“Uma Série de Trapalhadas” é o título da peça de teatro que estreia no domingo, no salão paroquial de S. Mamede do Coronado. Espetáculo é encenado por Fernando Duarte e conta com a participação de elementos do Grupo Paroquial Jovens Unidos.

“Eu não trabalho! Vou para a greve”. Este é o início de um dos monólogos de “Uma Série de Trapalhadas”, peça de teatro que vai ser levada a palco no domingo, dia 11 de fevereiro, a partir das 15.30 horas, no salão paroquial de S. Mamede do Coronado.
A equipa d’O Notícias da Trofa e da TrofaTv assistiu a um dos ensaios de um dos monólogos que será levado à cena por Fernando Duarte e que relata um ato de protesto de um operário que se diz grevista e no final admite que tudo não passa de uma brincadeira. Um tema sensível para a época em que foi escrito, por Joaquim Sousa Ferreira e Silva, antigo pároco da freguesia, e que é agora levado à cena por Fernando Duarte que, além de encenador, também integra o elenco da peça.
O espetáculo serve de homenagem ao antigo sacerdote e a data escolhida para a estreia marca os 129 anos do seu nascimento.
“O senhor padre Joaquim era um homem muito culto, escreveu várias peças de teatro, incluindo esta, que escolhemos para apresentar. Como a requalificação do palco do salão paroquial ainda não tinha sido inaugurado, pensei fazê-lo com uma peça de teatro sobre o trabalho dele”, explicou Fernando Duarte.
Além do monólogo do operário, o espetáculo conta ainda com outros alusivos à vida da comunidade, com especial enfoque na educação, catequese e cultura. A alfabetização foi uma das grandes obras do padre Joaquim Silva, cujo tributo justifica-se também pela grande dedicação à comunidade mamedense. “Deu muito a esta freguesia, porque lutou muito pela comunidade em anos muitos difíceis e ainda fez este edifício que serviu de escola por muitos anos. A freguesia deve-lhe muito”, frisou Fernando Duarte.
Joaquim de Sousa Ferreira e Silva nasceu a 11 de fevereiro de 1889 e em 1924 foi nomeado pároco de S. Mamede do Coronado, onde ficou por 61 anos. Faleceu a 23 de outubro de 1975. A peça tem no elenco mais 11 atores, que integram o Grupo Paroquial Jovens Unidos.