A Comissão Política Concelhia do PAN – Pessoas-Animais-Natureza manifestou-se contra as “situações de poda severa (vulgo rolagens) em árvores ornamentais de várias zonas do concelho”.

Considerando que “já é tempo de acabar com a má gestão do arvoredo urbano”, a estrutura fez saber, em comunicado, que “solicitou esclarecimentos ao presidente da Câmara Municipal sobre as razões que levaram à poda, severa, de árvores ornamentais no concelho, bem como as motivações técnicas que conduziram a essas intervenções”.

“O PAN procura ainda saber quais as justificações do executivo camarário para a contratação de empresas externas para efetuar podas em determinadas zonas do concelho, enquanto em outras essa tarefa é delegada a técnicos municipais”.

PAN Trofa

Este tipo de atuação revela, segundo o PAN, uma postura “contraditória” da autarquia municipal face às “declarações que o presidente da Câmara prestou em resposta ao questionamento do PAN, sobre o abate de árvores na Ciclovia do Coronado”, acrescenta o partido, no mesmo comunicado.

Nesse caso, revela o PAN, Sérgio Humberto justificou o abate com o facto de as árvores apresentarem “um desenvolvimento muito deficiente, resultante de podas severas ao longo de vários anos, que lhes conferiram não só uma imagem deformada, como uma agoniante e decadente vivência enquanto seres vivos”, acrescentando que os “sucessivos cortes efetuados comprometem a qualidade de vida das árvores, conferindo-lhe feridas que com o passar dos anos geram podridões e enfraquecimento dos ramos, podendo em última análise constituir um perigo de queda de ramos sobre a via pública”.

“É sabido que este tipo de intervenção, agressiva, para além de deformar completamente as árvores, pode colocar em causa a sua sobrevivência, o que se revela um ataque aos ecossistemas e ao zelo pela qualidade dos espaços verdes do concelho da Trofa.” 

Fernando Geração, porta-voz do PAN Trofa

Fernando Geração relembrou que, relativamente à gestão do arvoredo, “o PAN apresentou no corrente mês um Projeto de Lei  na Assembleia da República para que as podas e os abates sejam feitos com critérios mais apertados, para além de regulamentar a profissão de arborista.”