quant
Fique ligado

jonati

Edição 779

Memórias e Histórias da Trofa: O contributo das gentes da Trofa no exército em 1897

Publicado

em

A organização militar para os portugueses e as suas chefias sempre foi um problema, ou melhor, conjunto de problemas difíceis de resolver. A não existência de um exército regular até uma fase adiantada da história como também a ausência de treino rotinado fazia com que muitos campos de batalha se transformassem em campo da morte certa.
No final do século XIX, ocorreria uma tentativa profunda para reestruturar o exército, deixando de existir as companhias de ordenanças para passar à existência de “algo” mais concreto e sobretudo mais bem treinado.
Estamos a falar numa fase da história em que Bougado tinha 1433 habitantes em S. Martinho e 1656 em Santiago, as maiores freguesias em termos populacionais do futuro concelho da Trofa, seguido de muito longe por Covelas e Guidões, com 402 e 701 habitantes, respetivamente. O expectável seria que a contribuição de cada freguesia tivesse uma relação direta com o seu número de habitantes. Todavia, na prática, analisando a Comissão do Recenseamento Militar do Concelho de Santo Tirso é notória que essa conclusão estava afastada da realidade, se atendermos que S. Mamede do Coronado tinha mobilizado oito elementos para se dividirem pelo exército ativo, guardas municipais e também fiscal, enquanto para armada seria apenas um.
A única freguesia que ultrapassava esse número era a sede do concelho, Santo Tirso com 11 homens para aqueles primeiros ramos do exército e um também para armada.
A contribuição dos outros territórios era bastante simbólico, não ultrapassando um elemento, como é exemplo o Muro, mas surpreendentemente Alvarelhos contribuiu com três elementos e, ainda mais espantoso, Guidões com cinco e S. Romão, de novo, com apenas um.
As freguesias da Trofa acabavam por se destacar na mobilização para o exército regular no que respeita ao concelho de Santo Tirso, apenas suplantado pela sede de concelho, sendo que as restantes freguesias tinham números bastante simbólicos e até inexistentes, como é o caso de S. Salvador do Campo.
As explicações para as diferentes variações são complexas, podendo variar, como por exemplo a taxa de natalidade, sendo fundamental referir o elevado número de mobilizados.
Termino, com o desejo de um bom Natal a todos os que acompanham esta crónica que tanto prazer me dá escrever, como também com votos de um feliz aniversário para o jornal “O Notícias da Trofa”, ao qual agradeço esta oportunidade de poder partilhar conhecimento com todos vós.

Continuar a ler...

Edição 779

📹 Com ajuda do robot Kubo, alunos da Escola do Castro reveem a matéria dada na sala de aula

A partir do robot Kubo, os 60 alunos agora a frequentar o 6.º ano da Escola Básica do Castro, em Alvarelhos, tiveram o primeiro contacto com a programação e pensamento computacional.

Publicado

em

Dinis Sousa não escolhe meias-palavras para descrever o que sentiu quando o professor António Monteiro lhe apresentou o projeto “Robot Quiz”. Então no 5.º ano de escolaridade, o jovem achou “um bocado estranho, porque nunca tinha ouvido falar daquilo”. O “aquilo” era robótica e programação. O desafio era ambicioso, intimidante até, mas revelou-se um projeto ganhador.

A partir do robot Kubo, os 60 alunos agora a frequentar o 6.º ano da Escola Básica do Castro, em Alvarelhos, tiveram o primeiro contacto com a programação e pensamento computacional. Como? “O Kubo funciona com umas TagTiles, que são uns chips de programação (que não requerem software), e através delas tem de percorrer um determinado percurso em cada tabuleiro que os alunos desenharam. Há um tabuleiro para a disciplina de Português, Inglês, História, Matemática, Ciências e uma outra dedicada às expressões artísticas. Aí, cada equipa tem de fazer a programação do robô, através dos chips correspondentes à função de avançar, virar à esquerda e virar à direita, para que ele se desloque sozinho do ponto A ao ponto B. Em cada um desses pontos, há cartas com perguntas de escolha múltipla acerca da respetiva disciplina. Vence a equipa que conseguir programar mais rápido e evitar penalizações de tempo por respostas erradas às perguntas”, explicou o docente e mentor do projeto António Monteiro.
Além das “luzes” de programação a que os alunos têm acesso, este projeto concede ainda mais vantagens. O “trabalho em equipa” foi repetido pelos alunos ouvidos pelo NT, assim como a oportunidade de rever o conteúdo programático das diferentes disciplinas. “Este projeto ajudou-me, de forma brincalhona, a relembrar a matéria do ano passado”, confessou Dinis Sousa. Já a colega de turma Joana Sousa evidenciou a importância dos “trabalhos de grupo” para elaborar os tabuleiros e as cartas de jogo.

