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Edição 676

Mais Saúde: Provavelmente, está a comer sal a mais

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O sal é um dos condimentos mais utilizados em todo o mundo, tanto para temperar a comida como, em certos casos, para preservar os alimentos. Ao longo dos tempos, o sal adquiriu uma grande importância e uma presença no dia-a-dia da maioria das pessoas. No entanto, a Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de sal não seja superior a 5g para um adulto e 3g para as crianças. O valor médio consumido pelos portugueses ronda as 10,7g, ou seja, mais do dobro daquilo que está recomendado.

Mas porque razão se deve limitar o consumo de sal? De uma forma simples, o sal é uma fonte de sódio (cada grama de sal contém 400 mg de sódio na sua composição). E níveis elevados de sódio levam a uma subida da pressão arterial e a um aumento do risco de doenças cardiovasculares, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), Enfarte Agudo do Miocárdio e Insuficiência Cardíaca. Este tipo de doenças são a principal causa de morte em Portugal, o que revela a importância deste tema.

O sal também contribui para que mais de 40% dos portugueses sejam hipertensos (isto é, tenham Hipertensão Arterial, uma doença que se caracteriza por valores te pressão arterial acima do desejável).

Por todos estes motivos, é importante que o sal adicionado aos alimentos seja o menor possível. Sendo verdade que o sal realça o sabor da comida, é também verdade que existem outras substâncias que o podem fazer, sem aqueles riscos mencionados anteriormente. São exemplo as ervas aromáticas (como os orégãos, salsa, coentros, alecrim, louro ou cebolinho) e as especiarias (como gengibre, pimenta, açafrão ou cominhos). Tanto as ervas aromáticas como as especiarias podem conferir sabores intensos usando pequenas quantidades, sendo por isso uma boa alternativa ao sal, sem calorias significativas. Pode utilizar estas alternativas no tempero da carne e do peixe ou adicioná-las às suas massas ou ao arroz, assim como nas saladas ou na sopa. Quanto mais utilizar estes condimentos, menor será a necessidade que sentirá em usar sal. Se esta redução for gradual, o próprio paladar habitua-se facilmente e, passado algum tempo, uma refeição que lhe pareceria insossa deixará de o ser.

Não coloque o saleiro na mesa, porque isso incentiva as pessoas da mesa a utilizarem mais sal. O uso de colheres de café e de chá para medir o sal enquanto cozinha pode ajudar a ter uma noção das quantidades: cada colher de café de sal corresponde a 3 gramas de sal e cada colher de chá corresponde a cerca de 5 gramas (recorde-se que a dose diária não deve ser superior a 5 gramas para um adulto e 3 gramas para as crianças, isto é, a dose para um dia inteiro).

Deve também ter em conta que o sal da alimentação não é apenas aquele que é adicionado quando cozinha. Os próprios alimentos contém sal, dependendo da sua origem ou modo de preparação. Por isso, deve ler os rótulos dos alimentos e comparar o conteúdo de sal entre diferentes opções que tem à sua disposição. Deve também evitar produtos salgados e de conserva, assim como produtos de charcutaria (enchidos), snacks e refeições pré-cozinhadas ou congeladas – de uma forma geral este tipo de produtos tem uma grande quantidade de sal.

Se tiver em conta estas recomendações, poderá conseguir atingir as recomendações nesta área. Qualquer pessoa deveria tentar cumprir estas regras básicas, no entanto a importância destas medidas ainda é maior em pessoas hipertensas ou com outras doenças cardiovasculares.

Dr. Pedro Couto
Médico de Família

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Se tiver alguma dúvida ou sugestões para outros temas a abordar nesta rubrica, pode entrar em contacto para o email doutorpedrocouto@gmail.com

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Memórias e Histórias da Trofa: Os últimos momentos de Heliodoro Salgado

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A vida de Heliodoro Salgado era vivida a um ritmo alucinante, escrevia, discursava e viajava por todo o Portugal vivendo em exclusivo para alimentar o seu trabalho político. Um trabalho desgastante, muito intenso a nível psicológico que iria causar graves transtornos na sua saúde.

