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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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Ano 2011

Grupo Caridade de S. Martinho já tem novo espaço

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O Grupo Caridade de S. Martinho, em Covelas, ajuda as pessoas mais necessitadas com produtos alimentares, medicamentos e companhia, para quem não possa sair de casa.

Um ano depois do seu “nascimento”, o Grupo Caridade de S. Martinho continua a dar respostas, em termos sociais, perante as pessoas mais necessitadas, desde visita a doentes, às pessoas que se sentem sozinhas, e na distribuição de medicamentos. “Desde o início do projeto até este ano, as nossas contribuições têm tido um aumento muito significativo”, afirmou Laurinda Martins, presidente deste grupo. “Nós ajudamos, diretamente com alimentos e farmácia, cerca de 15 famílias. Em termos de visita temos 40 pessoas que têm um rendimento muito pequeno, pessoas que recebem à volta de 200 euros”, contou.

Um dos casos que muito preocupa esta associação é uma família paquistanesa com 12 pessoas, devido às muitas crianças que fazem parte deste agregado familiar. “Estamos muito atentas durante este período de férias, para que as crianças não passem fome”, assegurou. Para que o projeto chegue a “bom porto”, conta com a ajuda e o apoio de toda a paróquia de Covelas, que contribui com produtos alimentares e roupa. “Angariamos nesta época de Natal, desde as batatas, as couves, as cebolas e todas essas coisas que as pessoas têm em casa e podem disponibilizar”, acrescentou.

O grupo arranjou um espaço, que se situa na parte inferior da casa mortuária, cedida pela Junta de Freguesia de Covelas onde as pessoas se podem dirigir para serem apoiados. “Arranjamos mobílias velhas e pintamos, fizemos do velho novo e está uma sala muito acolhedora, bonita e maior. E é mais próxima da igreja”, disse. Segundo a responsável deste projeto, o espaço está aberto todos os domingos, das 9 às 10.30 horas. “Para podermos atender pessoas, para recebermos e darmos”. Além disso esta sala é utilizada para o Grupo Caridade de S. Martinho se reunir e fazer um balanço da situação da associação.

A próxima atividade que o grupo irá fazer para angariação de fundos, é o cantar das janeiras, que decorre entre as 19 e as 22 horas, e também vai participar na Festa de S. Gonçalo, que se realiza na última semana de janeiro, com uma quermesse, uma “barraquinha” que ajudará a angariar fundos para esta associação.

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