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Ano 2010

Prevenir para não ser tarde de mais

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A prevenção é o melhor remédio. Mais de meia centena de pessoas participaram na sessão de esclarecimento sobre o cancro da próstata, que decorreu na Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, na quinta-feira, 22 de Abril.

Adriano Oliveira, 66 anos, fez o exame pela primeira vez no rastreio que antecedeu a sessão de esclarecimento. “Em 1999 foi-me diagnosticado um aneurisma. Fui operado, fiz quimioterapia e continuo a ser acompanhado no IPO (Instituto Português de Oncologia) do Porto. Numa dessas consultas, fui aconselhado a consultar um urologista, mas felizmente as análises deram resultado negativo”.

Este trofense foi um dos 40 que se submeteram ao exame de rastreio e garante que “toda a gente deve fazê-lo”. “Quando fui para o IPO estava cheio de medo, mas hoje aconselho todos a enfrentarem o problema e a ir sem medo, porque (o IPO) é das melhores coisinhas do país”, referiu logo depois de fazer o rastreio.

Esta iniciativa foi promovida pela Associação Portuguesa dos Doentes da Próstata (APDP) em parceria com a Câmara Municipal da Trofa e José Magalhães Moreira, Vice-presidente da autarquia, não podia estar mais satisfeito com a plateia que encontrou no Salão Nobre da Junta de S. Martinho de Bougado: ” Para mim está a ser um êxito inesperado”, pois “dada a hora para que estava marcada a iniciativa (18 horas) tinha algum receio que não tivéssemos aqui tanta gente”.

As doenças da próstata “feliz ou infelizmente” não são um tema desconhecido para o autarca, já que viveu de perto a situação de um familiar que “não foi a tempo” de combater a doença. Actualmente, outros dois familiares descobriram que padecem do mesmo problema, mas enquanto um tem ainda hipóteses de vencer a doença, outro vive na incerteza de um prognóstico reservado. “Daí ser tão importante a prevenção”, sublinhou, depois de garantir o apoio da Câmara Municipal para qualquer iniciativa semelhante.

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Membro do Corpo Directivo, António Pires era o embaixador da APDP na sessão de esclarecimento e explicou que a missão principal da associação é ” é alertar para a importância do rastreio, a partir dos 40 anos”, acrescentando que “cada vez mais, os homens mais jovens (antes dos 45 anos), acusam problemas”. Da mesma forma, “a probabilidade de sofrer da doença é maior no caso de familiares directos que sofram ou tenham sofrido da doença” concluiu.

António Silva, 59 anos, recebeu “uma carta da Junta de Freguesia” e decidiu fazer o rastreio pela primeira vez. Defende que “a prevenção é o melhor remédio”, garantindo mesmo que vai fazer o exame “todos os anos”.

Américo Paiva estava na sessão acompanhado pelo cunhado, a quem já tinha sido diagnosticado um problema. Aos 66 anos, e motivado pela situação do cunhado, fez o exame pela primeira vez.

Depois do rastreio, feito a 40 homens, decorreu a sessão de esclarecimento, onde os presentes, para além das explicações de Mendes Leal, urologista do Hospital da Trofa, tiveram oportunidade de ouvir, ainda, o testemunho de um trofense que sofreu de cancro da próstata e hoje está totalmente recuperado.

Simeão da Costa Reis explicou que fazia análises de rotina todos os anos, nas quais estava incluído o despiste ao cancro da próstata. Aos 62 anos, os resultados deixaram “de estar bem” e começou a fazer análises de seis em seis meses e os valores eram cada vez mais elevados. Contactou um urologista e encetou todos os esforços para que fosse operado o mais depressa possível, até porque o irmão “morreu aos 62 anos, catorze meses depois de lhe ter sido diagnosticada a doença, já num estado avançado, que o levou a ser operado cinco vezes. Quando faleceu não chegava a pesar 40 quilos”. Este testemunho foi a maior chamada de atenção para os homens que assistiram à sessão.

Todos são unânimes quando se pergunta o que aconselham às pessoas: “Façam o teste. Enfrentem os medos. Só assim detectam o problema a tempo e podem vencer a doença”.

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