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Edição 667

Memórias e Histórias da Trofa: Retrato Industrial da Trofa em 1947

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No final do século XIX e início do século XX surgiram as primeiras indústrias na futura cidade da Trofa, apoiado esse progresso na chegada do comboio que era o primeiro grande transporte de mercadorias a chegar à região.
A localidade começava a desenvolver-se e a ganhar ano após ano, massa humana e também massa empreendedora e capitalista. As chaminés começaram a rasgar o céu e tornar-se pontos habituais da paisagem, sinal de modernidade, comparando a paisagem com as cidades industriais inglesas com unidades industriais e várias chaminés.
Próximo ao final da década de quarenta do século XX foi possível perceber a quantidade de indústrias que existiam nos limites da cidade, sendo também importante perceber o que era produzido nas suas instalações.
Especial relevo para a indústria têxtil, havendo 7 empresas de produção de tecidos de algodão em 1947, havendo mais empresas do ramo têxtil concretamente de: lenços, sedas, camisarias, botões e fivelas, etc. Uma verdadeira rede industrial com relações de dependência.
Nas camisas muitos lembraram a fábrica “Alteza” que também produziam lenços, não esquecendo a fábrica “Império” e também a “Olga”.
Na necessidade de garantir a manutenção e o fabrico de máquinas para alimentar este enorme movimento empreendedor as fábricas de maquinaria têxtil era em número aceitável e possivelmente os seus maiores clientes seriam as empresas vizinhas. Um importante sector da atividade industrial.
A atividade industrial têxtil era um importante meio para perceber o desenvolvimento económico e industrial, contudo, não era somente esse sector que dinamizava em larga escala a população local que durante muitos anos habituou-se a regular pelos toques das sirenes das fábricas para perceber quais eram as horas, importante fazer ressalva às fundições que eram próximas da meia dezena, sendo ainda no presente a indústria metalomecânica da Trofa uma referência nacional.
Os sectores fundamentais e mais marcantes da atividade industrial eram as empresas têxteis e da metalomecânica, contudo, em números bem mais residuais também haviam outras empresas na Trofa de: refrigerantes, sacos de papel, pulverizadores, escovas e vasouras (que nunca teve a expressão do que se viveu nas freguesias do Coronado).
Refrigerantes “Sabor” empresa com sede na Trofa quem chegou a beber? Quem matou a sua sede a beber um refresco desta marca?
Uma malha empresarial em 1947 solidificada que era o resultado de anos de empreendedorismo e de arrojo de meia dúzia de trofenses e alguns forasteiros que sonharam em criar o seu próprio negócio.1
1 Texto escrito com apoio no Guia Turístico editado pela Câmara Municipal de Santo Tirso em 1947

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Festa de Rua a 5 e 6 de maio

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A Praceta de S. Cristóvão do Muro volta a ser palco da Festa de Rua, a 5 e 6 de maio. Artesanato, velharias, arte, gastronomia, moda, música, carros antigos e coleções. Há espaço para tudo na 5.ª edição da iniciativa. As inscrições para todos aqueles que se queiram juntar à festa e divulgar a sua arte já estão abertas. Pode inscrever-se na sede da Junta de Freguesia do Muro, por e-mail jfmuro@iol.pt ou através da página de Facebook www.facebook.com/JUNTADEFREGUESIADOMURO/.
Organizada pela Junta de Freguesia do Muro, a iniciativa tem trazido para a rua as típicas barraquinhas e diferentes atividades culturais.

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Crónica: O remanso para entorpecer comunistas e bloquistas

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Os socialistas conduzem a governação desde novembro de 2015, sempre com os comunistas e os bloquistas a servirem de penduras, numa “geringonça” que começa a dar sinais de “enjoo” perante semelhante companhia, numa viagem acidentada que talvez vá terminar mais cedo que o previsto. Pelos sinais que os socialistas vão dando nesta reta final, o término desta viagem vertiginosa poderá acabar antes da data prevista.
A governação está a dar fortes sinais de abrandamento e até já entrou em modo de velocidade de cruzeiro adaptada à agenda eleitoral das eleições legislativas, que em situação normal se realizariam no segundo semestre do próximo ano. É o comum nos políticos vulgares, quando se instalam na cadeira do poder terem como meta, somente as eleições e os lugares para os seus familiares, amigos e apaniguados.
A desaceleração que se sente na governação do país é um remanso para entorpecer comunistas e bloquistas, que têm sido até hoje a “muleta” de estimação dos socialistas. Como as sondagens têm indicado que os socialistas estão perto da maioria absoluta, já dão sinais de que se vão descartar de tais “penduras”, que podem ser um empecilho na corrida eleitoral. É o seu sentido de gratidão!
A previsível antecipação das eleições legislativas, que está a ser desejada apenas pelos socialistas tem sufocado os tradicionais gritos de revolta comunista e bloquista contra as políticas governamentais ou a falta delas. É o que vai acontecer com o próximo orçamento que, aconteça o que acontecer vai ser aprovado com o seu voto favorável.
A atitude queda e muda dos comunistas e bloquistas, quanto ao clima de “medo e pressão” junto dos trabalhadores precários do SEF, mas também quanto à precariedade e aos falsos recibos verdes tem defraudado muitos trabalhadores, pois estavam esperançados que a “geringonça” alterasse estas situações gravosas. O mesmo se passou em relação às populações, quanto à agregação das freguesias, que continua tudo igual (embora tenha existido uma promessa de alteração), mas também quanto à obra da linha do metro em locais onde foi surripiado o comboio há muitos anos, com a promessa de ser substituído pelo metro de superfície. Tudo como dantes…
Quedos e mudos também estiveram em muitas situações da governação, como foi o caso do ajuste direto de pulseiras eletrónicas em mais de um milhão de euros e aos dois sistemas informáticos comprados pelo Ministérios da Justiça por 2,6 milhões de euros e deitados ao lixo sem chegarem a ser usados. Também não se sentiram os seus protestos veementes contra o efeito negativo no défice de 2017 provocado pela injeção capital na CGD (3.500 milhões) e agora com a injeção de quase 800 milhões no Novo Banco.
A postura envergonhada dos comunistas e bloquistas, também se sentiu em relação a muitas situações, como por exemplo: a posição espanhola de recusar entregar a Portugal a cidade portuguesa de Olivença; a posição de abstenção do nosso país em relação à Rússia após o primeiro ataque químico em solo europeu desde a II Guerra; a situação dos emigrantes portugueses na Venezuela; a situação catastrófica dos incêndios; a falta de políticas contra a desertificação do interior; o delapidar do nosso sistema de saúde.
Estes são apenas alguns (tristes) exemplos do remanso da governação socialista que faz entorpecer comunistas e bloquistas, contrastando com o imenso ruído que fizeram num passado recente. Agora comportam-se como “penduras” envergonhados da “geringonça”, apenas como “muletas” de estimação do atual governo!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

Crónica escrita em 31/03/2018, para ser publicado no Jornal “O Notícias da Trofa”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.

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