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PAN quer saber para quando início da rede intermunicipal de transportes públicos

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A Comissão Política Concelhia do PAN – Pessoas-Animais-Natureza – considera importante avançar com o serviço de transportes intermunicipal Mobiave, como ferramenta de “combate às alterações climáticas” e de criação de “melhores condições possíveis de mobilidade a toda a população promovendo a coesão territorial e combatendo as desigualdades”.

Em comunicado, o partido fez saber que enviou questionou a Câmara Municipal da Trofa sobre a execução do protocolo de gestão intermunicipal de transportes, criado em conjunto com os municípios de Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, solicitando ainda “dados sobre o traçado previsto, assim como das características dos veículos a utilizar e o investimento previsto no âmbito da execução do projeto”.

“A importância da mitigação dos riscos de isolamento das populações, em particular dos residentes nas zonas mais remotas do nosso concelho, ficou bem evidente em abril de 2020, em pleno contexto pandémico, quando os serviços de transporte das freguesias do Muro, Alvarelhos e Guidões, assegurados por empresas privadas, foram suspensos, por estas considerarem que o serviço tinha deixado de ser economicamente vantajoso”, sublinhou o porta-voz do PAN na Trofa, Fernando Geração, que acrescenta que população fica refém da “gestão” dos privados, “que regem a sua atividade considerando a rentabilidade da operação”.

“Esta situação poderá ser, efetivamente, melhorada se existir uma oferta de transportes públicos rodoviários”.

No mesmo comunicado, o PAN da Trofa “lamenta a falta de resposta do executivo municipal às questões colocadas” sobre este processo, assim como das “diversas” interpelações “que lhe endereçou”. “O PAN está na Trofa para contribuir para o bem comum, numa democracia que se espera inclusiva, para que seja possível beneficiar de todos os contributos que possam existir”, rematou.

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Edição 782

Marcada nova greve dos motoristas da Transdev e Ave Mobilidade

Está convocada uma nova greve de 24 horas para este mês.

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A 13 de janeiro, a greve dos motoristas provocou transtornos na circulação de transportes públicos rodoviários na rede explorada pela Transdev e pela Ave Mobilidade. A paralisação de 24 horas afetou o normal fluxo dos autocarros das empresas, que têm atividade no concelho da Trofa e territórios limítrofes, como Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN) a greve rondou os 75%, tendo tido mais impacto no Norte. José Manuel Silva, do STRUN, revelou que as contas do Sindicato apontam para “100%” de paralisação nalguns concelhos e os concelhos onde mais se notou foram “Fafe, Guimarães, Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto, Celorico de Basto, Santo Tirso, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Porto”.

Está convocada uma nova greve de 24 horas para 6 de fevereiro e enquanto o dia não chega o STRUN mostrou-se disponível para reunir com a Transdev a fim de negociar as reivindicações dos trabalhadores.

O que reivindicam os trabalhadores?

Em comunicado, o STRUN acusou a empresa de “arrogância” e “falta de cedência da administração”, às pretensões dos motoristas, entre as quais “aumentos salariais a partir de janeiro de 2023 na mesma percentagem do salário mínimo nacional, ou da inflação, aquela que for mais favorável aos trabalhadores, como vão receber os trabalhadores das empresas filiadas na ANTROP [Associação Nacional de Transportes de Passageiros]”, o “horário de almoço entre as 11h00 e as 14h30, mínimo uma hora, máximo três horas” e um “horário de jantar entre as 19:30 e as 22:00” e o pagamento do pequeno-almoço para “quem inicia serviço antes das 06h00”.

Além disso, reivindicam que o local de trabalho deve ser “aquele para onde o trabalhador foi contratado e não pode rodar para outro mesmo que diste a mesma distância casa-trabalho”, e os trabalhadores, “sempre que na hora de almoço ou jantar estejam deslocados do seu local de trabalho”, devem ter “direito ao almoço ou jantar em deslocado”. Pretendem também “acumulação do subsídio de alimentação com almoço ou jantar em deslocado ou penalizado” e não aceitam receber o “subsídio de complemento de condutor”, pretendendo manter o “subsídio de agente único com a sua redação anterior”.

Ainda segundo o STRUN, os trabalhadores “não aceitam qualquer intervalo com duração inferior a uma hora” e “exigem que as escalas de serviço sejam fixadas em papel nos locais de trabalho”.

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Trofa

Fátima Lopes oferece imagem criada por santeiro mamedense a Tony Carreira

Esta terça-feira, a apresentadora de televisão Fátima Lopes, acompanhada pelo padre João Luís Silva, pároco de Montargil, visitaram a Associação Sara Carreira, criada por Tony Carreira em homenagem à falecida filha, e ofereceram uma imagem de Nossa Senhora do Coração Orante ao cantor.

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Esta terça-feira, a apresentadora de televisão Fátima Lopes, acompanhada pelo padre João Luís Silva, pároco de Montargil, visitou a Associação Sara Carreira, criada por Tony Carreira em homenagem à falecida filha, e ofereceu uma imagem de Nossa Senhora do Coração Orante ao cantor.

Esta imagem mariana, destinada a uma dar nome a uma capela a construir em Montargil, foi concebida em S. Mamede do Coronado, pelo artista santeiro Augusto Ferreira.

Uma mulher suplicante de joelhos com o coração na mão, a imagem pertence ao Movimento da Mensagem de Fátima da Arquidiocese de Évora.

No dia 31 de maio de 2022, a estátua foi apresentada em Fátima, com a presença do escultor mamedense, que explicou o processo de construção. “Falando tecnicamente, é um processo que, no início, se desenvolve com um trabalho em barro, para resolver alguns detalhes técnicos e medidas canônicas, por aí fora, até chegarmos ao trabalho final, no qual tivemos de dar tudo por tudo, para conseguir passar para a matéria-prima tudo aquilo que está na cabeça. Eu acho que não se atinge certos níveis de ‘perfeição’, que não é a do lado técnico nem do lado estético, mas sim a perfeição que é aquela conseguir fazer com que, de facto, o crente perceba a mensagem que está ali”, explicou aos jornalistas.

A apresentadora de televisão Fátima Lopes é uma das embaixadoras da campanha de oração e elogiou a “beleza” e “doçura” da imagem. O mesmo fez o Papa Francisco, que benzeu a estátua, em outubro de 2021, num momento em que ressalvou a importância de sempre rezar pelo santo padre e de que o terço é a oração universal.

A ideia de criar a Senhora do Coração Orante, que já esteve em momentos de oração na cela de irmã Lúcia e no santuário de Fátima, surgiu a partir do centenário da imagem peregrina da Capelinha das Aparições e da morte de Jacinta.

“Ela é a Senhora de Fátima, só que representa a vida de todos os peregrinos. Quando vão a Fátima e à Capelinha das Aparições, eles têm o objetivo de pedir ou agradecer e fazem-no sempre através da oração e é tão interessante perceber que, quando chegamos à capelinha, Nossa Senhora já reza connosco e está de joelhos para levar as nossas orações a Deus”, explicou o padre João Luís Silva, pároco de Montargil.

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