Está marcado uma série de manifestações para o país inteiro.

No próximo dia 12 de Março muita gente vai sair à rua para criticar o estado lastimável em que se encontra o nosso país.

Um país sem oportunidades. Um país sem esperança.

Um país onde o desemprego cresce todos os dias e não se cria emprego adequado às qualificações dos jovens. Os portugueses dependem excessivamente do papel empregador do Estado.

O ensino está desajustado, pobre e mal cuidado. Um pequeno país de doutores e engenheiros sem saídas profissionais.

Portugal não produz, faz de conta que produz.

Um país que acabou com a sua agricultura e destruiu a pesca.

Um país que desistiu da sua indústria e se voltou para os serviços.

Portugal é um território de um turismo “mais ou menos” e eventos desproporcionados à realidade que atravessa.

Um país onde alguns gozam e muitos não tem dinheiro para ter pão na mesa. A classe média já não é média, mas remediada.

Os juros da dívida pública continuam a crescer, ultrapassando os 7,6%.

O crédito para as empresas e as famílias vão continuar a encarecer.

Os jovens terão mais dificuldade em comprar casa e sair do lar dos seus pais.

Os políticos são cada vez mais fracos. O país é governado por uma dúzia para satisfação de outro tanto.

Um país em quem poucos acreditam. Ainda há poucos dias fomos vergados pelo poderio alemão, como quem leva uma palmada por andar a fazer asneiras.

E, mesmo assim, não podemos sofrer. O Sistema Nacional de Saúde não permite. Contenção de custos é assim mesmo. O sofrimento é um luxo.

Protestar nos tribunais, também não. A justiça é lenta e cara. Só para quem tem dinheiro.

No dia 12 eu vou sair à rua!

No próximo dia 12 vou dar o meu grito de revolta.

No dia 12 de Março vou dizer que sou português e quero ter um país.

Tiago Vasconcelos