O “Robot Quiz” começou no âmbito dos Domínios de Autonomia Curricular e se há dúvidas quanto à sua aplicabilidade, António Monteiro desfaz com o exemplo de um aluno, com histórico de mau comportamento e desinteresse escolar, que foi “dos que mais se envolveu no projeto”. “Afeiçoou-se às ferramentas, tinha um cuidado extremo na sua organização e a verdade é que foi dos que aprendeu a programar mais rapidamente. Fora do contexto do projeto, notou-se que melhorou a sua postura durante na sala de aula”.
Para reforçar a ideia, o aluno Afonso Silva afirma que estamos perante um “bom projeto, inovador, que incentiva a estudar”. A seu lado, o colega Eduardo Rodrigues é perentório a afirmar que a robótica é, agora “um tema que interessa” explorar.
Depois da primeira fase, o “Robot Quiz” avança para uma nova etapa. A partir de janeiro, os alunos vão elaborar novas cartas de jogo, agora com a matéria curricular do 6.º ano, e repetir a competição inter-turmas para “ver se conseguem bater os tempos anteriores”.

Continuar a ler...

Edição 779

Linha do Equilíbrio: A importância da família

“Compete aos pais/família orientar os seus membros através da comunicação positiva/diálogo. Procurar estimular a criança para a reflexão sobre o que ouve e vê.”

Publicado

em

Aproximamo-nos do Natal. Nas ruas, nas lojas, nas instituições e nas nossas casas já respiramos o Espírito Natalício! E como é bom este sentimento! Natal é sinal de aproximação entre as pessoas, onde se evidenciam sentimentos como a tolerância, a solidariedade e o amor.
Na Igreja Católica celebra-se o nascimento de um menino especial no seio de uma família humilde. Quando pensamos na Família de Nazaré ou no nascimento do Menino Jesus, quase que romantizamos, colocando esta família num pedestal, considerando-a mesmo “perfeita”. Mas será assim que a bíblia descreve as famílias, nomeadamente esta em particular?
As escrituras bíblicas narram famílias que festejam casamentos, nascimentos, sucessões, que sofrem com a morte, mas também famílias que têm quezílias entre os seus membros ou que passaram dificuldades como guerras, perseguições, intempéries, etc. Estas famílias representadas são famílias idênticas às atuais, da qual se destacou a Família de Nazaré.
E por que será tão importante o tema da família para a psicologia?
A família é o primeiro meio de socialização para uma criança e aquela que mais influencia o seu desenvolvimento. Os pais são os agentes mais próximos e mais determinantes na evolução das competências dos filhos, facto que desperta o interesse da psicologia na compreensão das práticas educativas e o resultado no comportamento dos filhos.
Claro que o desejo da quase totalidade dos pais é serem “bons” para os seus filhos! No entanto, a parentalidade não é só uma vivência gratificante e prazerosa. Pode também ser uma tarefa exigente, de onde se destacam as preocupações com as necessidades básicas das crianças, como são exemplos: a alimentação, o conforto e a segurança. Além disso, enfrentam uma multiplicidade de medos (as doenças, as más companhias ou influências, a vida académica, entre outros).
Atualmente, o conceito apresenta-se bem mais lato, tornando-se necessário incluir na educação a afetividade e a exigência. Com estas duas dimensões, a parentalidade passa a responder às solicitações da criança, ao estabelecer um equilíbrio entre a responsividade (afeto) e a definição de limites e regras com consequências adequadas face ao incumprimento das mesmas (exigência). Tal deverá conduzir a que a criança perceba os seus limites e se sinta em segurança.
Sabe-se que as crianças absorvem todos os padrões de comportamento, os pais acabam por funcionar como “modelos” para os seus filhos. Logo, é na família que as crianças aprendem os valores, as atitudes, a ética, a afetividade, os juízos de valores, os preconceitos e os estereótipos. As crianças são influenciadas pelo contexto vivenciado na sua Família, tendendo a agir por imitação.
Então, compete aos pais/família orientar os seus membros através da comunicação positiva/diálogo. Procurar estimular a criança para a reflexão sobre o que ouve e vê. É da competência dos pais criarem rotinas, padrões expetáveis de comportamento para que a criança saiba o que esperar e se sinta segura. Cabe aos pais a tarefa de ensinar a relevância de obedecer às regras e explicar a sua importância para a sociedade, cultivando o sentido crítico sobre as mesmas. E, por fim, mas nem por isso menos importante, estar realmente com a criança, dedicando-lhe tempo e criando momentos únicos.
Passe a elogiar e abraçar mais, demonstre o quanto a criança é amada.
Se a criança é o reflexo da família, seja um bom espelho!

sandramaia.psicologa@linhadoequilibrio.pt

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Pode ler também...

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);