quant
Fique ligado

Ano 2011

Pais ligados à escola para boa integração das crianças

Publicado

em

Com o aproximar do início do ano letivo surgem as dúvidas e incertezas do começo de uma nova etapa, que transformará inequivocamente a vida da criança e dos seus familiares. O NT falou com uma psicóloga para perceber que mudanças haverá na nova fase da vida de muitas crianças.

O primeiro contacto com a escola e, em alguns casos, a transição do pré-escolar para o ensino primário constituem “dois grandes momentos” da vida de uma criança. De acordo com Diana Pereira, licenciada em Ciências Psicológicas, estas etapas “exigem adaptação quer das crianças, quer dos pais face a novos horários, a um novo espaço, a novas regras, diferentes atividades, aprendizagens e interações”.

De acordo com a personalidade de cada um, há quem encare estes momentos “como uma experiência de descoberta e mundo cheio de possibilidades”. Mas no reverso da medalha, há crianças que “lidam mal com a separação, choram e ficam tristes e podem mesmo exigir voltar para casa com os pais”.

Nestes casos, Diana Pereira aconselha atenção redobrada. “Quando a criança entra para o ensino primário, é fundamental que os pais estabeleçam um vínculo com a escola”, referiu, acrescentando que os encarregados de educação “devem estar atentos ao grau de satisfação da criança, observar as suas carências, de modo a colaborarem com os professores para um processo de ensino/aprendizagem que considere as verdadeiras necessidades dos alunos”.

A psicóloga enunciou um estudo realizado por Grolnick e Slowiaczeck, em 1994, que refere que, “se os professores perceberem que os pais estão envolvidos e comprometidos com a vida escolar dos filhos, atendem melhor o aluno na escola”. “Por outro lado, se os pais estão envolvidos, os filhos são influenciados por essa atitude e desempenham melhor as suas tarefas escolares”, explicou.

Este vínculo deve estender-se com os outros pais. “Os familiares devem aproveitar para trocar opiniões sobre a vivência desta nova experiência. Verificarão que outros pais e crianças poderão estar a passar pelas mesmas angústias e podem, em conjunto, encontrar novas formas de gerir a situação”, afiançou.

A escola também tem um papel fundamental no estabelecimento desta ligação, pois na ausência de iniciativa por parte da família, cabe ao estabelecimento garantir esse vínculo: “A escola deve proporcionar aos pais o conhecimento da estrutura, da metodologia de ensino/aprendizagem que a escola oferece, de modo a amenizar a ansiedade dos pais e fortalecer o vínculo da criança com a família e, consequentemente, da criança com a escola”.

Publicidade

Ritmo da criança deve ser respeitado

Diana Pereira alerta ainda que mesmo as crianças que frequentaram o pré-escolar, a adaptação ao primeiro ciclo “pode demorar o seu tempo”, já que muitas delas refugiam-se na “falta de um ambiente mais lúdico, das idas ao parque e das brincadeiras”. Não será estranho se houver crianças a sentirem-se “cansadas no final do dia pela quantidade de tarefas realizadas”. Por isso, “o lúdico precisa de dar suporte à ação pedagógica, dado que as funções psicológicas da criança ainda estão em formação”, salientou.

No momento de deixar a criança na escola, mesmo que seja difícil, o pai terá que ter firmeza: “Devem agir com serenidade e segurança, transmitindo à criança a ideia de que tudo correrá bem e de que no final do dia estarão novamente juntos. Se os pais permanecerem hesitantes, a criança ganhará poder neste jogo e nos dias seguintes o mesmo esquema repetir-se-á”.

A psicóloga aconselha a que os encarregados de educação “estejam conscientes de que a adaptação da criança à escola é um processo que exige transformação, quer da criança que tem de se adaptar a uma nova realidade, quer da escola que tem de estar preparada para receber a criança e a família, quer dos próprios pais”.

Por ser um processo “que exige tempo”, o ritmo da criança “deve ser respeitado”. No entanto, afirma a psicóloga, “se as dificuldades persistirem, os pais devem procurar ajuda”.“Podem comunicar as dificuldades aos professores e eventualmente ao psicólogo da escola”, concluiu.


{fcomment}

Publicidade
Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

Publicado

em

Por

A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

Publicidade

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

{fcomment}

(mais…)

Continuar a ler...

Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

Publicado

em

Por

O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

{fcomment}

Publicidade
Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);