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Este concurso de pesca desportiva, teve como particularidade o facto de os pescadores, no final da competição, devolverem o peixe de novo à água, contribuindo assim para manutenção dos recursos naturais.

Mais de sessenta pescadores participaram no concurso de pesca desportiva, organizado pela Cacitrofa, que decorreu na tarde de sábado, nas margens do Rio Ave.

Oriundos de vários concelhos como Vila nova de Famalicão, Vila do Conde e Santo Tirso, os pescadores lançaram as canas ao Rio Ave, cerca das 15 horas e durante cerca de quatro horas deram o seu melhor para retirar das águas poluídas do Ave, a maior quantidade de peixe possível.

Este concurso de pesca desportiva, teve como particularidade o facto de os pescadores, no final da competição, devolverem o peixe de novo à água, contribuindo assim para manutenção dos recursos naturais. Durante a competição os peixes que morderam o isco, foram mantidos na água, dentro de mangas, e depois de pesados foram devolvidos ao Rio Ave, para que se possam realizar mais concursos como este.

pesca2.jpgForam capturados 67,840 quilogramas de peixe das mais variadas espécies entre as quais se destacam as carpas, bogas, barbos, pimpões, peixorca, escalo.

No final do concurso e depois de pesados os exemplares, os pescadores participaram num jantar de confraternização, onde se atribuíram os prémios aos vencedores. Em primeiro lugar ficou Fernando Serra da Trofa, que pescou 3,900 kg de peixe, em segundo lugar Carlos Costa, também da Trofa que capturou 3,080 Kg e em terceiro ficou Manuel Mota de Lousado, que pescou 3,040 Kg. O premio para o melhor exemplar foi atribuído a Jorge Carvalho, cujo peixe pesava 800 grs.

Os responsáveis pela organização deste evento Bruno Silva e Sérgio Dias consideram que o Rio Ave tem óptimas condições para a pratica desta modalidade, lamentando no entanto “ a poluição das aguas do Rio Ave e da Ribeira da Samogueira, onde correm esgotos domésticos, contribuindo para a degradação do ambiente. O facto de as margens do Rio estarem cheias de vegetação alta e de lixo condicionou o número de inscrições, pois não havia condições físicas para aceitar mais pescadores no concurso”, asseguraram.

Quanto aos participantes nesta competição, foram unânimes em considerar o Rio Ave “óptimo para a prática deste tipo de desporto mas o facto de existir muito lixo, e o cheiro nauseabundo das águas, condicionam esta actividade”. Os pescadores apelaram ainda às autoridades competentes para “encetarem esforços no sentido de proteger este recurso natural, possibilitando assim a sua transformação num recurso económico para o concelho da Trofa”.