O dinheiro era curto, nunca teve uma fonte de dinheiro fixa, vivia dos seus escritos quando era pago e pelo menos no Porto conseguiu dar algumas aulas. A sua alimentação era fraca por não ter dinheiro e contribuiu para o agravamento da sua saúde, alimentando-se apenas de duas maças ou outras peças de fruta durante o dia. Deu a sua vida pela causa republicana, da igualdade de servir o mais pobre e mais desfavorecido.

Fernando Rosas e Fernando Rollo destacam na obra, História da Primeira República Portuguesa, que Heliodoro Salgado teve uma ligação bastante próxima com o movimento operário e organizado com os trabalhadores.
Morte prematura, com quarenta e poucos anos e devido ao seu fervor anticlerical, muitos apontam para uma possível morte motivada por uma conspiração clerical que pretendia eliminar um dos seus maiores opositores.

A sua morte foi uma enorme surpresa, sofreu um ataque de raquitismo que lhe fez perder mobilidade, contudo não impediu que trabalhasse da mesma forma intensa que o tinha feito ao longo da sua vida. As dores eram imensas, mas no último dia de vida teria saído três vezes de casa.

Existem relatos que apontam para o seu estado de saúde aparentemente não apontava receios e inclusive tinha mesmo melhorado na quinta feira anterior à sua morte e nesse mesmo dia tinha inclusive saído para dar um pequeno passeio regressando a casa aparentemente bem-disposto.

Contudo passou a noite agitado e a dona da casa onde estava hospedado foi às seis horas da manhã a perguntar se precisava de alguma coisa ao que ele terá respondido que não e a senhora ao ver que aparentemente ele estava com bom aspeto ter-se-á retirado e quando voltou meia hora depois ele tinha falecido. Os boatos apontavam a razão da morte para uma angina de peito.

Vivendo num quarto na Rua dos Mouros nº312, não acumulou fortuna ao longo da sua vida, tendo uma vida bastante modesta, viveu muito pobre às vezes encontrando-se numa situação de extrema penúria, contudo nunca recusou fazer trabalho gratuito quando lhe era pedido em nome da causa que defendia.

No periódico “O Mundo”, afirmava-se que um homem como Heliodoro era raro, passou uma vida inteira a defender a causa dos pobres, dos oprimidos, os miseráveis – se um ato egoísmo sem uma exibição de vaidade, infinitamente bom, incomparavelmente justo.

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O seu funeral estava previsto acontecer dois dias depois da sua morte, pelo meio dia, ficando em câmara ardente o seu corpo no Centro Democrático Eleitoral. Antes do seu caixão ser soldado, foram-lhe colocadas as insígnias da Maçonaria por parte do diretor do periódico “O Mundo”, António Pereira, também ele maçon.

Transladado do local da sua morte a Rua dos Mouros, momentos antes o seu corpo estava deitado na cama, todo vestido de negro com as insígnias da Maçonaria sobre o seu corpo.

Assim foram os últimos momentos de vida do maior vulto da história política natural da Trofa.

José Pedro Reis

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Trofenses no pódio do Troféu Urban Race

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Daniel Santos, da Ruprec Team, sagrou-se vencedor, em elites, do Troféu Urban Race, ao vencer a última prova pontuável, as 3 Horas de BTT de Vila Nova de Famalicão, no sábado, 15 de setembro.

Este nem era um objetivo da época, “mas foi-se tornando” à medida que o corredor ia somando boas prestações durante as seis provas do Troféu. “Dedico esta vitória a todos os patrocinadores da equipa e amigos”, referiu o ciclista de Alvarelhos.

Em duplas femininas, a vitória sorriu à equipa trofense Feitos Pro Monte/Only Bikes, composta por Juliana Santos e Ana Rocha. Em 2.º lugar ficou a dupla Célia Costa/Maria Monteiro, da Bottagaz Dacar Team.
Domingos Ferreira, da Ruprec Team, fez parte da equipa dupla masculina, que ficou em 2.º lugar no Troféu nesta categoria.

Em 3.º lugar nas triplas masculinas ficou a equipa Feitos Pro Monte/Only Bikes/Papelix/Semogue, composta por Nuno Ferreira, Joaquim Soares e Teresa Arantes. 

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