O Natal já chegou às escolas do concelho. A pouco e pouco, alunos, professores e auxiliares começam a preparar os enfeites para decorar os estabelecimentos. Os mais pequenos também não se esqueceram de pedir os presentes ao Pai Natal.

Na Escola Básica de Cidai, em Santiago de Bougado, a tarde de sexta-feira foi dedicada a decorar a escola com motivos natalícios. Logo depois do almoço, alunos, professoras e auxiliares puseram as mãos à obra e começaram a pintar, colar e recortar os enfeites.

Diana Gomes, do 2º ano, estava empenhada na pintura de um desenho com uma meia de Natal e nem para a entrevista parou de mover o lápis que coloria o papel. “Estamos a pintar anjos e desenhos de Natal, mas vamos fazer também um presépio e uma árvore feita de rolos de papel”, garantiu a aluna. Mas aqueles não eram os únicos trabalhos agendados para aquela tarde, porque de acordo com a menina, ainda tinham “que escrever a carta ao Pai Natal no Magalhães”. E isso é que era “mais complicado”, confessou, pois Diana, que garantiu acreditar no homem das barbas brancas, ainda não tinha preparado o seu discurso, nem a lista de prendas a pedir, mas mesmo assim mostrou interesse em ter uns patins.

Tiago Gomes, que frequenta o 4º ano na mesma escola, pôs-se também na fila e mostrou interesse na entrevista: “Já fiz um anjo e vou ajudar a fazer a cabana do presépio”. À pergunta: “Também acreditas no Pai Natal?”, Tiago Gomes foi peremptório e respondeu que “sim”. “Ele chega à meia-noite deixa os presentes e depois vou abri-los de manhã”, explicou. Quanto aos objectos de desejo para esta quadra, o aluno apenas desejava encontrar debaixo da árvore livros e um jogo para a Playstation Portátil (PSP).

Já Eliana Maia, também aluna do 4º ano, tinha preparado o seu discurso para a carta: “Vou pedir roupa, umas sapatilhas com rodas e um computador portátil maior”, (uma vez que já tem o Magalhães). Mas apesar de ter preparada esta lista de presentes, Eliana não deixa de pensar nos meninos e meninas mais desfavorecidos. “Rezo todos os dias por esses meninos, porque eles deviam ter uma família e uma casa”, afirmou, acreditando porém que “o Pai Natal lhes entrega presentes”.

Na Escola Básica da Giesta 1, na freguesia de Alvarelhos, a carta já estava terminada e pronta a ser enviada pelos alunos do 4º ano. Paulo Moreira pedia uma Playstation 3, dez carteiras de cromos de futebol, um comando e um jogo para a consola. Já para Luís Campos, entre os bens materiais, destacavam-se dois pedidos: “Ter boas notas e muita saúde”. As meninas estão mais propensas a pedir presentes da marca Hello Kitty, como é o caso de Joana Vinhas, que, para além de saúde e roupa para vestir pede vários utensílios onde figure esta gata famosa.

Para além das cartas, os alunos também já tinham feito uma pausa na época de testes para começar a decoração de Natal da Escola. À entrada, o pinheiro e o presépio já se destacavam, bem como uma árvore composta por moldes das mãos de todos os alunos recortados de caixas de cartão e um Pai Natal articulado.

José Campos, coordenador da escola, enalteceu todas as iniciativas dos alunos, mas deu especial destaque à tarde de cinema e à ceia de Natal a decorrer esta sexta-feira na escola. Para além da festa onde todas as crianças mostram os seus talentos – “normalmente são seis actuações incluindo poesia, música, teatro e danças” – o bacalhau e as batatas cozidas, bem como as rabanadas, não vão faltar. “Há uma tradição nesta escola, que já leva cerca de duas décadas, que é a ceia de Natal. As crianças no último dia de aulas ceiam todas juntas aqui na escola e comem os pratos tradicionais da época natalícia”, explicou o professor.

Na Escola Básica e Jardim-de-infância do Paranho, em S. Martinho de Bougado, o cheiro a compota sentia-se no ar, mas antes de espreitar as salas, o que saltava mais à vista era o presépio à entrada do estabelecimento, com musgo verdadeiro. “Fomos todos ao monte aqui perto com bacias e sacos e trouxemos musgo, pinhas e paus”, completaram os alunos.

Numa das salas do Jardim-de-infância, os meninos aprendiam a fazer compota para levar para casa e “adoçar” o Natal. Para além disso, a secar estavam as colagens que fizeram da cara do Pai Natal e uma árvore de cartolina ainda em processo de fabrico. Nos corredores, as luzes já brilhavam nas árvores artificiais e os desenhos e trabalhos manuais dos alunos já estavam pendurados no tecto.

Um pouco por todas as escolas do concelho já cheira a Natal e os mais pequenos não esquecem esta data, acreditando que o homem vestido de vermelho, barrigudo e de barbas brancas vai concretizar todos os desejos.