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Edição 438

Parque das Azenhas inaugurado a 15 de setembro

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Um “diamante em bruto” com muito para explorar

Está prestes a ser inaugurada uma das obras mais emblemáticas do concelho da Trofa. Oficialmente, o Parque das Azenhas abre a 15 de setembro, às 10 horas, mas ainda a obra estava em terra batida e muitas eram as pessoas que aproveitavam para caminhar pelo percurso que devolve o Rio Ave à população.

São quatro quilómetros e cem metros de corredor que abre as margens e oferece um sem número de paisagens e perspetivas que estavam escondidas e agora podem ser descobertas. Ainda assim, muito mais pode ser feito. Para Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, o Parque das Azenhas é um “diamante em bruto” que ainda pode ser “aperfeiçoado”.

“Depois da estrutura feita, vamos dinamizar o Parque através das nossas associações ligadas ao ambiente e ao património e, sobretudo, às escolas. Temos centros interpretativos, que disponibilizam informação aos jovens para os sensibilizar para a preservação da Natureza e bem-estar das pessoas. A mudança de mentalidades começa nos mais novos, pelo que creio que daqui a uns anos vamos ser mais amigos do ambiente”, frisou.

Ao possibilitar “o convívio intergeracional” e ser “transversal” a vários setores, como “desporto, cultura, património e ambiente”, o Parque das Azenhas também se assume como um “espaço multidisciplinar”, onde o enlace com o rio – e a fauna e flora a ele associados – é inevitável. “Aqui vamos fomentar o turismo, aproveitando as potencialidades do rio, como, por exemplo, promover passeios de barco. Não me falem em fazer mais novas pontes sobre o rio, porque uma já será feita na futura variante e já tem projeto aprovado do ponto de vista do impacto ambiental. Temos que ter um ambiente sustentável e reforçar a qualidade de vida que foi afetada com a industrialização há anos atrás”, defendeu.

Também a pesca desportiva, ressalvou, “foi minimamente acautelada”, ao garantir-se espaços de sete metros entre árvores para a realização de provas, até do campeonato nacional.

Riscos da obra “acautelados”

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Sobre o risco que a obra corre devido a cheias que podem acontecer, Joana Lima asseverou que “a obra foi acompanhada e projetada por técnicos de grande qualidade”. “Este piso tem uma característica importante, é muito permeável e poroso, ou seja, a água passa o piso e não corremos o risco que estanque e empurre o piso. O enrocamento das margens é feito com madeira e pedra solta, permitindo que a água entre por um lado e saia por outro”, referiu a autarca que não enjeita a possibilidade de ter “que se fazer uma limpeza a seguir a uma cheia”.

 

Crianças com direito a maletas pedagógicas para estudar o rio

No dia da inauguração do Parque das Azenhas, a autarquia vai oferecer parte das 2500 maletas pedagógicas que adquiriu para as crianças poderem estudar o rio, assim como a fauna e a flora a ele associado. Com os objetos que estarão no interior das maletas, os mais pequenos poderão “verificar a qualidade da água e fazer experiências”.

A aquisição destes materiais constitui “o grande bolo” do investimento para inauguração da infraestrutura. Estão ainda previstas uma caminhada e uma prova de aeromodelismo, organizadas em concertação com o movimento associativo do concelho. “Já ouvi alguém dizer que 32 mil euros para uma inauguração eram dinheiro a mais, mas todo o dinheiro que é gasto na Câmara, é gasto com muito rigor e, neste caso, conta com uma comparticipação de 85 por cento de fundos comunitários.

Não temos dinheiro para gastar aos 150 e aos 200 mil euros como se gastava em inaugurações, como aconteceu com o Aquaplace”, frisou.

 

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2ª fase do projeto já em equação

Para além de haver quase outro tanto comprimento de margem que deve ser requalificado, Joana Lima considera que este projeto deve incluir a reabilitação das azenhas, que estão degradadas. Isso só será possível, sublinhou, a partir de um novo projeto candidato a fundos comunitários, que já está a ser estudado.

“Queremos continuar o percurso existente até Guidões e até ao limite de Santo Tirso e criar no nosso roteiro cultural, a Rota das Azenhas, valorizando aquilo que temos do ponto de vista patrimonial tão importante que não podemos esquecer”, concluiu.

