforme todos os objectos do Culto. A Casa Nova a que acima se faz referência foi mandada construir pelo senhor José António Martins, quando presidente da Comissão de Festas, com ofertas de vários amigos daquela freguesia, tendo estado na posse daquele senhor que agora faz dela entrega à Comissão Cultual, assinando também este auto. A Corporação cultual declara que se responsabiliza pelas despesas anuais com a guarda, conservação e reparação dos bens que recebe. Do que, para constar, se lavrou o presente auto que, depois de lido em voz alta perante todos, vai ser devidamente assinado.

Fonte: Arquivo Municipal de Santo Tirso. Pasta n.º 177
– processos relativos a bens cultuais (1845/1940)

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Edição 650

Luís Portela recebeu Prémio Carreira da ANJE

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Luís Portela, chairman da BIAL, foi a personalidade distinguida com o Prémio Carreira 2017 da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). O galardão foi entregue a 29 de novembro, na Gala do 19.º Prémio do Jovem Empreendedor, que decorreu no Palácio da Bolsa, no Porto.

Reportagem completa para ler na edição 650 do jornal O Notícias da Trofa.

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