Sob o lema “Lutar contra as injustiças, exigir uma vida melhor”, o PCP da Trofa colocou em marcha a campanha nacional com uma acção de rua, esta segunda-feira, no centro da cidade.

A luta contra as desigualdades e os apelos de melhores condições de vida continuam a mover as acções do Partido Comunista e, à semelhança da campanha nacional que arrancou no dia 25 de Janeiro, também na Trofa as ruas foram palco das vozes da contestação comunista. Junto à rotunda do Catulo distribuía-se, em hora de ponta, as várias propostas que pretendem dar uma reviravolta no país. Mais emprego com mais direitos, mais apoio aos desempregados e mais produção nacional eram alguns dos itens reivindicados nos papéis, onde se podia ainda ler a vontade de “ruptura com a política de direita do Governo PS”.

“Tem-se passado algumas mentiras como se fossem grandes verdades e queremos dizer à população que vale a pena lutar contra as injustiças”, adiantou ao NT/TrofaTv Paulo Queirós, membro da Comissão Concelhia do PCP. Apesar da crise ser uma realidade, o comunista defende que a mesma “não pode servir de pretexto e desculpa para tudo”. “Os trabalhadores sentem que as coisas não estão boas, mas há alguma coisa que se passa, porque os lucros das grandes empresas, dos bancos e dos grandes capitais continuam a crescer e a aumentar”, alertou. Paulo Queirós insurge-se contra o aumento dos impostos e o “aperto do cinto aos trabalhadores”, ao passo que “para os empresários e as pessoas que vivem de uma maneira faustosa as coisas começam a simplificar-se em vez de serem prejudicadas”.

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Apologistas de uma “nova política económica e social”, os comunistas reivindicam mais investimento público e privado, o combate aos despedimentos e o aumento real dos salários. Estas são apenas algumas das medidas propostas pelo PCP, às quais Paulo Queirós aproveita para somar mais algumas a nível social. Na medida em que cada vez mais “as pessoas não têm onde deixar as suas crianças”, o membro do PCP da Trofa sublinha a importância da criação de mais creches, bem como “mais lares para a terceira sociedade”.

Lembrando que “o PCP não é um partido que só trabalha 15 dias de quatro em quatro anos, Paulo Queirós frisou que o trabalho do PCP continuará a ser “sempre no terreno, independentemente dos resultados eleitorais”. “A nossa luta é na rua, junto dos trabalhadores e da população. Vale a pena mostrar e iremos conseguir que estas injustiças terminem”, asseverou.

Depois do arranque da campanha com uma acção de rua, o PCP da Trofa garante dar continuidade à iniciativa nas próximas semanas, durante as quais serão também visitadas várias empresas.