Presidentes de Junta da Freguesia de São Cristóvão do Muro, durante a Primeira República:
Manuel Luiz Ferreira Torres (1910 e 1926); Manuel Francisco da Silva e Castro (1914); António Matos d’Azevedo Mendonça (1918 e 1919); Joaquim d’Oliveira Sousa e Sá (1919); Bernardino Ferreira Maia (1923).
– Manuel Luiz Ferreira Torres nasceu no dia 21 de Julho de 1868, em Santiago de Bougado, lugar de Cidai, filho de José Luiz Ferreira Torres e de Eugénia Domingues Pereira. Casou na Igreja de São Pedro de Avioso com Ana de Sousa Reis, filha de Manuel de Sousa Reis e de Joaquina de Moura Coutinho, moradores no lugar da Ribela. Faleceu em 16 de Abril de 1944.
– Manuel Francisco da Silva e Castro nasceu no dia 27 de Abril de 1864, em São Cristóvão do Muro, lugar de Real, filho de José Francisco da Silva e Castro e de Eugénia Maria de Oliveira. Casou com Joaquina Moreira Neves, sua conterrânea. Foram vogais da Junta: Joaquim António Duarte, Joaquim d’Oliveira Sousa e Sá, António da Silva Moreira e Sansão Moreira Neves. O Presidente declarou, na sessão de 7 de Novembro de 1915, que, “tendo esta Junta grande necessidade de construir o cemitério, vista a incapacidade do adro para o enterramento dos cadáveres, resolveu em primeiro lugar informar-se com as Juntas que já possuem essa obra, para tomar o melhor andamento do processo de construção.”
– António Matos d’Azevedo Mendonça nasceu no dia 3 de Março de 1861, em São Cristóvão do Muro, lugar de Matos, filho de José d’Azevedo Mendonça, de Santa Cristina de Malta, e de Maria da Silva Matos, de São Cristóvão. Casou com Albina Joaquina Ramos, de Santo Estêvão de Gião. Foram vogais da Junta: Caetano da Silva Pereira, Joaquim d’Oliveira Sousa e Sá, António Moreira de Sousa, António Ferreira da Silva, Joaquim Moreira de Assunção, José Francisco Moreira Neves de Oliveira, António Moreira Maia e Joaquim Dias do Couto. O Presidente declarou, na sessão de 7 de Abril de 1918, que, “tendo a Junta escolhido o terreno para a construção do cemitério da freguesia, há necessidade de colher, da Junta de Saúde, a aprovação do mesmo terreno para o enterramento dos cadáveres.”
– Joaquim d’Oliveira Sousa e Sá nasceu no dia 27 de Março de 1872, em São Cristóvão do Muro, lugar de Gueidãos, filho de Manuel d’Oliveira Sousa e Sá, de São Mamede, e de Maria da Silva Oliveira, de São Cristóvão. Casou com Emília de Oliveira Campos, de Alvarelhos. O Joaquim do Manga, como era conhecido, faleceu em 25 de Fevereiro de 1925.
– Bernardino Ferreira Maia nasceu no dia 10 de Abril de 1880, na freguesia de Gemunde, Maia, filho de José Ferreira Maia e de Maria de Oliveira. Casou na Igreja de São Cristóvão do Muro com Maria Emília, filha de José da Costa Rodrigues, de São Martinho de Bougado, e de Joaquina Emília, de São Cristóvão, lugar de Gueidãos, filha de Joaquim Vinhas de Marombal. Foi regedor em 1918 e 1919. Em 28 de Março de 1920, o mestre pedreiro Bernardino Ferreira Maia arrematou as obras de vedação do cemitério, em construção. Em Julho de 1920, a Junta de Freguesia vendeu os primeiros oito terrenos destinados à construção de jazigos. Um dos compradores foi Bernardino Ferreira Maia, que comprou, no dia 25 desse mês, um terreno no cemitério com 6 m2, por 30$00, para Jazigo de Família. Faleceu em 23 de Abril de 1932. Em 1922 possuía uma mercearia no lugar do Padrão, em São Cristóvão do Muro, em propriedade de Bento d’Azevedo Mendonça, datada de 1919. Posteriormente, esta casa passou para Lino Alberto Pereira Maia e seus descendentes, em cuja posse se conserva.
Oportunamente, voltarei a escrever sobre o cemitério e a polémica da escolha do terreno. Três opções foram discutidas: no campo do Covelo, no campo da Porta ou na bouça do Padrão. As vantagens – de preço e localização – apresentadas e documentadas pelos que defendiam a sua construção no campo da Porta, junto da Igreja, não bastaram para vencer a obstinação dos seus oponentes. Todavia, em 1920 a freguesia de São Cristóvão do Muro tinha o seu cemitério. O portão, esse, foi construído e lá colocado em 1922, mas ostenta, em lugar cimeiro, a data da construção do cemitério: 1920!
Fonte: Actas da J. F. Muro. Livro 1 (1892-1911) e Livro 2 (1911-1928)