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Medicamentos criados na Trofa já valem metade das vendas da Bial

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Os produtos desenvolvidos para a epilepsia (Zebinix) e Parkinson (Ongentys) reforçaram o peso no negócio da farmacêutica, que está a diversificar as fontes de financiamento e prevê começar a faturar na Ásia daqui a dois anos.

A farmacêutica Bial obteve uma faturação de cerca de 270 milhões de euros em 2018, que ficou em linha com o registado no ano anterior. Com presença comercial em mais de 50 países, os mercados internacionais valeram 70% das vendas, destacando-se Espanha e Estados Unidos da América no topo da lista dos melhores destinos.

Segundo adiantou o administrador José Redondo, os dois medicamentos de inovação própria e criados de raiz pela empresa da Trofa (distrito do Porto) já “representam cerca de metade do volume de negócios”, sendo as restantes receitas obtidas através de produtos mais antigos ou de licenças de multinacionais para as quais comercializa em Portugal, Espanha ou noutros países.

No anterior exercício, o Zebinix (lançado em 2009 para doentes epilépticos) tinha gerado 90 milhões de euros nos 44 países em que está aprovado. Disponível no mercado português apenas desde setembro, o Ongentys – nome comercial do segundo medicamento de patente portuguesa a chegar ao mercado e destinado a pessoas com a doença de Parkinson – tinha vendido cerca de dez milhões de euros em 2017.

“Vendemos para países na Europa, em África e na América. E a prazo temos outro grande desafio que é estar presente em alguns países asiáticos, nomeadamente no Japão, na China e na Coreia do Sul. Esperamos que seja uma realidade dentro de dois anos”, concretizou. O responsável da Bial falava num debate sobre estratégia, inovação e financiamento, no âmbito da conferência “Finance Talks for Growth”, em Matosinhos, onde o Banco de Fomento acrescentou 40 milhões para “financiamento puro” às empresas.

A companhia liderada por António Portela, que investiu 650 milhões de euros no desenvolvimento destes dois primeiros medicamentos de raiz portuguesa – o terceiro, destinado à hipertensão pulmonar arterial, deverá estar cá fora dentro de três anos –, anunciou no início de 2018 um acordo de licenciamento com a chinesa Wanbang para a importação, embalagem e comercialização do Ongentys no país. Para entrar no mercado coreano assinou contratos abrangendo os dois produtos, com a perspetiva de que começariam a ser vendidos a partir de 2020.

Três fontes de financiamento para investir

O homem que controla as contas da farmacêutica, fundada em 1924, recordou que no início da década de 1990 só tinha financiamentos de um ano (renovados automaticamente) na banca comercial, contrapondo que “hoje o peso dos financiamentos de curto prazo é residual – e pontualmente nulo”. “Porque se temos investimento de algumas centenas de milhões de euros e cujo lançamento do produto no mercado acontece, em média, 12 a 13 anos depois do início do projeto, é de bom senso adequar essas necessidades às fontes de financiamento”, acrescentou.

Nos últimos seis anos, além de financiamento de médio e longo prazo (a quatro ou cinco anos) negociado com a banca, a Bial teve dois empréstimos de maior dimensão com o Banco Europeu de Investimentos (BEI) – “normalmente nunca podem ser menos de 50 milhões de euros” – e concretizou dois empréstimos obrigacionistas com reembolso no final do prazo de cinco anos . Depois da primeira emissão de 50 milhões de euros, que se vence em junho, fez uma operação semelhante no valor de 60 milhões de euros em outubro de 2018.

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Gostaria de um dia me poder financiar só nos capitais próprios, só no EBITDA, mas provavelmente, pela ambição da empresa e pelos projetos que tem, esse dia nunca chegará.

