Quando em vez, escrevo sobre o futebol nacional. É um desporto que me atrai, embora não seja um adepto fanático no sentido de não perder um jogo. Sou daqueles que vêm os jogos mais importantes como os clássicos, os decisivos em termos pontuais, com adversários estrangeiros ou os da seleção, sempre a torcer por Portugal e pelo FCP e bem sentadinho no meu sofá.

Não posso dizer que sou um entendido da tática ou das questões que afetam a prestação das equipas.

Raramente vou ao estádio, mas quando vou prefiro sentar-me nas bancadas. O espetáculo visto das bancadas é mais divertido e barato.

Mas, o que me faz escrever sobre o futebol esta semana é o balsamo que tem sido para os portugueses nas últimas semanas.

De repente, o campeonato ficou mais imprevisível e mais emotivo. As discussões em torno dos jogos subiram de tom. As questiúnculas de segunda-feira são mais intensas, a preparação verbal dos jogos seguintes começam mais cedo.

Não posso dizer que sou um entendido da tática ou das questões que afetam a prestação das equipas, mas gosto e vivo a troca de “galhardetes” com a mesma intensidade e humor de qualquer adepto de futebol.

Sendo adepto do FCP, gostaria que fosse campeão. Sei que é difícil, a equipa sofreu com a substituição de treinador. A passagem de qualquer número dois a número um, como é o caso de Vitor Pereira, não é fácil. O papel de um número dois é, muitas vezes, o de cúmplice. Ora, de uma ano para o outro e dentro da mesma estrutura, é complicado ser visto como o líder.

Por outro lado, muito dos jogadores do FCP tiveram a oportunidade de melhorar as suas vidas com ofertas de outros clubes, o que faz pensar a qualquer um e retira concentração.

O Benfica começou melhor e esteve mais estável até há três semanas atrás. Vamos ver se a má prestação das últimas semanas foi passageira. O calendário é menos complicado, apesar de ter mais jogos devido à liga dos campeões.

O Braga sem fazer muito “barulho” e com treinador diferente, mantem as boas prestações do ano passado, o que demonstra a sua estabilidade organizativa. Faz lembrar os primeiros passos do FCP.

Sendo adepto do FCP, não fico muito desapontado se for o Braga a ser campeão.

Sobre o Sporting, não há muito a dizer. O mesmo de sempre. Na troca de “galhardetes” com os sportinguistas, costumo dizer que são parecidos com os golfinhos, pois vem cá cima fazer umas habilidades e voltam ao fundo. Na volta ouço uma série de piadas.

Racionalmente, tanto quanto o futebol permite vaticínios, o Benfica é favorito, mas a esperança é a última a morrer.

No entanto, e o mais importante, é que esta indefinição ajuda a atenuar as dificuldades que passamos.

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