Executivo da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado reuniu-se com o movimento associativo, na noite de sexta-feira, 15 de março, para apresentar o plano de atividades e dar a conhecer o protocolo a celebrar com as coletividades para o ano de 2013.

 “Os nossos princípios e os grandes objetivos deste ano, a par do que aconteceu no passado, são o apoio imediato a situações de fome e pobreza, através da Comissão Social de Freguesia (CSF) e da Conferência S. Vicente de Paulo, e o apoio ao movimento associativo”. Este é o lema do executivo da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado, enunciado pelo presidente António Azevedo, que se reuniu com as associações culturais, recreativas e desportivas da freguesia, para apresentar o plano de atividades, bem como o protocolo a celebrar com estas para este ano.

A parceria é “idêntica ao ano passado”, mantendo-se “os valores e as atividades”. A única diferença é nos “deveres” de cada uma, uma vez que as associações “não vão atuar sempre na mesma atividade”, “rodando” pelas iniciativas realizadas na freguesia. Para António Azevedo, o movimento associativo é importante, porque “interage e faz movimentar a freguesia”. “Se não houvesse movimento associativo, não haveria atividades culturais, recreativas, nem desportivas e se não fosse a autarquia a ajudar, a freguesia estava parada”, afirmou.

Este ano, com a entrada de um novo pároco, Bruno Ferreira, “algumas festas que estavam inativas” vão ser realizadas e, por essa razão, a Junta estabeleceu um protocolo com “algumas confrarias”. Também a Associação Cultural e Recreativa Vigorosa, de S. Martinho de Bougado, fez um protocolo com a Junta, que consiste na criação de uma pista de atletismo e de salto em comprimento no Parque de Jogos da Ribeira. “Achamos por bem fazer este protocolo, porque é um investimento na freguesia e num bem que é da freguesia, que é o campo de jogos do Bougadense”, explicou.

Relativamente ao apoio mensal à Conferência S. Vicente de Paulo, o presidente da Junta afirmou estar “sempre atento” às situações de pobreza, não se ficando apenas pelo apoio estabelecido no protocolo. Uma vez que o diagnóstico da CSF é feito de “três em três meses”, o executivo está disponível “para ajudar” caso existam “novas situações”. “O que me aflige mais são as pessoas que vêm de 15 em 15 dias à Junta em lágrimas. Hoje (sexta-feira), foi um caso, no qual tivemos que ir buscar um cabaz com leite, carne e fruta para dar aos miúdos”, documentou.

Com a união das freguesias de Bougado, António Azevedo declarou que “não teme” o fim do apoio ao movimento associativo, pois estando o presidente da junta “inserido e envolvido” nas associações, não teria “dificuldade”, mas sim “prazer em apoiá-las”, porque “vai precisar delas”. “Nós damos um subsídio às associações e elas vão a Cidai, a Bairros, à Maganha, movimentam-se, têm atividades e ainda convidam outra associação de fora, que se sentirá na obrigação de a chamar de volta para haver intercâmbio”, frisou.

O executivo da Junta de Freguesia e as associações voltam a reunir-se em maio para assinarem os protocolos e receberem a primeira tranche do subsídio. Contrariamente a anos anteriores, a última parte do subsídio será entregue em setembro e não em dezembro.