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Atores locais elogiam Projeto Educativo Municipal e deixam contributos

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A visão dos atores locais sobre o Projeto Educativo Municipal (PEM) da Trofa foi o último painel das terceiras jornadas do PEM, que teve lugar no dia 5 de setembro.

Depois de vários especialistas nacionais na área educativa intervirem durante a tarde, dando o seu contributo para a construção deste documento, à noite foi a vez de individualidades ligadas ao concelho pronunciarem-se, sugerindo ações conciliadoras com o mundo do trabalho, instituições e cidadania ativa.

José Manuel Fernandes, em representação do Grupo Frezite, elogiou o conteúdo do PEM, anotando “as simetrias” existentes no concelho no que toca às taxas de analfabetismo, concretamente nas freguesias de Covelas e Guidões. Números que o empresário considera serem “uma base de trabalho importantíssima”.

Outro dos “contributos” de José Manuel Fernandes cingiu-se na relação entre a escola e as empresas, sugerindo que as novas metodologias de ensino devem preparar os jovens para que sejam capazes de “pensar, planear, decidir e executar” e ter “autorresponsabilidade”.

“Cada vez mais, temos que ter condições de receber jovens que se sintam sincronizados com as empresas. Houve uma evolução muito grande, no tratamento de base de dados, com informação automática e na qual a primeira reação é do cérebro. As metodologias absorvidas nas empresas devem estar no sistema de ensino”, defendeu.

Também Duarte Araújo, em representação da Federação das Associações Pais da Trofa, considerou o PEM “uma ferramenta fundamental” para o sucesso escolar, valorizando a participação dos encarregados de educação na sua construção. As associações de pais, sublinhou, “tentam estar inseridas no ambiente escolar” e dispõem-se a “aumentar as parcerias” com os vários atores educativos.

Para Paulino Macedo, diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa, o PEM tem que responder às perguntas “O que somos? O Que temos? O que queremos ser?”. Uma das lacunas que, segundo Paulino Macedo, é necessário colmatar é cultivar a autoavaliação dos estabelecimentos, assim como “ajudar a fazer uma boa orientação vocacional aos alunos”.

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No campo da interação, frisou, a palavra “ouvir” está “gasta” e “deve ser substituída” pela palavra “escutar”. No entanto, as escolas, que tentam inverter a fama de sistema fechado, enfrenta algumas dificuldades: “A comunidade não entra nem nos escuta. Se na cantina um prato de sopa aparece com um cabelo, toda a Trofa sabe, mas se fizermos uma grande atividade ninguém a conhece. Às vezes parece que temos vergonha de mostrar aquilo que fazemos de bom”, sustentou.

O diretor mostrou-se preocupado com a diminuição de cerca de 200 alunos matriculados – o que fez com que o Agrupamento perdesse o estatuto de maior do país -, crendo que estes números refletem “as dificuldades económicas que as famílias atravessam”.

Já Renato Carneiro, diretor do Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas, salientou que o PEM “é um documento devidamente estruturado, com diagnósticos, soluções, aponta caminhos e permite desenvolver ações tendo em conta as necessidades dos alunos”. Com este projeto, continuou, “evita-se duplicar projetos para o mesmo público”.

 

No campo da cidadania ativa, Luís Elias, em representação das associações do concelho, denotou a conclusão do estudo de que não existe “um vínculo identitário” das pessoas com o município. “Ao não existir esse vínculo, as pessoas não se identificam com o concelho e não se integram facilmente nas associações”, referiu. Luís Elias considera que a entrega de subsídios às associações devia obedecer a “critérios rigorosos” e que “devia haver um programa” municipal com “metas traçadas” para “estimular, motivar e ligar as coletividades às escolas, com o patrocínio da Câmara Municipal”.

Já Gilda Torrão, em representação das IPSS (Instituições Particulares de Segurança Social), evocou a importância da “atitude” no trabalho de parceria entre os vários agentes educativos. “Quantas vezes as redes estabelecidas não são verdadeiras parcerias”, evidenciou.

