O coronavírus chegou para mudar radicalmente as nossas vidas. Desde o dia 2 de março, data em que foram detetados os primeiros casos de Covid-19 no nosso país, que o Serviço Nacional de Saúde sofreu uma adaptação no sentido da luta mais eficaz contra esta pandemia.

Todos os casos suspeitos de Covid-19 devem contactar a linha SNS24 (808 24 24 24). A partir daqui poderão ser encaminhados, de acordo com a sua gravidade clínica, para autocuidados, em isolamento do domicílio e sob vigilância, ou para avaliação médica, em Áreas Dedicadas COVID-19 (ADC) nos Cuidados de Saúde Primários ou nas Urgências, ou para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Nos Centros de Saúde são agora prestados os considerados serviços mínimos, cuidados que se consideram inadiáveis no sentido de não comprometer a saúde nem o seguimento adequado de alguns utentes, onde se incluem grávidas, crianças, hipocoagulados e tratamentos inadiáveis. É agora recomendado que caso necessitem de recorrer ao Centro de Saúde, o contactem primeiro através do telefone ou por email; apenas se devem deslocar quando for absolutamente necessário ou por indicação do médico ou enfermeiro após contacto telefónico. Relativamente aos cidadãos estrangeiros ou nacionais que não estão inscritos num Centro de Saúde deverão contactar o SNS24 mesmo que não seja por suspeita de COVID-19.

Todas as pessoas encontram-se em risco de contrair este vírus. No entanto, as pessoas que correm maior risco de doença grave por COVID-19 são os idosos e pessoas com doenças crónicas (ex.: doenças cardíacas, diabetes, doenças pulmonares, doenças autoimunes, neoplasias).

Apesar de todos os esforços serem absolutamente necessários para que esta pandemia tenha o menor impacto possível na população, é importante não esquecer que todas as outras doenças continuam a existir e que é importante que tanto a população como os cuidados de saúde continuem alerta para elas. É fundamental continuar a promover os diagnósticos precoces, o tratamento e a prevenção das mais diversas doenças. Todos os serviços que incorporam o Sistema Nacional de Saúde, público e privado, terão de se adaptar a esta nova realidade, permitindo a prestação de cuidados em segurança.

Todas as recomendações de hábitos de vida saudáveis mantêm-se: ter uma alimentação variada e equilibrada, praticar exercício físico adaptado às imposições de isolamento, não fumar, evitar consumo de bebidas alcoólicas, ter um sono reparador, beber água e prevenir situações de stresse. Nunca é demais reforçar que as medidas de higiene e etiqueta respiratória são fundamentais para reduzir a exposição de transmissão desta doença e de muitas outras.

Não se esqueça, cuide de si e dos outros, porque todos temos um papel a desempenhar nesta pandemia e no que virá a seguir…

Artigo elaborado por:

Catarina Teixeira Coutinho de Oliveira

Mestrado Integrado em Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar no ano de 2011.

Pós-graduação em Medicina Desportiva no ano de 2016.

Especialista em Medicina Geral e Familiar no ano de 2017.

Colaboradora da Fisitrofa e na Clínica Central de Gaia.