Numa oficina em Covelas, há quem se admire por ver mãos de mulher sujarem-se com óleo dos automóveis. Mas Diana Oliveira está apenas a trabalhar na área com que sempre sonhou.

Um pouco por todo o país, multiplicam-se as oficinas de reparação automóvel. Em Covelas, existe uma que acompanhou a mudança dos tempos e especializou-se na variante elétrica e eletrónica. Mas não é esse elemento diferenciado que mais chama a atenção. O que tem provocado a admiração de cada novo cliente que entra no armazém é a presença de Diana Oliveira, filha e funcionária do proprietário da oficina.

Aqui, a tese de que mecânica de automóveis é trabalho para homens é contrariada há oito anos, desde que Diana Oliveira começou a trabalhar. Quando era criança, fazia companhia ao pai na oficina e daí nasceu a paixão pelas máquinas de quatro rodas. O pai, José Oliveira, conta que o apego de Diana por automóveis começou, porque quando era criança fazia-lhe companhia ao fim de semana. “Eu vi que ela começou a gostar disto, por isso optei por metê-la aqui a trabalhar comigo, porque ela não quis mais estudar”, contou. Diana complementou: “Eu falava com os meus colegas sobre carros e dizia que era para aqui que vinha quando acabasse a escola”, contou. Terminou o 9º ano, porque o pai a “obrigou” e desde então tem cumprido o sonho de trabalhar na área: “Gosto de tudo o que for relacionado com carros. Faço o que for preciso”. 

Com “as mãos e a testa suja”, como descreveu o pai, Diana é polivalente e para além do ofício na oficina, ainda assegura o serviço no escritório. Só se recusa a pegar no trabalho minucioso da eletrónica e tudo o que envolve mexer em placas que mais parecem vir de computadores.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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