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Grupo de Jovens C’a Fé fizeram viagem espiritual a Taizé

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 No dia 14 de agosto, o Grupo de Jovens C’a Fé, da Paróquia de S. Martinho de Bougado, partiu numa grande viagem espiritual rumo a Taizé, uma pequena aldeia de Borgonha, em França.

Iniciamos esta viagem sem qualquer tipo de expectativa em concreto, pensávamos apenas que seria um recinto fechado, muito pequeno, cheio de pó e com poucas condições. Quando lá chegamos, a primeira coisa que nos passou pela cabeça foi “de onde é que esta gente saiu?”, 3000 pessoas é um número bastante grande, mas na nossa cabeça, parecia um número relativamente pequeno. Para além disso, tudo nos chamou a atenção e quanto mais andávamos, mais nos surpreendíamos, pela positiva.

Em Taizé, a oração é composta principalmente por cânticos, que chegam a ser frases muito curtas, fáceis de repetir e de entrar no ouvido. E é através do cântico que uma pessoa consegue conectar-se, e de certa forma, falar ao Senhor. Se entrarmos no compasso, sentimo-nos embalados num ambiente muito especial porque é marcante sermos um dos três milhares de jovens que cantam com Fé! São emoções únicas e só por quem lá passa entende.

O momento de maior entrega a Deus foi na sexta-feira à noite, durante a oração e a adoração à cruz. Não conseguimos explicar aquilo que sentimos e aquilo que vivemos! Naquele momento não era preciso falar, Ele entendia tudo o que lhe queríamos dizer. Entregando nos seus braços, confiando e sentindo o seu amor, tivemos uma das experiências mais marcantes da ínfima vivência vocacional. Com a testa colada à cruz (literalmente colada) sentimos a Sua proteção, amor e sobretudo compreensão. Ali, mais que nunca, tivemos a certeza que apesar dos obstáculos que se colocam na nossa vida e muitas vezes nos fazem questionar um emaranhar de ideias, Ele estará sempre a nosso lado. Foi neste dia que percebemos a magia deste lugar algures em França, a que todos se referem com um brilho no olhar. Foi inesquecível.

Taizé é uma comunidade cheia de vida, de partilha. A cada momento, a cada oração, a cada tocar dos sinos, sentimos a vida desta comunidade sobretudo quando esquecendo as diferenças culturais, os diferentes idiomas seguimos o som dos sinos e nos entregamos ao verdadeiro Deus, aquele que nos ama acima de tudo, com cada defeito demonstrado ou muitas vezes submerso nas intermináveis vivências quotidianas. Tudo nesta comunidade é tão intenso, tão memorável, tão inexplicável e inesquecível. Todos nós sentimos essa vida quando numa igreja com aquelas dimensões se enche, e em silêncio (um silêncio total) crianças, jovens e adultos se juntam para adorar e contemplar o nosso Deus.

É impossível descrever o que lá vivemos durante quatro dias. Esta comunidade transforma-se, semana a semana, num lugar diferente. São inúmeras as pessoas que chegam pela primeira vez sem perceber muito bem o que as leva lá, sem saber os segredos que esta comunidade guarda. Por outro lado, são tantas as pessoas que voltam porque sentem falta da paz que esta comunidade transmite. Taizé é assim, uma comunidade surpreendente, cheia de vida, de partilha…que é impossível deixar alguém indiferente.

Vir a Taizé foi, sem dúvida, o melhor que nos podia ter acontecido neste momento! A ideia era partir à descoberta de uma nova realidade, um pouco diferente do que estamos habituados embora tendo sempre como base aquilo que unia todos os povos que lá se encontravam: Deus!

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Sabem uma coisa? Vamos ter saudades de tudo em Taizé…desde a comida (sim da comida!) à dureza do nosso colchão, passando pelo som dos sinos, dos cânticos, das conversas com todos aqueles que fomos conhecendo. E porquê? Porque tudo isso é vida em Taizé.

Balanços são mais que positivos. Não poderia ter corrido melhor a nossa experiência em Taizé, e que venham mais oportunidades de viver-vos intensamente a fé enquanto grupo de jovens.

“Taizé, uma comunidade, uma aldeia, uma vida… Mais que uma comunidade ou aldeia, Taizé, é um local de partilha e de interseções de vidas, de experiências espirituais vividas momento a momento de uma forma tão intensa, tão pessoal.”

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