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Ano 2008

PORTUGAL É SEGURO? Terrorismo ameaça

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As notícias publicadas este último fim-de-semana, nos jornais diários, trazem-nos algumas preocupações.

 

      Estamos habituados a ouvir falar de actos terroristas praticados lá longe, em Nova Iorque ou Londres ou, para falarmos de locais mais próximos, em Madrid. Sempre no estrangeiro.

      Pensamos que, vivendo nós neste jardim à beira-mar plantado, estamos imunes aos actos terroristas.

      A verdade é que, embora não tenham existido actos terroristas em Portugal, estivemos próximos de sofrer um atentado, de acordo com as notícias publicadas pela imprensa diária.

     De acordo com o "Jornal de Notícias" de Domingo passado, foram detidos, em Espanha, radicais islâmicos que chegaram a reunir em Portugal e que as "investigações permitem consolidar a tese de que o nosso país poderia ser um dos alvos, designadamente os transportes públicos".

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     O mesmo "Jornal de Notícias" aponta algumas razões de para a existência de riscos de actos terroristas em Portugal, o mais importante do qual será, na minha modesta opinião a fotografia, que correu o mundo, onde aparecem os quatro líderes que apoiaram a guerra ilegal no Iraque. George W. Bush, presidente dos Estados Unidos da América, Tony Blair, primeiro-ministro britânico, José Maria Aznar, primeiro-ministro espanhol e Durão Barroso, primeiro-ministro de Portugal. Destes, apenas George W. Bush se mantém no cargo, mas ficou para o mundo que estes quatro estados apoiaram a invasão do Iraque, o que foi verdade.

     Ora, uma cimeira da guerra realizada em Portugal, com o nosso primeiro-ministro de então, é um factor de risco perante os islâmicos que se sentiram humilhados por esta guerra, tão ilegal quanto interesseira.

     O jornal "Público" noticia que um "infiltrado da polícia francesa confirma existência de plano para atacar Portugal.

     As informações das polícias francesa e espanhola permitiram que Portugal estivesse em alerta apesar do clima de serenidade que continuamos a viver em Portugal.

     Estas notícias significam que devemos ter cuidado porque, a qualquer momento, podemos ser confrontados com uma tragédia.

     Não vou repetir o que já afirmei aquando da invasão ilegal do Iraque. Tratou-se do meu ponto de vista, duma guerra ilegal e assassina que castigou um povo que vivia debaixo duma ditadura e que passou a viver debaixo doutra ditadura, agora mais radical.

     Invadiu-se um país soberano e o mundo tornou-se muito mais inseguro.

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     Obviamente que ninguém pode agora apoiar os actos de terrorismo, até porque as vítimas serão, como sempre tem acontecido, os inocentes que em nada contribuíram para a guerra.

     A guerra espevitou milhares de pessoas, que viviam abaixo do limiar da pobreza, para o terrorismo.

     Alguns sonham com o paraíso nos instantes seguintes ao deflagrar da bomba que trazem amarrada ao próprio corpo. Outros, imagino que possam ser chantageados com a vida dos seus familiares e preferem morrer eles próprios.

     Recuso-me a aceitar que sejam todos voluntários, sabendo nós que todos os animais, como o homem, têm instintos de sobrevivência. Admiti que alguns, sem esperanças de vida, prefiram morrer do que continuar no mundo dos vivos a vegetar na pobreza em que nasceram ou vivem.

     Destas prisões efectuadas em Espanha, e dos avisos das polícias espanhola e francesa, fica-nos o dever de cuidado porque o terrorismo não anda tão longe de nós.

     O estado tem o dever de se manter alerta mas nada nos desobriga de termos os nossos cuidados, embora não saibamos muito bem como proceder nesse dever de cuidado.

     Esperemos que os terroristas não se lembrem de nós mais vezes. 
 

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                             Afonso Paixão

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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