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“A Trofa” é a peça de cerâmica que irá representar o concelho e que será apresentada ao público no próximo dia 13 de Janeiro às 17 horas, na Casa da Cultura da Trofa.

Esta peça, que representa o concelho da Trofa surgiu no âmbito dos ateliers de artesanato e cerâmica que a Câmara Municipal organiza através do Sector de Desenvolvimento Económico e Apoio ao Investidor.

“A Trofa” é uma figura feminina que enverga trajes alusivos ao trabalho no campo e acessórios em ouro tradicionais da região Entre Douro e Minho. A peça enverga, no seu tronco, a bandeira do concelho da Trofa, trajando assim todo o seu significado histórico: o azul do manto da Nossa Senhora das Dores e o branco (prata) que é sinal da humildade, da sã consciência, mas também de “abertura a novas ideias e iniciativas”. O Brasão apresenta o verde-escuro a simbolizar o extenso terreno cultivável que o concelho ainda possui, onde se destaca uma roda dentada que simboliza o progresso e as actividades económicas, dois ramos de quatro espigas cada um a simbolizar as oito freguesias e as actividades tradicionais ligadas à agricultura, a Ponte Pênsil, ex-libris da “história monumental”, como “ponte de ligação” entre gerações e comunidades, tendo, em contra-chefe, quatro faixas ondulantes, a azul e branco, que representam todos os cursos de água do concelho, elementos fecundantes e indicadores da fertilidade da terra.

Carregando uma importância cultural e histórica, “A Trofa” será apresentada no dia 14 de Janeiro, às 19 horas, na Casa da Cultura, e transporta consigo uma mensagem de esperança, confiança e fé a todos os trofenses:

“Transporto em mim o teu sonho, o teu desejo, o teu anseio.

Transporto em mim o passado por ti criado, por ti sustentado, por ti alcançado.

Levo-te comigo para o futuro,

Pelos rios, pelos montes, pelas caminhos e com o vento…

Sinto-te como a água que corre rio abaixo.

Chamo-te do cimo do monte, para que me leves contigo no palpitar do teu coração quando partires pátria acima ou pátria abaixo à procura de novos sabores da vida que lá longe te fazem voltar aos cheiros dos teus jardins, das tuas azenhas, do teu lar.

Escuto o chilrear no verde dos campos, o branco da bravura da sã astúcia do teu povo que se agiganta por ti na teia elaborada da indústria e do comércio com a mão solidária.

E tudo acontece pintado do azul que rega o dourado das searas e o que de ti emana, rumo ao progresso sustentado e por ti arrebatado.

Levo-te comigo”.