A reforma da Administração Local tem sido um tema bastante discutido nos diversos meios de comunicação social.

As causas e consequências, vantagens e desvantagens da mesma têm sido amplamente discutidas. A opinião de muitos agentes políticos difere quando se trata de falar da sua freguesia ou da freguesia do vizinho. Parece-me natural. Quando a opinião pode ser influenciada por questões mais emotivas como o bairrismo ou afetividade, pode pecar por falta de isenção. No sentido contrário, quando possa existir um interesse ou benefício  olectivo, também é natural que a opinião possa pecar pela falta de isenção. Ou seja, as opiniões podem variar e, desde que motivadas por uma causa sã, a discussão traz a luz.

Uma das críticas mais ouvidas é a desta reorganização ser feita a régua e esquadro, não atendendo a particularidades desta ou daquela freguesia. No limite, até posso concordar, mas não podemos esquecer que nenhuma  lei pode atender à particularidade de cada um ou situação particular. A lei deve ter um carácter geral. Neste caso, se o Governo, este ou qualquer um, analisasse caso a caso não faria nenhuma reforma. Todos, ou quase todos, teriam uma particularidade a apontar e não se faria nada. 

No limite, a existir alteração ela terá ser de carácter genérico e aplicável a todos. Posto isto, é natural que os políticos da Trofa tenham as mais diversas opiniões, mesmo dentro da mesma freguesia ou partido.

A opinião dos agentes políticos locais, freguesia ou concelho, não é partidária. Sendo uma questão passível de ser apartidária, não me choca que as estruturas partidárias locais não tomem posição. O caso contrário, desde que despida de demagogia fácil, também é legítimo. Parece-me ser um assunto passível de ambas as posições.

Uma coisa é certa, os políticos da Trofa irão ser alvos da crítica feroz, tenham uma ou outra posição. Resta-me uma dúvida, se a unificação das freguesias é o primeiro passo para a reorganização administrativa ao nível dos municípios.

Se assim for, a passagem de oito para quatro freguesias pode prejudicar a autonomia da Trofa como Concelho? 

Tiago Vasconcelos {fcomment}