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Memórias e Histórias da Trofa: Um bombista em Covelas

Memórias e Histórias da Trofa: Um bombista em Covelas

A Primeira República não foi pacífica em termos sociais, os movimentos políticos e operários fizeram sentir de forma bastante vincada a sua presença e de forma vincada sobreintende-se com violência. Os atentados terroristas, com a deflagração de bombas era comum como também as tentativas de assassinato de dirigentes políticos.
No Verão de 1912, a situação aparentemente estava pacificada, os trabalhadores e forças militares controlavam a ordem pública e a circulação ferroviária fazia-se sem problemas. Especial destaque para este facto e grupo profissional pela sua enorme atividade grevista em toda a Primeira República. Umas greves que não eram pacíficas, tiros eram disparados, locomotivas avariadas pelos grevistas que lhe roubavam peças do seu mecanismo, etc.
Nos finais de julho, um sujeito surgiu no apeadeiro de Portela, na freguesia de Covelas, teria consigo uma insuspeita mala que terá deixado na gare, com o pretexto que alguém mais tarde iria passar para levantar a mala.
O individuo não voltou a aparecer, a mala ficou algum tempo no apeadeiro de Covelas e foi levada ao administrador do concelho para ver o seu conteúdo e decidir o que fazer com ela.
Abrindo a mala surgiu a surpresa, a mesma tinha várias bombas, o pânico ficou instalado. Um dos elementos de uma das muitas redes bombistas tinha passado por Covelas e talvez nas proximidades se realizassem atentados ou haveria redes de apoios a atividades terroristas.
Temendo que fosse uma conspiração de católicos, sobejamente conhecido o anticlericalismo republicano, uma busca é passada à casa paroquial onde habitava o abade em Covelas em que nada foi encontrado. A busca teria sido realizada por elementos radicais republicanos, ligados à ala mais violenta dos grupos republicanos portugueses. Criando essas atividades mal-estar junto do administrador concelhio que não foi informado antecipadamente desses acontecimentos.
A Polícia Judiciária esteve em Covelas a tentar saber quem era o dono da mala e a quem se destinava aquela encomenda, contudo não foi possível apurar se consegui realizar com sucesso essa missão.

José Pedro Reis

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