Nasceu, timidamente, como mais um grupo no Facebook e acabou por criar um “movimento cívico, voluntário e transversal” que tem como objetivo a “proteção ambiental e promoção patrimonial do Vale do Ave”.
Já com 1600 membros, o Movimento Viver o Ave viu o trabalho reconhecido com a nomeação para a categoria “Boas Práticas” do Prémio Guarda-Rios, promovida pela associação ambiental GEOTA. O objetivo desta iniciativa é “alertar para aquelas que têm sido as práticas positivas e negativas” nos cursos de água” e reconhecer “comportamentos na gestão dos rios, assim como o envolvimento das comunidades numa perspetiva de sustentabilidade futura”.
“Das 112 pessoas e entidades nomeadas pelo público, o GEOTA selecionou as cinco com maior número de nomeações”, fez saber a organização.
O Movimento Viver o Ave é o único grupo informal entre os nomeados e concorre com projetos dos municípios de Loures e Lousada, assim como de uma empresa e de uma parceria entre o ISPA – Instituto Universitário e a Águas do Tejo Atlântico, S.A.

As votações podem ser feitas aqui.
Há ainda a categoria de “Más práticas”, em que estão nomeados o Ministério do Ambiente, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Associação de Beneficiários do Mira, a Câmara Municipal de Coimbra e a empresa FabriOleo – Fábrica De Óleos Vegetais, S.A.
Os vencedores das duas categorias serão escolhidos através da votação do público, até 9 de agosto, no site do GEOTA, em www.geota.pt.
O GEOTA atribuirá os prémios aos primeiros classificados durante a Gala Guarda-Rios (a 1 de outubro de 2021), como também uma menção honrosa e desonrosa para os segundos lugares.
Entre os elementos que promoveram a criação do Movimento estão dois trofenses, Gualter Costa e Bruno Matos, este último arquiteto, que há vários anos investiga sobre o património molinológico do Rio Ave.
“O Rio Ave e toda a sua bacia hidrográfica, são, neste momento, ainda dos rios mais poluídos e com as margens mais subvalorizadas e subaproveitadas do país. Dotado de um invejável património histórico, molinológico, industrial, hidroelétrico e até religioso nas suas margens, o Rio Ave e as suas margens têm todas as condições e potencial para a sua valorização e aproveitamento turístico e ambiental”, fez saber o Movimento, em comunicado.