O presumível membro do gangue que assaltou duas ourivesarias em Viana do Castelo continua em estado grave e "ligado à máquina" no Hospital de São João do Porto, disse hoje à Lusa fonte hospitalar. O jovem foi deixado por dois individuos no Hospital da Trofa, gravemente ferido.

 A fonte adiantou que o homem, Bruno Moreira, 23 anos, residente emSanta Cruz, Burgães,  Santo Tirso, presumivelmente baleado na cabeça pela PSP de Viana do Castelo durante a fuga dos quatro elementos do gangue, se encontra em coma, ligado a uma máquina de respiração, na Unidade de Cuidados Intensivos da unidade de saúde portuense. A gravidade do estado clínico do alegado assaltante – em perigo de vida – levou, quinta-feira, algumas fontes policiais, a dá-lo como morto.Uma fonte da Polícia Judiciária de Braga disse hoje à Lusa que os outros três membros do gangue se encontram a monte, estando a ser activamente procurados em toda a região norte. "Estão inspectores de todas as brigadas no terreno", afirmou a fonte.gnr.jpg

A PJ não confirmou a possibilidade – adiantada à Lusa por várias fontes policiais – de o ferido grave que está internado no S. João estar referenciado como suspeito de vários roubos à mão armada, perpetrados por um gangue que actua na região minhota.

 "Não há ninguém detido", sublinhou a fonte, frisando que os dois homens que transportaram o ferido ao Hospital da Trofa – e que foram retidos pela GNR local e depois entregues à PJ – terão apenas cumprido essa tarefa, não tendo participado no assalto.

Em estado estacionário encontra-se uma das quatro pessoas – um agente da PSP e três transeuntes – feridas no tiroteio entre o bando e a PSP, um popular, cujo estado clínico – segundo fonte hospitalar de Braga – vai ser reavaliado durante a manhã.

O popular, que se encontrava numa paragem de autocarro na Avenida Marginal, em Viana do Castelo, foi atingido por um disparo, tendo ficado com uma bala alojada nas costas, alegadamente junto da coluna.

    Os restantes três feridos atendidos no Hospital de Viana, um dos quais um agente da PSP, tiverem já alta quinta-feira.

    O roubo ao Museu de Ouro Tradicional e à Ourivesaria Freitas, na Rua Sacadura Cabral, foi feito por um grupo de quatro indivíduos encapuzados, que levaram objectos em ouro e relógios, num valor que o proprietário estima que seja superior a 1,5 milhões de euros.

    Quando preparavam a fuga, os assaltantes foram surpreendidos pela presença de agentes da PSP tendo reagido com "tiros de caçadeira de canos serrados e de pistola".

    A troca de tiros prolongou-se pela Avenida Marginal, mas não impediu a fuga dos assaltantes, que usaram uma carrinha BMW que vieram a incendiar já na zona de Esposende, tendo fugido noutro carro, um Audi.

    O grupo foi perseguido pelo agente da PSP que levou um tiro no ventre e que se encontrava a sangrar do ferimento causado por uma bala, acompanhado de um funcionário da Ourivesaria, tendo os dois carros trocado mais tiros.

    A PJ sublinha que até ao momento não foi, ainda, recuperado o produto do roubo feito na Ourivesaria Freitas e no Museu do Ouro da capital alto-minhota.

    A PJ deu, também, alertas à polícia espanhola e à Interpol, embora proceda a buscas nas zonas de Viana, Braga e Porto.