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Edição 777

Luísa Tedim e Joaquim Monteiro disputam liderança do CDS-Trofa

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O CDS-PP da Trofa vai a votos esta sexta-feira, 18 de novembro. As eleições internas do partido contam com duas listas candidatas, uma liderada por Joaquim Monteiro e outra encabeçada por Luísa Tedim.
Até agora liderada por Pedro Parada Monteiro, a estrutura concelhia enfrenta o sufrágio com dois projetos políticos, um que, ao que tudo indica, pretende assumir o papel de continuidade, uma vez que pai avança para suceder ao filho, enquanto Luísa Tedim apresenta-se como alternativa, vinda da ala que, outrora, apoiou Nuno Melo para a liderança nacional dos centristas, por contraponto com os centristas trofenses, como Pedro Parada Monteiro, apoiantes de Francisco Rodrigues dos Santos, ex-presidente do partido.
Em declarações ao NT, Luísa Tedim explicou que a candidatura que encabeça surge de um processo de reflexão feito por militantes “após o desaire eleitoral” nas legislativas, que ditou a perda de representação parlamentar do partido. “O grupo foi crescendo e a abordagem das eleições para a próxima presidência concelhia estava em cima da mesa. Traçamos perfis para os vários cargos que implicitamente vão ser eleitos e foi muito fácil. Numa reunião de duas horas estava tudo decidido. O grupo de trabalho distinguiu-me com este convite, que aceitei de imediato, pois está na hora de o CDS, e nomeadamente o CDS Trofa, renascer com a energia e a capacidade que o partido teve até 2015”.
Quanto à proposta política que apresenta, Luísa Tedim assume que se caracteriza por “manter o que está bem feito e a funcionar”, mas desenvolver um “projeto novo, audaz e de equilíbrio”.
“Queremos que se torne possível um partido estável, personificado e humanista, características que fazem parte do nosso ADN. Temos de saber interpretar bem e levá-lo às pessoas, casa a casa, rua a rua, em todas as aldeias e freguesias do nosso concelho. Abrir um dia por semana a sede do partido, capitalizar o nosso humanismo a favor da sociedade trofense. Inovar sem deixar cair os costumes da Trofa, respeitar, colaborar e interagir sempre com as nossas gentes. Convocar plenários com representantes de todas as freguesias, incluindo simpatizantes do CDS”, anunciou a candidata, que quer “trazer mais militantes” para o partido, contribuindo para “um CDS maior e renovado”.
O NT tentou obter declarações do outro candidato, Joaquim Monteiro, mas apesar dos contactos, não obteve resposta.

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Edição 777

Capela de Santa Bárbara inaugurada a 3 de dezembro

O bispo do Porto, D. Manuel Linda, vai presidir à cerimónia religiosa que marcará a inauguração da Capela de Santa Bárbara, em Guidões, a 3 de dezembro.

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O bispo do Porto, D. Manuel Linda, vai presidir à cerimónia religiosa que marcará a inauguração da Capela de Santa Bárbara, em Guidões, a 3 de dezembro.
O edifício é uma réplica daquela que existiu na paróquia há cerca de dois séculos.


D. Manuel Linda vai fazer a bênção da Capela, às 17h00, após uma procissão que inicia junto da Igreja Paroquial.
No dia de Santa Bárbara, 4 de dezembro, há missa às 10h45, na Capela.
A concretização de um desejo “antigo” da comunidade guidoense deveu-se à contribuição do empresário local Jaime Dias, que doou o terreno e custeou, integralmente, a construção da capela. Por mais este gesto dedicado à Igreja, o pároco José Ramos apelida o empresário de “um dos grandes beneméritos da paróquia de Guidões”.
A nova Capela de Santa Bárbara está localizada na Rua 1.º de Maio, junto ao cruzamento que dá acesso ao campo de futebol.

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Linha do Equilíbrio: A importância da Psicologia

A primeira crónica “Linha do Equilíbrio”, que nasce da parceria entre NT e a psicóloga Sandra Maia.

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Atualmente, muito se tem falado sobre o conceito saúde mental e da sua importância para o nosso bem-estar. Mas, afinal, o que é a saúde mental? Por que será tão relevante para a nossa vida? Como pode o/a psicólogo/a ajudar a encontrar o equilíbrio?
Segundo o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) menciona, saúde é um conceito muito amplo que não se refere apenas à ausência da doença, sendo um modelo biopsicossocial que engloba todos os outros estados de saúde: a física, a mental e a social. É, por isso, imprescindível prestar atenção a todas estas vertentes.

Se a saúde mental afeta a forma como as pessoas pensam, sentem e agem, vai influenciar, inevitavelmente, as nossas relações e decisões. Daí a importância de as pessoas reconhecerem e perceberem como lidam com o stress normal e diário. Em particular, a nível laboral, as pessoas precisam de estar atentas se existem condições para desempenharem as suas funções; se há adequação às exigências do cargo e às suas capacidades; se a segurança e a remuneração são adequadas. Similarmente nas relações interpessoais, as pessoas necessitam de perceber como se relacionam com os outros, aprendendo a gerir conflitos. Já nas relações intrapessoais, as pessoas devem reconhecer e identificar a relação que estabelecem consigo mesmo, aprendendo a regular as emoções. Estes multifatores elencados poderão conduzir a sofrimento e desequilíbrios mentais.
Historicamente, há uma grande falta de investimento em saúde mental, fruto de as políticas vigentes se revelarem insuficientes face às necessidades, o que origina graves lacunas na prevenção de perturbações mentais que seriam facilmente prevenidas, caso fossem alocados mais recursos a esta especialidade.
Porém, erradamente, o conceito de saúde mental está comummente associado a um estado negativo de saúde, ou seja, só nos preocupamos com a nossa saúde mental quando precisamos de remendar uma situação que causa desconforto na nossa vida ou então em acontecimentos de crise/ trauma pessoal e, ainda, em acontecimentos sociais, como exemplo a pandemia e, mais recentemente, a guerra e as suas consequências.
Hoje, a saúde mental preventiva deveria ser uma preocupação crescente da nossa sociedade, ir ao/à psicólogo/a deveria ser semelhante a ir ao médico, pois, como diz o ditado, “mais vale prevenir do que remediar”. Desta forma, será importante prestar atenção aos possíveis indicadores de sofrimento, tais como: a insónia, a irritabilidade, a perda ou o excesso de apetite, o consumo e/ou o aumento do consumo de substâncias aditivas, o isolamento, a procrastinação (sentir que não tem vontade para nada e/ou adiar tarefas), sentir culpa e, até mesmo, perda de esperança no futuro.
Para manter uma boa saúde mental, há algumas estratégias que podemos adotar na vossa vida, desde logo, cuidarmos de nós, nomeadamente, aumentar o nosso “amor-próprio”. Este cuidar de nós implica seguir uma boa rotina diária dotada de uma alimentação equilibrada, de um sono reparador e de qualidade, de ingestão regular de água, prática de exercício físico e de terapias meditativas, além de atividades prazerosas e de lazer, como é certamente estar em família, com os amigos ou, até mesmo, com os animais.
No fundo, a adoção de hábitos e rotinas de vida saudáveis são fundamentais para o nosso equilíbrio, mas, caso não consiga autorregular-se, procure sempre a ajuda de um profissional.

sandramaia.psicologa@linhadoequilibrio.pt

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