No final do século XIX e início do século XX surgiram as primeiras indústrias na futura cidade da Trofa, apoiado esse progresso na chegada do comboio que era o primeiro grande transporte de mercadorias a chegar à região.
A localidade começava a desenvolver-se e a ganhar ano após ano, massa humana e também massa empreendedora e capitalista. As chaminés começaram a rasgar o céu e tornar-se pontos habituais da paisagem, sinal de modernidade, comparando a paisagem com as cidades industriais inglesas com unidades industriais e várias chaminés.
Próximo ao final da década de quarenta do século XX foi possível perceber a quantidade de indústrias que existiam nos limites da cidade, sendo também importante perceber o que era produzido nas suas instalações.
Especial relevo para a indústria têxtil, havendo 7 empresas de produção de tecidos de algodão em 1947, havendo mais empresas do ramo têxtil concretamente de: lenços, sedas, camisarias, botões e fivelas, etc. Uma verdadeira rede industrial com relações de dependência.
Nas camisas muitos lembraram a fábrica “Alteza” que também produziam lenços, não esquecendo a fábrica “Império” e também a “Olga”.
Na necessidade de garantir a manutenção e o fabrico de máquinas para alimentar este enorme movimento empreendedor as fábricas de maquinaria têxtil era em número aceitável e possivelmente os seus maiores clientes seriam as empresas vizinhas. Um importante sector da atividade industrial.
A atividade industrial têxtil era um importante meio para perceber o desenvolvimento económico e industrial, contudo, não era somente esse sector que dinamizava em larga escala a população local que durante muitos anos habituou-se a regular pelos toques das sirenes das fábricas para perceber quais eram as horas, importante fazer ressalva às fundições que eram próximas da meia dezena, sendo ainda no presente a indústria metalomecânica da Trofa uma referência nacional.
Os sectores fundamentais e mais marcantes da atividade industrial eram as empresas têxteis e da metalomecânica, contudo, em números bem mais residuais também haviam outras empresas na Trofa de: refrigerantes, sacos de papel, pulverizadores, escovas e vasouras (que nunca teve a expressão do que se viveu nas freguesias do Coronado).
Refrigerantes “Sabor” empresa com sede na Trofa quem chegou a beber? Quem matou a sua sede a beber um refresco desta marca?
Uma malha empresarial em 1947 solidificada que era o resultado de anos de empreendedorismo e de arrojo de meia dúzia de trofenses e alguns forasteiros que sonharam em criar o seu próprio negócio.1
1 Texto escrito com apoio no Guia Turístico editado pela Câmara Municipal de Santo Tirso em 1947