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Edição 736

O Tempo

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-Amanhã vai chover!
-Que chatice! Ontem esteve tão bom e hoje também está!…
Esta conversa que se desenrolava no café, na mesa ao lado da mesa onde estava sentado, em que depois de debatida a ida de Cláudio Ramos para a TVI, a preocupação é o Tempo que faz, a minha preocupação, além de tentar manter uma postura charmosa, porque ao balcão estava uma mulher com quem tinha contas do passado a ajustar, e queria que ela se apercebesse do que perdeu, preocupa-me, em contraste com o Tempo que faz, o Tempo que passa.
Este Tempo que passa, indiferente ao Tempo que faz, confunde-me, parecendo ter várias dimensões, aquela, precisa e compassada que observamos nos ponteiros do relógio e a outra com vontade própria, em que o Tempo, alheio às nossas vontades, ora abranda, como o condutor que põe o pé ao travão para ver um acidente, ora acelera, como um guarda-sol levado por uma nortada de Agosto no litoral norte.

Deste Tempo lento, lembro-me que tudo era eterno: as férias de Verão, as aulas, as viagens (lembro-me de perguntar ao meu avô, quando chegávamos ao fim do mundo, “Já chegámos Vozinho?” e ele respondia, “Ainda falta um bocadinho.”), as amizades, os sonhos, a criancice que não passava e eu que tanto queria crescer (ainda não percebi porquê),…e a família, os meus bisavós, os meus avós, os meus pais, tios e primos, era tanta gente, sentia-me tão protegido, que era fácil não acreditar em Deus…não precisava Dele!

Mas houve um momento, que não sei precisar muito bem (vou apostar, por volta dos meus vinte anos) que o mês de Agosto do Tempo, o das nortadas, chegou para ficar…pelo menos na minha vida! Dou por mim a recordar momentos de há seis meses atrás e alguém me corrige, “Isso foi há seis anos”…e antes de ontem em conversa com um grande amigo recordava um jogo épico que fiz no ano passado (apesar de ter perdido), e ele corrige-me com aquela matemática irritante, dizendo-me, “Ó Calheiros, esse jogo que perdeste, mas que não tenho a certeza se foi épico, foi há vinte anos!”.
Sim, sinto-o acelerado, mas sei que abranda quando ouço outros (sempre gente muito jovem) a dizer ”Poça, o Tempo não passa!”. Sinto que partilhamos o mesmo espaço, mas que não partilhamos o mesmo Tempo. Acho que era isto que Einstein queria explicar na sua “Teoria da Relatividade”!
Se me preocupa a “Nortada do Tempo”? Não penso muito nisso, encaro com a mesma resignação e fatalidade com que a Maria, quando tinha seis anos, dizia à mãe quando esta se debatia com coisas que não podia alterar, “É a vida mãe!”. Não me preocupa muito não ter feito as coisas na altura certa, porque fazendo-as depois não significa que seja na altura errada…e é neste Tempo, que podemos fazer a derradeira descoberta!
Já não tenho bisavós, nem avós e alguns tios e primos também já cá não estão. De “ontem” para “hoje” tudo mudou, de protegido por muita gente, sou hoje protetor de alguém ou de alguns…e a mim, quem me protege? É neste momento que a ideia de Deus tilinta em mim, com dúvidas e incertezas!
Mas não me achem velho, o meu corpo não acompanha o correr do Tempo. Por vezes, depois de me admirar em frente a um espelho após uma corrida em que o meu corpo se comporta como um seminovo acabadinho de sair do stand, telefono à minha mãe e pergunto-lhe:

  • Mamã, tens a certeza da minha data de nascimento?
  • Tenho meu filhinho! 26 de Dezembro de 1973.
  • O dia e o mês estão certos, mas o ano? Não terei nascido em 83?
  • Agora que perguntas, filhinho…!

Mas ao olhar para aquela mulher sentada ao balcão, gostava que o Tempo voltasse atrás.
O bilhete que lhe enviei na 1ªclasse, com uma certeza e uma pergunta escritas, “Gosto de ti. Gostas de mim?”e por baixo um quadrado para o “Sim” e outro para o “Não”, desta vez punha apenas um quadrado…o do “Sim”.

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Rotários doam 10 mil euros ao CHMA para requalificar Bloco de Partos

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Dez mil euros foi o resultado do projeto de “Humanização do Parto”, que os clubes rotários da Trofa, de Santo Tirso e de Vila Nova de Famalicão abraçaram, com vista a apoiar o Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) na requalificação do serviço de Obstetrícia do Hospital de Famalicão.

A entrega do donativo foi feita esta terça-feira, 23 de fevereiro, data que assinala o 116.º aniversário do Rotary Internacional.
“Apesar dos diversos constrangimentos financeiros, relacionados com a situação pandémica que assola todo o mundo, estes três clubes conseguiram angariar dez mil euros, destinados a financiar a instalação de um espaço mais funcional e mais harmonioso no Bloco de Partos do referido Centro Hospitalar. O projeto será concluído no final deste ano rotário, altura em que serão atribuídos mais cinco mil euros”, referiu o Rotary da Trofa, em comunicado.
António Barbosa, presidente do conselho de administração do CHMA, destacou o papel do movimento rotário na comunidade e agradeceu o contributo dos clubes rotários, que pretendem, até ao final do ano, fazer mais uma doação, de cinco mil euros

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Edição 736

Rita Campos lidera Leo Club e Bruno Soares representa Europa no órgão consultivo do Lions Internacional

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Rita Campos foi eleita, no início deste mês, presidente do Leo Clube da Trofa para o ano leonístico que decorre. “Apostar em atividades como a Leo Talks”, com abordagem de “vários temas relacionados com o voluntariado e a atualidade”, é um dos objetivos do mandato atual. Estes eventos vão realizar-se em direto, nas redes sociais do clube, que também garantiu manter a atividade “Campanha do Saco”, para “ajudar as famílias referenciadas”.
Além disso, no próximo ano, vai receber a Conferência Nacional Leo, com o mote “Cresce a ser Leo. Voluntaria-te a servir”.
“Este é o momento mais importante do ano leonístico, pois é quando se analisa o trabalho realizado e se perspetiva as orientações futuras para o movimento nacional dos Leos de Portugal, onde os seus participantes se reúnem e debatem entre si quais as estratégias e ideias de serviço”, explicou o Leo Clube, em comunicado.

Também este mês, no dia 6, foi anunciado pelo conselho de diretores internacionais de Lions Clubs Internacional a nomeação do trofense Bruno Silva Soares, sócio do Leo Clube da Trofa, para um mandato de dois anos como membro do Leo Club Program Advisory Panel, representando assim a área constitucional 4, Europa, nas decisões internacionais da maior organização de serviços a nível mundial.
O Leo Club Program Advisory Panel funciona como um órgão consultivo de Lions Internacional, no qual são compartilhadas ideias, opiniões e sugestões para o movimento Leo, que significa “Liderança, experiência, oportunidade.”.
Esta nomeação é feita entre milhares de Leos, espalhados por mais de 150 países e de 7200 Leo Clubes, sendo Bruno Silva Soares o nomeado para este painel consultivo entre 2021 e 2023. Após 14 anos de serviço enquanto Leo, em que presidiu à estrutura da Trofa e ao Distrito Múltiplo Leo 115, International Liaison Officer e, mais recentemente, ao Leo Europa Fórum 2019, esta nomeação de Bruno Soares “acaba por representar a experiência adquirida e a oportunidade de mostrar que o movimento Leo é melhor plano para mudar o mundo e servir o próximo”, sublinhou o Leo Club da Trofa.

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