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Crónicas e opinião

Kristin no teatro político: O Estadofalha, o País resiste!

“A sociedade civil merece ser enaltecida, mas não pode continuar a ser o último reduto de um país que insiste em sobreviver graças à boa vontade dos seus cidadãos.”

Luis Filipe Moreira

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Tempestade Kristin expôs fragilidades: quando o país precisa do Estado, o Estado falha!
Falo com responsabilidade, com consciência do que está em causa, e estou perfeitamente à vontade para o fazer: sou Independente, não dependo de partidos políticos para sobreviver, não devo favores a ninguém e não preciso de alinhar em narrativas convenientes. E mais: dou o exemplo. Faço parte de uma associação trofense que se fez ao terreno rapidamente, sem hesitações, para ajudar quem mais precisava em Leiria e Marinha Grande. Enquanto alguns gravavam vídeos, nós carregávamos bens e apoiávamos famílias. É esta diferença entre ação e encenação que revolta tantos portugueses!

A região Centro ficou isolada, sem comunicações, sem energia, sem apoio estruturado. E, como tantas vezes acontece, foram os bombeiros, associações locais e os cidadãos a assegurar aquilo que deveria ser garantido por um Estado preparado, coordenado e presente!!!
Sociedade civil: responde; Estado: hesita, tropeça, justifica-se!

2017: Incêndios revelaram o fracasso do anterior governo, que falhou no momento mais crítico, quando vidas dependiam dele. Promessas de reforma multiplicaram-se, mas a verdade é que, anos depois, assistimos ao mesmo enredo: quando a crise chega, não há Estado a tempo e horas!

2026: Tempestade Kristin, voltámos a ver comunicações interrompidas, respostas tardias e uma coordenação insuficiente. A Kristin mostrou que o país não está preparado para fenómenos que já não são excecionais – são recorrentes, previsíveis e anunciados!

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Observa-se um Estado incapaz de proteger os seus cidadãos: lentidão da resposta e desconexão política ficam como símbolo deste Estado distante da realidade!

Vejo que a atual maioria política governa a partir de uma bolha mediática, mais preocupada com a gestão da imagem do que com a gestão do país. Falta presença no terreno, empatia e humildade para ouvir quem vive os problemas. Falta sentido de responsabilidade quando, em plena crise, surgem vídeos cuidadosamente encenados, gravados para redes sociais, exibindo ações coreografadas e artificiais – um verdadeiro atentado à inteligência dos portugueses.

Observo que a prioridade se desloca da ação para a autopromoção!

O que devia ter sido feito?

1.º: um verdadeiro plano nacional de resiliência climática, com infraestruturas preparadas para fenómenos extremos; 2.º: planeamento antecipado: ativar planos de contingência, reforçar equipas, garantir meios alternativos de comunicação. 3.º: assegurar comunicações de emergência robustas, com redundância tecnológica e testes regulares. 4.º: coordenação central eficaz, com decisões rápidas e comunicação transparente. 5.º: apoio imediato às populações isoladas, com distribuição de bens essenciais e equipas reforçadas. 6.º: transparência e responsabilização: assumir falhas, corrigir processos e apresentar resultados concretos. É assim tão difícil?

Este país merecia mais – e muito melhor – da sua classe política!

Merecia líderes capazes de assumir responsabilidades, de planear a longo prazo, de investir em resiliência e não apenas em remendos. Merecia instituições que funcionam antes da tragédia, não apenas depois!

A sociedade civil merece ser enaltecida, mas não pode continuar a ser o último reduto de um país que insiste em sobreviver graças à boa vontade dos seus cidadãos.

Portugal precisa de uma nova geração de responsáveis públicos: mais competente, presente e responsável!

Portugal merece mais!!!

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