Festival de jazz trouxe à Trofa grupos em que as mulheres assumem o papel principal. Isabel Ventura Quinteto e Jogo de Damas animaram os trofenses.

A cumplicidade das damas do Jogo de Damas era notória em cima e fora do palco durante o festival RotaJazz. O grupo encerrou o certame com um concerto na Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, na noite de sábado.

Bárbara Francke, Sameiro Sequeira, Fátima Serro e Rita Marques são as damas deste jogo, que é como quem diz as vocalistas deste projeto musical. Esta foi a primeira vez que o grupo atuou no concelho e as artistas gostaram da passagem pelas terras trofenses, sobretudo dos “filetes de polvo”.

Mas porquê “Jogo de Damas”? “Por ser um grupo de mulheres, evidenciado logo à partida que há um jogo quanto mais não seja um jogo de charme e todas aquelas coisas típicas femininas e também, claro, um jogo de vozes” esclareceu Sameiro Sequeira.

Antes de subirem ao palco, as quatro damas tiveram ainda tempo para explicar que “a mistura de géneros é um ponto a favor”, já que permite “ter um público muito vasto”, que tem “reagido muito bem”, garantiu Rita Marques.

Durante mais de uma hora, o grupo levou ao público “diversos estilos musicais, sempre com um toque de jazz”, explicou Fátima Serro. O resultado foi um concerto animado que parece ter agradado aos trofenses, ainda que estes não tenham enchido o auditório.

No dia anterior, a noite foi animada pelos Isabel Ventura Quinteto. O grupo subiu ao palco do auditório da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado para um concerto que, como anunciou a vocalista, foi “uma antevisão do CD que vai estar em breve no mercado”.

Assis Serra Neves, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Trofa, estava satisfeito com as apostas musicais deste ano. “Foi mais um fim de semana dedicado à cultura no concelho. Este ano o RotaJazz realizou-se com alguma contenção de custos, mas isto não significa perda de qualidade. Estas atuações são oportunidades que não temos todo o ano”, afirmou.

O autarca garantiu que “na Trofa há muitos fãs deste tipo de música”. “O público do jazz é muito selecionado e está muito atento. É um público diferente”, acrescentou.

Assis Serra Neves quer manter este festival no cartaz cultural da Trofa: “Vamos fazer um esforço para continuar, procurando, com a redução de custos, manter sempre um nível alto de qualidade”.

 

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