São oito dias dedicados às festividades. Em Alvarelhos, já se começou a honrar Santa Eufémia, numa festa que se prolonga até 23 de setembro. // CÁTIA VELOSO

Depois de no dia 2, o recinto junto ao santuário já ter sido animado pelo conjunto típico A Rapaziada, as festividades retomaram no domingo, 9 setembro, com a atuação do grupo Vozes do Tâmega.

No dia 15 de setembro, o palco está reservado para o grupo Os 4 Mens, cabeça de cartaz da festa que, nesse dia, inicia com a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos, pelas 8.30 horas, seguindo-se duas missas no santuário.

À meia-noite, o céu de Alvarelhos ilumina-se com a sessão de fogo de artifício.

No dia seguinte, há três missas pela manhã, que também ficará marcada pela encenação das rusgas de antigamente, às 8 horas.

A 17 de setembro, além das missas no santuário, pela manhã, a festa reserva uma tarde de música com a Banda da Trofa e da Associação Recreativa e Musical Vilela.

O monte de Santa Eufémia torna-se o epicentro das concertinas e cantares ao desafio no dia 22 de setembro, com o 19.º festival, a partir das 15 horas. Está garantida a participação de Borguinha, Deolinda Passos, Maria Celeste, Naty Vieira, Pedro Cachadinha, os tocadores Cerqueira da Lixa e Pereira da Lixa, entre outros.

O último dia de festa, 23 de setembro, reserva o 43.º Festival de Folclore, com participação de ranchos e grupos foclóricos de Alvarelhos, Serzedelo, Póvoa de Varzim, Vale Domingos (Águeda) e S. Martinho da Gandra (Ponte de Lima).

Reza a história, que Santa Eufémia livrou um eclesiástico e um secular, de perigos mortais no mar e em outras enfermidades. Estes dois homens juraram então não mais prestar culto a outros santos senão a Santa Eufémia, que lhes salvara a vida.


Lenda da Santa Eufémia

O “Monte de Santa Eufémia”, está situado no ponto mais alto de Alvarelhos, onde está edificada a Capela em honra da Santa Eufémia. Existe a convicção de que o Santuário terá sido construído no último quartel de 1500.
Mas devido à enchente de romeiros que sempre se deslocavam à pequena ermida para rezar à Santa, em 1728 foi construída uma capela maior, tendo sido reformada em 1899 e um século depois, em 1996, foi totalmente restaurada e ampliada.
Agora possui três altares, com as imagens de Santa Eufémia, São Barnabé, Santa Quitéria, Santa Rita de Cássia, Santa Luzia e Santo Expedito.
No alto do monte existe ainda uma cruz, a poucos metros da Capela, com 14 metros de altura. Foi erigida no século XX e benzida por D. António Barroso, o então Prelado portucalense, no dia 11 de Setembro de 1904.