JOSÉ REDONDO, ADMINISTRADOR DA BIAL

“Repartimos as nossas necessidades de financiamento por estes três pilares também de forma a não estamos sujeitos à conjuntura da banca. Quem trabalhou nos últimos anos em Portugal na área financeira sabe que (…) tivemos momentos de grande escassez e de grande liquidez. Quando se tem projetos de investimento de longo prazo, que não podem ser parados de acordo com a liquidez de A ou de B, temos de garantir um financiamento estável para que os projetos não serem afetados por razões de ordem financeira”, justificou José Redondo.

A finalizar o debate, em que também participaram João Miranda (CEO da Frulact) e Andreia Meireles (CFO da António Meireles), o administrador da Bial, que recentemente investiu cinco milhões de euros para ampliar o centro onde trabalham mais de uma centena de investigadores de oito nacionalidades, indicou ainda que prefere manter relações com um número reduzido de bancos mas privilegiar essas parcerias duradouras.

José Redondo confidenciou também que, enquanto diretor financeiro, “gostaria realmente de um dia [se] poder financiar só nos capitais próprios, só no EBITDA da empresa, mas provavelmente, pela ambição da empresa e pelos projetos que tem, esse dia nunca chegará”. “E, se calhar, ainda bem para todos, no sentido em que a empresa tem mais projetos do que aquilo que é a sua capacidade de autofinanciamento”, concluiu.

Fonte Jornal de Negócios

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Desporto

Trofense perdeu na deslocação ao Leixões

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O Leixões foi quase sempre melhor do que o Trofense e fez o necessário para marcar até mais do que um golo durante a primeira parte, mas esteve mal na finalização.

O Trofense, que ficou reduzido a 10 jogadores aos 34 minutos, devido à expulsão do seu ‘capitão’, Vasco Rocha, sentiu problemas sempre que o opositor atacou pelos corredores e também deu pouco trabalho à defesa e ao guarda-redes contrário.

Kiki foi o grande motor do ataque leixonense até ao intervalo e logo aos dois minutos cruzou para João Oliveira, que, porém, chegou atrasado e atirou para fora.

A baliza do Trofense voltou a estar em perigo depois de outro cruzamento, este de João Amorim e do flanco direito, aos 10 minutos e com este lance terminou o ascendente inicial do Leixões.

Os visitantes conseguiram depois reagir e lançar alguns ataques promissores, mas por pouco tempo, e foi o Leixões que mais uma vez esteve perto de marcar em duas ocasiões consecutivas aos 15 minutos.

Okitokandjo arranjou tempo e espaço na área leixonense para rematar, assustar Beunardeau e ganhar um canto e, daí até o intervalo, só ‘deu’ Leixões, com Kiki em foco com as suas arrancadas pelo corredor esquerdo e cruzamentos para João Oliveira, que se destacou pela sua desinspiração.

O Trofense melhorou na segunda parte e o Leixões perdeu algum do fulgor exibido no primeiro tempo e tudo ficou mais complicado para a equipa de Matosinhos quando Paulo Alves viu o segundo amarelo aos 53 minutos e foi expulso também.

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O treinador leixonense fez três substituições aos 70 minutos, substituiu Kiki, já esgotado pelas suas acelerações e grande mobilidade, por Agostinho aos 82 minutos e foi bem sucedido com as mexidas efetuadas, pois o golo teve a assinatura de duas unidades saídas do banco.

Miguel Ângelo iniciou a jogada do golo, Fabinho prosseguiu-a e Agostinho, natural da Guiné-Bissau, concluiu-a com um golpe de cabeça oportuno, materializando assim o grande investimento que o Leixões efetuara em busca do golo.

Texto Lusa

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Trofa

Motociclista sem capacete ferido em acidente

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Uma colisão entre um motociclo e um ligeiro de passageiros causou ferimentos no motociclista, um homem com 34 anos, que seguia no motociclo, sem capacete.

O acidente ocorreu cerca das 19h15, no cruzamento da Rua D.PedroV com a rua Dr A.Augusto Pires de Lima.

No socorro estiveram os Bombeiros Voluntários da Trofa com 7 elementos e pela equipa médica da VMER de Famalicão, que transportaram o ferido para a unidade de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave.

A GNR da Trofa registou a ocorrência.

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