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Opinião

Pilar Solar

No dia 09 de maio, segunda-feira, observou-se um pôr do Sol pouco habitual – o Sol, que se afundava no horizonte, projetava uma coluna de luz na vertical criando um cenário raro, mas de espetacular efeito.

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No dia 09 de maio, segunda-feira, observou-se um pôr do Sol pouco habitual – o Sol, que se afundava no horizonte, projetava uma coluna de luz na vertical criando um cenário raro, mas de espetacular efeito. Tratou-se de um fenómeno ótico conhecido genericamente por Pilares de Luz, neste caso concreto por Pilar Solar, por usar o Sol como fonte de luz.

Estes fenómenos podem ser produzidos também a partir do luar ou até de fontes de iluminação pública, criando, em qualquer dos casos, um cenário surreal que alguns tendem a associar a avistamentos OVNI, outros até a causas religiosas. Os Pilares de Luz na realidade são um fenómeno ótico resultante da reflexão da luz do Sol (ou de outra fonte luminosa) na superfície de pequenos cristais de gelo, cujas dimensões, que rondam os 0,02 mm, permitem que se mantenham suspensos ou caiam de forma muito lenta através da atmosfera. Esses cristais de gelo formam-se em massas de ar muito estáveis em condições de baixa humidade, constituindo as nuvens cirrostratus, que criam assim uma aparência semelhante a um véu muito fino, de aspeto leitoso, quase transparente que se estende até às camadas de baixa altitude, o que leva este fenómeno a ser particularmente visível quando o Sol se encontra próximo ou mesmo abaixo da linha do horizonte, ou seja, ao pôr do sol.

Por todas estas razões, é um fenómeno raro que merece ser contemplado e apreciado. Não é de natureza metafísica, mas está apenas ao alcance de quem se autorizar a olhar os céus e apreciar o mundo que nos rodeia.

Álvaro Folhas

NUCLIO – Núcleo Interativo de Astronomia e Inovação em Educação

CITEUC – Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra

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Edição 768

Memórias e Histórias da Trofa: Guintino de Sousa e Silva

Guintino (possivelmente Quintino, todavia é este o nome que consta no seu assento militar) tinha uma vida já bastante dura, perdera os seus pais ainda jovem, residia em S. Mamede do Coronado, mantendo apenas o apoio da irmã.

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Dizem os grandes nomes da arte de fazer história que a história não se repete e que tudo são meros atos isolados que surgem da vontade dos homens ou até mesmo da conjugação dos acontecimentos que encaminham para essa situação.Neste momento, na Europa de Leste trava-se uma guerra que parece…

 

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Edição 768

Escrita com Norte: Em busca da adrenalina perdida

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Quando ouço falar em adrenalina, chego à conclusão que todos temos mais ou menos o mesmo entendimento da palavra, mas a maioria das pessoas age de forma completamente diferente da minha para a sentir… essa emoção que nos faz levantar do chão.
A adrenalina anda de mãos dadas com o imprevisto e é esta sensação de imprevisibilidade que nos estimula e nos provoca sensações de “um passo para o abismo”.
E é nas acções para a sentir, que me diferencio da maioria das pessoas e… de alguns animais, como aquele passarinho kamikaze, que na autoestrada fez voo rasante ao meu carro e morreu! Se o passarinho procurava adrenalina, o que lhe aconteceu não foi o “imprevisto”, mas sim o óbvio!
Ou como a Cristina, no Inverno, trava “colada” ao carro da frente, dizendo-me: – Está tudo controlado, sente a emoção!
A verdade é que não senti emoção nenhuma quando o óbvio aconteceu por uma ou duas vezes e bateu no carro da frente!
Já no verão, com piso seco, faz sete coisas ao mesmo tempo enquanto conduz e com dificuldade aceito que esteja atenta à estrada. Sou o seu anjo da guarda com as minhas indicações, “pára”, “arranca”, “acelera”, “reduz”…ela chama-me de “chato” e atira-me à cara que aqueles são os meus momentos de adrenalina. Em silêncio penso – Se não fosse eu “espetavas-te” todos os dias!”.
ADRENALINA, meus meninos e minhas meninas, é o que passo a descrever, um relato da minha viagem vertiginosa para o trabalho:
Ligo o carro, suspiro fundo e coloco o cinto de segurança. Arranco e aproveito a recta que passa em frente a minha casa para uma ligeira aceleração e chego aos 30 km/h, entretanto sou ultrapassado por um indivíduo que conduz feito louco. Um miúdo aproxima-se da passadeira e antecipadamente vou afrouxando, imobilizando o carro a um metro do local de passagem, enquanto no outro sentido só o décimo quinto condutor pára e o miúdo pôde atravessar a estrada.
Desemboco na estrada principal já com o “pisca” a indicar a minha mudança de sentido. Naquele cruzamento os carros tomam as várias direcções sem darem o “pisca” e fiquei a pensar se esta sinalética estava proibida e eu ainda não sei!
No momento certo arranco e estaciono um pouco mais à frente, com o “pisca” ligado (mas aqui já com muitas dúvidas se estava a proceder correctamente), em frente a uma pastelaria, para tomar o pequeno-almoço.
Regresso ao carro, outro condutor tenta sair em marcha-atrás do parque de estacionamento e, indiferente ao trânsito, vai metendo a traseira e… provocou um acidente.
Entro no meu carro e, só quando sinto segurança suficiente, faço-me à estrada. A minha viagem decorre a uns aceitáveis 40 km/h e, ainda dentro da Trofa, dou “pisca”, reduzo para segunda, e com uma perpendicular perfeita, curvo à esquerda, merecendo aplausos dos miúdos que iam para o Ciclo! Entusiasmado, arranco a uns estonteantes e sonolentos 27 km/h, travando logo à frente, porque os pais dos miúdos têm os carros mal estacionados e “lançam-nos” para a estrada, provocando, não adrenalina, mas as condições óbvias para um atropelamento!
Depois de passar a zona do Ciclo, ouso desviar o olhar da estrada e liguei o rádio. Um pouco mais à frente, novo “pisca” e estaciono para ir trabalhar!
Meus caros(as), adrenalina é cumprir as regras de segurança e mesmo assim o imprevisto aparecer, porque andar deslocado delas e o acidente acontecer, isso é o óbvio.
O pináculo da adrenalina é ser sportinguista e o meu Sporting, na próxima época, ser campeão!
Eu vivo no “fio da navalha”!

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